Poucos autores tiveram um estilo tão característico. Tanto que, por motivos mercadológicos, seu nome foi colocado no título de filmes como "Fellini Satyricon" (1969), "Roma de Fellini" (1972) e "Casanova de Fellini" (1976). O diretor nunca negou ter feito filmes autobiográficos, mas "Amarcord" (Eu me recordo, em dialeto), de 1973, é o que mais claramente resultou como uma mistura de sonhos e lembranças.

Em o Ensaio de Orquestra (1979), o cineasta fez uma auto-análise como diretor de pessoas e ao mesmo tempo reflete sobre a união das várias províncias italianas, num momento em que o Norte da Itália falava em separar-se do Sul. Seus últimos filmes se tornaram cada vez oníricos: "Cidade das Mulheres" (1980), "E la Nave Va" (1983), "Ginger e Fred" (1985) e "A Voz da Lua" (1990).

 

 

Giulietta Masina
(Atriz italiana)
22-2-1921, San Giorgio di Piano (Itália)
19-12-1996, Roma

Giulia Anna Masina passou parte de sua adolescência vivendo com uma tia viúva em Roma, onde ela cultivava uma paixão para o teatro e estudou e se licenciou em Filosofia. Ela começou sua carreira no rádio com o programa "Terzoglio" (1942), com scripts escritos por Federico Fellini. A série trouxe grande sucesso e o casamento com Fellini que a tornou como a musa inspiradora para muitos de seus filmes.

Giulietta fez sua estréia no cinema em Senza Pietá (1948), dirigido por Alberto Lattuada, mas realmente estabeleceu a sua reputação com os filmes: Persiane chiuse (1951), dirigido por Luigi Comencine, e Mulheres Luzes (1950), que também marcou a estréia de Fellini como diretor (o filme deu créditos tanto para Fellini, como para Lattuada) e Europa 51 (1952), dirigido por Rpberto Rossellini . Sua parceria artística com o marido realmente decolou com o vencedor do Oscar A estrada da Vida (1954), seguido por A Trapaça (1955) e o aclamado Noites de Cabíria (1957), que também ganhou um Oscar e trouxe-lhe o prêmio de Melhor Performance Feminina no Festival de Cinema de Cannes. Nos anos seguintes ela interpretou muitos papéis inesquecíveis em filmes como Fortunella (1958), dirigido por Eduardo de Filippo, Nella Cittá L’Inferno (1959), dirigido por Renato Castellani, e mais tarde em Giulietta dgli spiriti (1965) e Ginger e Fred (1986), ambos dirigidos por Fellini.

Giulietta Masina morreu em Roma em 1994, poucos meses depois da morte de seu marido.

 

MAIS "CINEMÃO" DO CINEMASCOPE, AQUI:

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