Amor  à  Lápis-lazúli 

Por Lena

 

 

Amor  à  Lápis-lazúli 

Lena

 

Oh... Meu amado

Ao  recusar o encontro

não entendestes...

Aros que torneiam o céu

estilhaçariam  Lápis-lazúli  

refletindo  adereços no eu

que moveria o pasmo

e por fim  vingaria em  primavera,

sob  galhos de floreiras escaldantes.

torneando os pés  à tirá-los do chão.

 

Oh... Meu amado

se debateu frente ao oportuno,

pois queria o breu da noite opaca,

habituado à  encosta da esquina 

com ventos talhantes do  sul.

Preferiu o afronto...

da costumeira tosca  e dias saturados,

ao mel esparramado por entre bocas .

 

Oh  céus!  Meu amado...

Não pensastes, mas...

aceitando as nuances do imaginável,

poderíamos  desfolhar flores de primavera

e derramá-las em véu de pétalas vermelhas,

a  moldurar a cara rosada e travessa.

Podíamos viajar  em carrosséis 

à  presteza da lua

e noite adentro

ouviríamos à pinceis  

concertos de  grilos aos ouvidos

revolvidos aos ruídos do peito  

pela comanda e batucada do coração.

 

Hora... Meu amor

seria um batucar afrontoso

um tilintar festejoso

de corpos  sustidos  no ardor

 

Olha...Quanto amor!

meu amor...

você negou.

 


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