Adotamos o calendário como referência em nossas vidas e a partir daí, mesmo esquecendo o passado e não entendendo o presente, tentamos inutilmente fazer nossas projeções para um futuro, nesses 365 dias que teremos pela frente, onde o Planeta Terra completará mais uma volta em torno do Sol e “começará tudo outra vez”, porque “preciso é”, segundo a perfeição do Criador.

E é justamente em função da “Vontade” desse Criador, a quem reverenciamos, adoramos e colocamos em suas mãos os nossos destinos, que as coisas acontecerão para todas as criaturas, independentemente do que pensem e pratiquem, mas como isso se processará, ainda é um grande mistério diante da insignificância que somos, a partir do momento que cremos.

A situação começa a se complicar quando, de repente, percebemos que passamos rapidamente por esse mundo material, do qual levamos muito pouco conhecimento, mesmo permanecendo um século inteirinho nele, até pegarmos um desconhecido caminho, que provavelmente será o da volta, já que a nossa origem, diante das imensas diferenças como se comportam os humanos, não aponta para uma produção em série dos seres pensantes que habitam as carcaças, a começar por aquela palmada no bumbum.

E, se nem sempre entendemos os livros escritos por nós mesmos, como poderemos ter a pretensão de compreender um que foi ditado de outra dimensão, além de propositadamente não ter sido claro? E quem somos nós para contestá-lo? Agora, a mensagem que nos foi enviada do lado de lá, não deixa dúvidas a respeito do que sejam o bem e o mal e nos leva a imaginar que esse tenha sido o principal objetivo.

Diante dessa possibilidade cada vez mais real de que exista uma continuidade da vida, sem conhecermos um único detalhe que venha acompanhado de um “certificado de garantia” a respeito do que nos aguarda depois “daquela porta”, nada mais lógico do que desejarmos um “Feliz Ano Novo” estritamente material, já que a “travessia”, apesar de ser a única certeza que temos nessa existência, quando faz parte dos nossos planos vira pecado, por sinal o maior deles segundo o que nos foi revelado.

E assim, o ano que se inicia poderá trazer também “novos rumos”, que talvez não sejam aqueles que esperamos e, dentre esses, alguns que até se constituam exatamente naquilo que pedimos a Deus para nos livrar e que chegará a hora em que Ele sabiamente não atenderá nossas súplicas, como fazemos com o nosso pequenino que insiste em escalar o parapeito do décimo andar e chora quando é contrariado.

Portanto, vamos passar a valorizar um pouco mais o plano espiritual que, se existir, será a nossa verdadeira além de única salvação, até porque, nesse provisório, apenas insistimos em não chegar àquele ponto que consideramos o fim.

Que nesse Ano Novo, Deus nos conceda a Graça de fazer a nossa parte de forma que o agrade, pois quanto a Dele, que é perfeito, será sempre o melhor para cada um de nós, mesmo que o momento não seja ainda propício a esse entendimento.

Exibições: 41

Comentar

Você precisa ser um membro de Portal Luis Nassif para adicionar comentários!

Entrar em Portal Luis Nassif

Publicidade

© 2020   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço