Miguel A.E.Corgosinho disse:
18/12/2009 às 12:56

Tem droga pior que dólar?

Tenho oferecido para a gestão do desenvolvimento da Ciência Econômica um software de moeda livre que pode libertar os países dessa droga de dependência dos emprestimos externos… Mas os nossos economistas estão com o corpo caidinho pelos EUA.

Quantas crises (craks) precisam acontecer?

Quando irão reconhecer a necessidade de um tratamento lógico da produção nacional, e param de entregar o país a troco desse papel sem destino que os deixam como um bando de babacas?
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O rombo nas contas públicas

Miguel A.E.Corgosinho disse:
17/12/2009 às 22:01

“A autoridade monetária estima que os estrangeiros investirão US$ 45 bilhões na economia brasileira no ano que vem – próximo do recorde histórico registrado em 2008 (US$ 45,05 bilhões). Deste modo, os investimentos estrangeiros diretos “financiariam” o déficit de US$ 40 bilhões das contas externas.”

Eu não acredito que esses economistas do BACEN não entendem que “investimento externo” significa um crime de troca do que é nosso por déficit futuro.

Esse custo do capital especulativo aliena 100% da riqueza, enquanto perfaz o que seria o tempo originário da abstração do dinheiro, como uma verdadeira colonização da propriedade privada pela sangria do Estado.

Autoridade monetária será conseguida com a gestão matemática da produção que é de “graça” e não com subscrição recorrente de novas dividas para produzir.

A Ciência Econômica deve responder em juízo por esse engôdo internacional de exportar (perder o produto) para redimir os países.
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O economista que não mede emoçoes

Miguel A.E.Corgosinho disse:
14/12/2009 às 19:22

Comprem qualquer coisa que ajude a girar mais vezes a roda da economia, para chegar ao valor que o estado paga para emitir todo dinheiro das causas da economia (divida e mais juros).

Vou dizer um absurdo que é melhor para o Brasil do que o que os exemplos que os economistas americanos dizem e os nossos pós graduados adoram seguir: o dinheiro falsificado é o mais orginal dos presentes que podemos dar a nossa economia, porque em qualquer lugar que ele passe irá ativar os mesmos fatores (ignorados) de produção, sem o país pagar aos banqueiros pela monetização.

A polícia pode até prender os falsarios pelo bem que fazem ilegalmente – Mas sem saber economia são melhores do que economistas.
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A morte de Paul Samuelson (Premio Nobel de Economia)

Miguel A.E.Corgosinho disse:
13/12/2009 às 21:03

“Samuelson ficou conhecido por seu trabalho ao aplicar rigorosa análise matemática ao equilíbrio entre preços e oferta e procura.”

Essa rigorosa análise tem algum beneficio real ou para o equilíbrio funcionar tem que combinar antes com os banqueiros?
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A morte de Paul Samuelson

Miguel A.E.Corgosinho disse:
13/12/2009 às 22:39

PODERIAM INSTITUIR O PREMIO NOBEL DE ECONOMIA NÃO MAIS PARA QUEM MOSTRAR A ANALISE DA MATEMÁTICA, DE ECONOMISTAS DOS EUA; MAS AO ECONOMISTA QUE EXPOR O ESTRAGO QUE ÔNUS DO INVESTIMENTO EXTERNO E OS TITULOS PUBLICOS FAZEM NOS OUTROS PAÍSES AO TRANSFERIR A FONTE SECUNDARIA DA MOEDA PARA BANQUEIROS E O MERCADO FINANCEIRO, ENQUANTO FORMULA DE VENDER E COMPRAR O CAPITALISMO.
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A morte de Paul Samuelson

Miguel A.E.Corgosinho disse:
14/12/2009 às 12:32

Gostaria agora de fazer uma homenagem ao Paul Samuelson sem interrogar por que via a economia faz parte de sua definição. Afinal é correto que defendeu os interesses do seu país.

É claro que cada autor tem sua especialidade. Estou convencido de que a matemática, nomeadamente no interior da economia, é como o divisor comum que faz da disciplica do dinheiro a reflexibilidade global da razão sobre o quanto algo vale na propria verdade universal.

É claro, portanto, que a apresentação da economia universal, de modo algum, possa ser exclusividade americana e, ao mesmo tempo, global.

Como pode a matemática estar reservada para uma determinada sociedade e nós, ao ignorarmos os fatores que nela valem a humanidade sobre o que queremos, fazemos a rídicula rendição que nos deixa sobre o ônus financeiro o qual significa dispensarmos a dimensão constitutiva da produção?

E certamente por isso que se tem de filosofar o desejavel caminho no pensamento da ciência para si: os economistas podem dar um passo de ir muito mais longe e mais depressa com matematica – como um modelo cientiífico de juizo da produção – do que o ônus do investimento externo e titulos públicos que acompanham a nossa moeda durante o atraso econômico que, academicamente, temos em relação aos EUA nos ultimos 50 anos.

Ninguém pode filosofar por nós, por exemplo, que “o valor está no abjeto”.

É uma questão da ciência econômica penetrar no interior dessas faculdades dotando-as de razão, um com o outro, e se apoiar no sujeito universal (razão) que faça a definição mensuradamente do “valor” na moeda matemática e o “objeto” em escala produtiva.

A modestia do meu propósito mantem-se na definição das descobertas dos fatores de valor que são a porta de entrada para a produção, e ajudar a todos os economistas para que passam iluminar um tesouro inesgotável para a globalização.
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A morte de Paul Samuelson

Miguel A.E.Corgosinho disse:
14/12/2009 às 13:40

O triunfo dos economistas americanos (reservas morais da economia) registra uma grande herança para economistas brasileiros: mais de U$ 1 trilhão de dívida pública, sem contar a lesão ativa que terão direito nas zonas virgens da estrutura social.
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Os cabeças de planilha e a crise

Miguel A.E.Corgosinho disse:
11/12/2009 às 11:29

Minha critica é contra a falta de evolução científica sobre modelos de diagnosticos imediatos que operariam as evoluções sobre as mudanças de um país (na area de sua atuação real e não ficticia), ou seja: restou aos economistas trabalharem com planilhas comparativas de produção, mes a mes, com o fato consumado. Isso é o cumulo do atraso.

Onde está a previsão econométrica?.

Instrumento a priori mesmo só a taxa SELIC.
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Domando o mostro financeiro

Miguel A.E.Corgosinho disse: (virou post no portal)
12/12/2009 às 15:41

E um novo planeta para dominar o imperialísmo.

Lula pode oferecer à humanidade o novo planeta do governo mundial, ligado a lei fixa da abstrata necessidade de se ter um espaço natural para livre emissão de moeda real, na qual o agente exterior integra a unidade dos movimentos dos objetos para explicitação da totalidade do sistema financeiro; e isso confere o retorno da matemática como essência da nossa relação externa com a natureza – portanto, abstrata.

O ser se afeiçoará ao próprio valor que caracteriza o devir de sua parte para si mesmo, conforme as exigências no tempo contínuo da propriedade privada, em um lugar, sendo o centro que fica justaposto, por assim dizer, como livramento da dependência do país que unilateralmente usurpa esta determinação.

Implica uma afirmação, como tal o exterior, onde se revela o interior e, por isso, ser qualificado o idealismo objetivo.

Além disso, se verificará a supressão do fenômeno imperial que não tem origem – não resulta de impulsos exteriores -, é à custa dos povos e não é ele em si mesmo; e, então, Lula terá o título de “Deus na terra”.
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O desafio de regular o mercado.

Comentarista disse:
17/06/2009 às 12:12

Quero ver quem vai ser o gênio que fará o impossível: estabelecer mecanismos de centralidade em algo que é, por natureza, totalmente descentralizado. Se surgir alguém com uma capacidade transcendental desse tipo, esse indivíduo certamente terá algo de divino e, por isso mesmo, nunca deverá existir.
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MAEC (Miguel A.E.Corgosinho) disse:
17/06/2009 às 16:44

xxxxxxx,

NÃO SOU GENIO NEM DIVINO, E NEM QUERO DEIXAR DE EXISTIR POR TER FEITO O MECANISMO DA NATUREZA EM UMA CENTRALIDADE.
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Comentarista disse:
18/06/2009 às 10:34

MAEC

Você conseguiu? Gostaria de ler a respeito (sem ironias). Fiquei curioso.

Como você superou o paradoxo lógico que subjaz na descentralização às relações da competição capitalista sem afetar a lógica capitalista de produção e consumo?

Duvido muito que você o tenha conseguido, pois o problema começa na impossibilidade de representação lógico-formal das relações causais de eventos simultâneos. E é justamente por essa via da concomitância factual que se impõe o colapso inevitável dos mecanismos de mercado, da concorrência e da competição capitalista, no seu estágio mais desenvolvido, já quando se dá a máxima concentração de capitais em função das relações sociais de produção fundadas no trabalho assalariado. Isto é, estou fazendo um adendo lógico à crítica da economia política marxista (ainda que eu suspeite que já esteja contida no pensamento de Marx implicitamente em Grundrisse)

Quer dizer, eu também proponho uma solução, mas ela passa necessariamente pela supressão do modo de produção capitalista, em especial, do trabalho assalariado pelo trabalho cooperativo, da competição pela cooperação técnica global, em que a nacionalização da produção, a centralização das ações dos agentes econômicos e a planificação econômica por intermédio de sistemas de informação globalmente integrados sejam necessárias para superação do paradoxo que enunciei. Em parte essas ideias já estão sendo implementadas pelas economias altermativas, mas sem centralidade. Ou seja, no geral, não divirjo muito das soluções de Marx.

Eu sou chato mesmo. Gosto de insistir em ideias passadas, ainda que geniais.
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Comentarista disse:
18/06/2009 às 12:12

MAEC,

“O MECANISMO DA NATUREZA EM UMA CENTRALIDADE”

A que mecanismo da natureza você se refere? Você está se referindo aos mecanismos “naturais” da economia ou os mecanismos da economia naturalmente tomados?

No primeiro caso, quero referir-me à economia tomada como uma disciplina do conhecimento humano em geral que busca representar a lógica subjacente nas interações sociais de caráter necessário entre os seres humanos que devem ser constantemente aperfeiçoados. Se há a possibilidade de aperfeiçoamento, então ela depende da ação humana, da exteriorização racional do homem na busca da solução dos seus próprios problemas.

No segundo caso, refiro-me à tomada da economia como algo anterior ao próprio fazer humano, idealmente, ou dado na natureza, como algo objetivamente fundado, sendo apenas apreendido logicamente pela subjetividade humana de maneira insatisfatória; demandando um aperfeiçoamento de apreensão lógico-linguística das relações objetivo-econômicas da realidade concreto-natural.

Do primeiro caso em relação ao segundo, se a existência da economia depende da ação do homem tecnicamente, na dialética do homem com a natureza em si mesma e para si mesma, ou seja, consciente de si, ela é socialmente determinada. Se ela é produto da atividade humana, então ela é algo social e não naturalmente dado, nem independente da razão humana, muito menos idealmente concebida por um Ser supremo, que é a causa de tudo e de todos, inclusive dos mecanismos da economia, como reza o segundo caso.

Do segundo caso em relação ao primeiro, a economia depende parcialmente da ação humana. Tem um caráter idealista ou busca-se naturalizar os mecanismos econômicos. Deixando de lado a versão idealista, pois ela me parece a mais imprópria e sem sentido, pois nega a autonomia do indivíduo em prol da vontade de algo externo à própria sociedade, jogando para debaixo do tapete toda a luta de classes sociais, “naturalizar” a economia é um contrasenso em si mesmo. Pois, na natureza, pela sua própria lógica interna, há um equilíbrio entre as suas diversas partes, uma totalidade de fato, que subsiste. Com efeito, há um cosmos para além do caos; ao contrário do que ocorre na sociedade humana, em que o caos é recorrente e o cosmos nunca é atingido. Ou seja, “a Razão sempre existiu, mas nem sempre sob formas racionais (Marx).

Portanto, não faz sentindo pensar, entendido no segundo caso, em “mecanismos da natureza” no âmbito da economia.
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MAEC (Miguel A.E.Corgoisinho) disse:
18/06/2009 às 21:52

..., prefiro colar o que vc disse para ter um acompanhamento da pergunta do primeiro email aliada a implicações do seu segundo email.. Escrevo a resposta após aspas.

“Você conseguiu? Gostaria de ler a respeito (sem ironias). Fiquei curioso.

Como você superou o paradoxo lógico que subjaz na descentralização às relações da competição capitalista sem afetar a lógica capitalista de produção e consumo?

Duvido muito que você o tenha conseguido, pois o problema começa na impossibilidade de representação lógico-formal das relações causais de eventos simultâneos. E é justamente por essa via da concomitância factual que se impõe o colapso inevitável dos mecanismos de mercado, da concorrência e da competição capitalista, no seu estágio mais desenvolvido, já quando se dá a máxima concentração de capitais em função das relações sociais de produção fundadas no trabalho assalariado. Isto é, estou fazendo um adendo lógico à crítica da economia política marxista (ainda que eu suspeite que já esteja contida no pensamento de Marx implicitamente em Grundrisse)”

Não posso discutir uma ciência contra outra que não tem um mundo para ela. Vc mencionou quase uma doutrina, mas tenho porque de outro modo que seja assim :– a que ela se vincule ao objeto.

Em primeiro lugar foi preciso encontrar um ponto superior (mundo) para os conceitos de natureza e suas partes semelhantes à colisão universalmente validas para o diverso colidido da produção capitalista - sempre levadas pelo próprio fundamento de centralidade. A partir desse ponto (mundo mental) a produção pode se deduzida como algo fora de si mesma, para ser apreendida e captar-se num unico imediato que deve chamar-se Mundo Real, da validade universal.

Na verdade, a lógica pura do ambito interno está num plano inferiior e a intuição superior no conceito externo, não somente nas nossas delimitações de espaço da forma trabalhista mas do sistema inteiro. Portanto, a questão das interações sociais conscientes dependem de uma evolução ciclica do processo ascendente, nos dominios de reflexo da fonte cósmica, em espaço tempo.

Esta é a causa principal da natureza exterior empreender a frequência natural de cada um dos conceitos (em classes da natureza real) e por um eixo diário das relações simultaneas da economia, em seu amplo juizo.

O sistema está concluido com a precisão de um meio exterior enquanto permanece para si mesmo e em relação ao engendramento da propriedade privada; por uma estrutura (software) da sua existencia como um valor “para nós”

Mas como a centralidade, no interior dos seus limites conta com a mesma autoridade que a matemática, em que dois pontos são possiveis de sua medida de refêrencia, ela terá como ciência evidente uma contrapartida de unidade do Todo: O valor em moeda universal.

Segundo a regra de uma discussão ninguém pode ser convencido sem dar a sua opinião favoravel ou refutação.

Fique a vontade.

Abraço
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A queda do PIB e a taxa Selic

MAEC disse:
10/06/2009 às 9:50

ECONOMISTA NÃO ENTENDE NADA DE ECONOMIA, MAS DE MIXANGENS DE VOLATIVIDADE… PIOR AINDA, PORQUE NÃO LEVA A LUGAR NENHUM.

Se o país tinha uma demanda exterior que hoje está em media 25% menor, isso não basta para explicar a relação de queda do PIB?

DE QUE ADIANTA FAZER OS INVESTIMENTOS SE O MERCADO EXTERNO NÃO VAI COMPRAR?

PROCUREM TER UM POUCO DE CONHECIMENTO TÉCNICO DA REALIDADE E PAREM DE ESPECULAR POTENCIAL DO MERCADO FINANCEIRO.

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O exterminador do futuro

MAEC disse:
3/06/2009 às 19:21

Pensaram que o imperialismo era um sistema ciclico de endividamento externo que sairia dos EUA para o FMI, Banco Mundial, Bolsas de valores e, por fim, ficaria nos Bancos Centrais das nações colonizadas? Pois bem, os demonios tambem voltam para aumentar o tamanho do inferno.

Exibições: 77

Comentário de Haroldo Vilhena em 19 dezembro 2009 às 18:51
Observando de forma independente o mercado, observamos que o dinheiro (como debito, partindo de uma divida inicial), tem sido usado como uma grande fonte de poder.

Vejamos trechos do artigo “Moeda social e a circulação das riquezas na economia solidária” de Fábio Luiz Búrigo:

O sistema monetário atual é engenhosamente baseado no artifício da carência crônica e epidêmica de dinheiro. O objetivo desta política, efetuado por governos e bancos é o de proteger o valor do dinheiro (dos ricos) (Strohalm, 2000).

...

Cabe frisar que, longe de representar um instrumento “neutro” de funcionamento da economia, o dinheiro sempre carregou dentro de si uma dose de simbolismo vinculado ao círculo do poder. Para autores como Dodd, o dinheiro sempre e onde quer que seja usado, não se define por suas propriedades como objeto material, mas pelas qualidades simbólicas genericamente vinculadas ao ideal de outorga irrestrita de poder (Dodd,1997)

...

Breve retrospecto do uso do dinheiro

Ao longo da História, as sociedades humanas desenvolveram inúmeras fórmulas para efetivar as trocas de produtos e bens. Em algumas zonas, as trocas se baseavam em padrões monetários de valor material, empregando produtos de origem animal, vegetal ou mineral; em outras, as comunidades concretizavam suas relações comerciais através da troca de objetos de valor simbólico e cultural, sem uma utilidade prática, tais como adereços, conchas, etc. Essas trocas estimularam o desenvolvimento de feiras, alcançando grande importância econômica (e social) em diversas regiões, por exemplo, na Ásia, Europa Mediterrânea, no Oriente Médio e Norte da África. Esses mercados livres demonstraram que o comércio e as trocas já eram uma vocação de diversas sociedades humanas, muito antes do surgimento do sistema capitalista e das moedas nacionais.

Sabe-se que a construção e manutenção do poder político na sociedade moderna passava, e ainda passa, pela criação de um processo de legitimação simbólica e jurídica da moeda única. Geralmente, a consolidação de uma moeda oficial única em determinado território ocorre somente após se conseguir eliminar outras moedas que estão em circulação. Além disso, as autoridades estão sempre em alerta, procurando evitar o surgimento de moedas emitidas por setores descontentes com a moeda existente. Por outro lado, em vários casos, tanto em períodos de guerra como de paz, as autoridades determinam a substituição da(s) moeda(s) corrente(s), como forma de impor ou recuperar seu status político ou financeiro. Muitas vezes, as moedas colocadas em desuso carregam consigo obrigações e dívidas que os governantes não desejam, ou não podem mais honrar (Braudel, 1995).

A partir da consolidação dos estados nacionais e das relações de produção capitalista, o dinheiro passou a incorporar novas funções, tornando-se sinônimo de riqueza e de poder coletivo e pessoal, como frisou Goethe: o poder do dinheiro é o meu poder (citado em Marx, 1989). Não é por outra razão que os autores clássicos (Marx, Weber e Simmel) davam grande destaque ao papel do dinheiro (e ao capitalismo financeiro), ao analisarem o funcionamento dos sistemas econômicos e, em especial do sistema capitalista. Marx discutia como o dinheiro se transforma em capital e os conceitos de valor de uso e valor de troca das mercadorias no capitalismo. Assinalava, também, o papel de alienação exercido pelo dinheiro no capitalismo, característica vital para a perpetuação dos processos de dominação e controle social.

O poder de perversão e de inversão de todas as qualidades humanas e naturais, a capacidade de entre coisas incompatíveis estabelecer a fraternidade, a força divina do dinheiro, reside no seu caráter como ser genérico alienado e auto-alienante. Ele é o poder alienado da humanidade (Marx, 1989).

Weber estudou o papel do dinheiro nas sociedades ocidentais modernas, a sua importância para a racionalização da vida social e a definição dos preços dos bens e serviços. Ele classificava o sistema financeiro como um caso especial de poder, preocupava-se com o controle do dinheiro e o poder das instituições financeiras e do Estado (Mizruchi e Stearns 1994).
Comentário de Miguel A. E. Corgosinho em 19 dezembro 2009 às 22:30
"Observando de forma independente o mercado, observamos que o dinheiro (como debito, partindo de uma divida inicial), tem sido usado como uma grande fonte de poder."

A dita realização de uma grande fonte de poder abarca o mistério da criação de nossa prática anterior a tudo que existe e se dá ao objetivo perseguido de um ponto de partida neutro, com precisão cósmica. Mas, infelizmente, partindo de dividas, as nações se uniram a um avanço gradual no mercado financeiro, segundo um débil reflexo dos EUA.

Ao meu modo de ver, esse ponto de vista configura a forma comum do estudo de um mundo dos valores da moeda social; a fim de consagrar a si mesmo a "primeira etapa" na qual se completa o predomínio de conformação neutra, em espaço tempo, do ciclo em que as circuntâncias de uma sociedade Industrial programam adições de moeda.

O programa caracteriza a alternância de fatores da primeira etapa para o segundo ciclo, em que, das proximas vezes, soma-se ao fundo do mundo, criado pelo homem, a determinação histórica do poder matemático substituir o financiamento externo - em que se permite as nações integrar o devir do dinheiro para a chave da inversão simultânea de medir o valor da produção entre a propriedade privada.

A terceira etapa é o sistema dos conceitos em que o software que constitui o fundo do mundo, é, em última análise do processo de controle social, um todo acabado.

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