Arte ambiental: Um caminho a ser percorrido.

 

Não quero me ater aos problemas causados pelos R.S.U. (Resíduos Sólidos Urbanos), muito menos apresentar dados estatísticos comprovando o que é sabido por todos, ou seja, o seu impacto sobre o meio ambiente e quantias investidas referentes aos gastos que envolvem a coleta, o tratamento e a disposição final dos mesmos.

Uma vez que na grande maioria dos municípios brasileiros o destino dado aos resíduos ocorre de maneira errônea ou inadequada. Se encararmos a situação não como um problema, mais como um desafio; podemos encontrar alguns pontos positivos e algumas iniciativas tomadas através das leis ambientais que regulamentam a maneira correta com que deve ser tratado o assunto.

O despertar de um novo paradigma ambiental foi firmado como comprometimento mundial estabelecido na ECO 92 (ocorrida no Brasil), através da agenda 21 que já buscava soluções aos problemas sócio ambientais, problema esse partilhado também pela arte, aonde os artistas a partir das décadas de 60/70 já manifestavam parte de sua preocupação, temática e produção a partir destes mesmos resíduos, utilizando-se do espaço como suporte para suas novas experiências e  relações  com o ambiente.

 Neste bojo também podem se inserir, ONGs, coletivos, empresas, etc., que contribuem gerando empregos na indústria da reciclagem, disseminando e compartilhando um pensamento no sentido de preservação e responsabilidade social.

 O fato é: Que se faz urgente seguir um caminho que nos permita buscar soluções práticas e mais eficazes. Destaco o papel importante que a arte vem desempenhando rumo a esse esforço, tornando-se fundamental como elemento de transformação social, através de seus símbolos, significâncias e de construção de conhecimento. Trato o assunto com a maior relevância, por que acredito que a arte pode ser um fator preponderante e providencial como veículo de educação, conscientização, comunicação e formação de novas idéias e indivíduos.

 Essas novas  idéias, conceitos e atitudes também se materializam  a partir do momento em que a comunidade se envolva ou se sinta atraída por palavras como: inclusão social e digital, saúde, ética, sustentabilidade, redução, reciclagem. Neste sentido insere-se a arte como instrumento de fomento desse vocabulário, seja ele verbal ou visual.

 Neste processo de possibilidades e misturas de linguagens a Arte Ambiental se apresenta como uma das principais vertentes da arte contemporânea, não só no Brasil, mais de forma global, ampla e necessária para as futuras gerações.

Wilson INacio

 

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