ASCENSORISTA DO SENADO GANHA MAIS QUE PILOTO DA FAB

Na realidade a capacidade de indignarmo-nos com esse tipo de coisa diz respeito àquilo que os outros fazem, como em quem votam, nas facilidades que conseguem por outros meios, inclusive o político e por aí vai.

 

Quando chega a nossa vez de agir, geralmente a gente vota naquele senador que conhecemos, ou pelo menos que tenha algo em termos de perspectivas a nos oferecer, seja através de outro político que o acompanha e esteja mais próximo de nós ou por outros meios que privilegiem o favorecimento.

 

Pior que existem diversas vertentes de pensamento entre os eleitores, onde sobressaem algumas como acompanhar o cacique político da cidade e seu grupo, constituído na base do toma lá da cá e não da análise de qualidades individuais e partidárias, isso principalmente no caso daquela parcela menos politizada do nosso povo, é comum entre o eleitorado feminino o voto na aparência física, se o cara é bonito tem meio mundo de votos e se é ligado à administração de um clube com grande torcida aí é a vez dos marmanjos pisarem na bola, sem falar dos 1.300.000 votos no Tiririca.

 

Por fim vêm à questão religiosa, que é outro equívoco, a nosso ver. Primeiro porque o dinheiro público não deve ser aplicado segundo o credo e depois, não vejo muita semelhança, inclusive do ponto de vista religioso, entre os interesses dos grandes líderes e suas ovelhas e, por último, não existe nenhuma garantia de que o cara por ser líder de qualquer corrente religiosa ou filosófica possa ser "diferenciado", até porque a realidade não tem apontado nessa direção.

 

Difícil na atual conjuntura política é o sujeito não se enquadrar em nenhuma das situações abordadas acima, que só contribuem para esse tipo de distorção constante do título do comentário.

 

Portanto, pensar naquele eleitor consciente que vote sem nenhum interesse particular, mesmo que esteja errado, naquela opção capaz de trazer mudanças ao País através da substituição da hereditariedade política, onde famílias se perpetuam no poder desde os tempos do Cabral, é uma utopia igual àquela outra em que desejamos acabar com a corrupção e todos os descaminhos políticos e administrativos existentes no Brasil.

 

Imagino que o ascensorista que ganha essa pequena fortuna não tenha conseguido o emprego por acaso e se foi pelos meios legais, através de concurso público, não precisava o estado oferecer salário nesse nível para a função, já que por muito menos a concorrência seria brutal.

 

Mesmo assim, ainda sou plenamente de acordo com a democracia, onde, apesar de uma mídia tendenciosa, que só mostra os podres de um dos lados desse bipartidarismo enrustido em que vivemos, temos a oportunidade de tomar conhecimento dos desmandos e a liberdade para reclamar, se bem que não estejamos agindo de maneira inteligente na hora de fazer a nossa parte, conscientes que somos de que o verdadeiro poder de corrigir as distorções existentes está em nossas mãos e o único instrumento de que dispomos é o voto.

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Comentário de Ariston Álvares Cardoso em 31 julho 2011 às 14:13
O Senado Federal é um verdadeiro prostíbulo governamental onde se gasta o dinheiro  público, enquanto o Brasil não colocar fim nessa prostituição o pais não sairá dessa desgraça social  que tanta indignação nos causa.
Comentário de JOSE AMAURI DANTAS em 31 julho 2011 às 14:15
O Brasil somos nós. Quando vamos decidir mudar?

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