Enchentes, nevascas, seca, terremotos, destruição, o planeta dá sinais de sua autodestruição. É cada vez mais comum vermos na TV notícias de desastres desse tipo que matam milhares de pessoas todo ano. Entretanto, eventos assim já eram previstos por cientistas, que anunciavam que a emissão de gases poluidores na atmosfera poderia causar fenômenos na Terra e que isso poderia acabar com toda a vida por aqui.
Antes mesmo de 1900, já se estudava a evolução do planeta e possíveis conseqüências em relação ao seu clima, o francês Jean Baptiste Fourier, com o ensaio Temperatura da Terra e Espaços Planetários, mostrou q a emissão de gases tinha influência sobre o aquecimento da atmosfera. A partir de então alguns outros estudiosos do assunto mostraram q essa ligação é real e em 1957, o americano Charles Keeling conseguiu medir os níveis de dióxido de carbono na atmosfera graças a um mecanismo de medição feito por ele mesmo.
No ano de 1963, a Conservation Foundation realizou uma conferência sobre as mudanças climáticas. Com a presença de cientistas, como keeling, que monitoravam os níveis de dióxido de carbono do ar, concluindo que o aquecimento causado pelo efeito estufa era um problema ambiental, sendo perigoso tanto para o ecossistema como para os seres humanos.
Dessa conferencia nasceu um documento inédito na história de estudos envolvendo o meio ambiente: “Implicação do aumento do conteúdo de dióxido de carbono da atmosfera”, com o reconhecimento de que a ação do homem causaria mudanças climáticas no planeta. Poucos anos depois, em 1972, acontece em Estocolmo a Conferência sobre Meio Ambiente Humano da Organização das Nações Unidas, embora só em 1987 foi que a ONU, através do Relatório Brundtland, focou problemas ambientais como o aquecimento global.
Cinco anos depois, entre os anos de 1992 a 1995, acontece a Rio92, onde se cria a Convenção sobre Mudanças Climáticas, havendo, pela primeira vez, um reconhecimento político e público de que o aquecimento global registrado pelos cientistas seria resultado da ação do homem ao emitir gases de efeito estufa de maneira desordenada.
Desde então já era claro aos países a necessidade de se diminuir a emissão desses gases, e essas medidas deveriam ser feitas o mais rápido possível, porém alguns deram prioridades a questões políticas diversas, colocando a responsabilidade do controle dos gases para as próximas gestões políticas.
Contudo, em 1995 criam-se as chamadas COPs ( conferência das partes), para se buscar acordos, registrar consenso e tolerância sobre as mudanças climáticas e compartilhar os ônus vindos dessas mudanças, além dos seus custos de adaptação. Foi em Quioto que surgiu um tratado de mesmo nome, seguido por alguns países até hoje.
Chegamos a COP 15, realizada em 2009 e nenhuma das autoridades presentes chegou a um acordo, pois ninguém quer arriscar prejudicar a economia em seu país, mesmo que isto custe a vida do Planeta, e uns empurram a responsabilidade da diminuição dos gases para outros, já que ninguém quer sair perdendo.
Assim caminhamos a passos lentos, sem quase sair do lugar. Há mais de um século tenta-se chegar a um acordo global em relação ao meio ambiente e ficam as perguntas: Quantas conferências serão necessárias, será que na cop20 ou cop30 é que finalmente se chegará a algum acordo? Por quanto tempo as autoridades responsáveis por essas soluções adiarão medidas que possam diminuir os efeitos dos gases poluidores em nosso planeta? Quando começará a conscientização em massa, educando pessoas de todas as classes, mostrando a importância do meio ambiente para nossas vidas?
Ou talvez estejamos condenados a assistir nossa própria destruição, enquanto que as pessoas que estão no poder (nomeadas pra nos representar) fingem fazer alguma coisa e ignoram que a responsabilidade é de quem vive agora, pois talvez não haverá Terra para os que viverão no futuro...
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