“Se você não sabe o que procura não entende o que acha,” portanto, é muito importante que tenha sempre em mente um objetivo. Nosso principal objetivo aqui é vivermos confortavelmente. Basicamente, evitar a dor. Só conseguiremos alcançá-lo se entrarmos em sintonia com o ambiente a que pertencemos. Erradamente, buscamos alguém que nos dá colo, permissão moral para irmos em frente com nossos caprichos, que nos entenda, e alguém para assumir as consequências de nossos atos desastrados. As pessoas que fazem este papel são consideradas nossos amigos de verdade, mas o que elas conseguem é só piorar nossa situação, pois ao invés de assumirem as consequências de nossas ações que no fundo é o que esperamos, elas simplesmente nos incentivam a prosseguir nos nossos caprichos, mas não dão nenhum sinal de nos ajudar a carregar a cruz que virá como consequência.

Um psicanalista vai agir exatamente ao contrario do que a maioria das pessoas que se relacionam com a gente. Ele facilita o desabafo para aliviar as tensões do paciente e conhecer melhor seu cliente. É intenção dele adquirir nossa confiança para nos expormos ao todo. Com estas informações  ele passa a nos ajudar a agirmos mais sob a influência da razão do que da emoção. O profissional funciona como um diretor de filmagem que vai mostrando para o ator o que esta faltando fazer, o que foi esquecido, o que se evitou enfrentar e o que está prejudicando, mas o cliente não tem consciência. O objetivo é conscientizar-se de que deve enfrentar a realidade, dizer ao analisado aquilo que ele não gostaria de ouvir, fazê-lo enfrentar aquilo que ele esta fugindo etc.

Ao recorrermos a uma pessoa querida para desabafarmos temos que ficar medindo as palavras - filtrando as informações - você não pode falar com um filho a maioria dos problemas que tem com a mãe dele. “Você não pode falar com um amigo o que seu inimigo não pode saber.” Nossa intenção é só desabafar e receber apoio  para ir em frente com nossos caprichos. Inflamados vão instigar você a fazer aquilo que pela razão quer evitar, por não querer arcar com as consequências, razão pela qual você está em crise. Elas não conhecem muitos detalhes e você não encontra ali o que precisa. Em razão disso você sai da conversa pior do que entrou. Ao voltar para casa descobre, ainda, que falou demais e fica preocupado em controlar o uso que seu confidente vai fazer do que você  lhes confiou. Com meias verdades passam a lhe dar sugestões que aumentam seus problemas, pois ficam do seu lado e o motivam a fazer coisas que podem lhe trazer abatimento moral. Você sofre pressão para fazer o que os confidentes querem e não faz porque não quer pagar o preço. Ela não vai nos dizer que para nos darmos bem num relacionamento temos que saber quem é realmente aquela pessoa que é diferente do que ela parece ser. Colocarmo-nos na posição dela para vermos o que ela está vendo que é diferente do que nós vemos. Ver se ela esta disposta a colocar nossa relação acima da pessoa dela. Se  não fizer esta pesquisa não saberá se quem procurou para lhe ajudar tem o mesmo objetivo seu.

Resumindo, psicanalista são pessoas com grande capacidade de ouvir, e não só escutar, que inspiram confiança colocando o cliente em condições confortáveis de se expor. Não é o caso quando estamos com entes queridos.

 

Procura-se um psicanalista mais por insistência de amigos e/ou familiares do que por acreditar que ali se vai encontrar uma receita para resolver seus problemas. Mesmo entre os que já fizeram este tipo de tratamento, a maioria não conhece a psicanálise tecnicamente, quais os objetivos dela e como o profissional age para te ajudar. Por isso quem mais precisa talvez não saiba que nela se pode encontrar alívio para suas aflições. Qualquer pessoa sabe os problemas que tem e como resolvê-los. Para tal não precisa mesmo de psicanálise e  ai está a razão da grande resistência das pessoas em procurar este serviço. A questão é que ela não está conseguindo fazer o que é preciso e é neste detalhe que um profissional desta especialidade é recomendável. Ele funciona como uma bússola que vai sinalizando que direção tomar, fazendo você ver as opções que você tem, não o deixando fugir da realidade nem deixar de tomar certas providências que apesar de doer muito não podem deixar de ser tomadas. A escolha, entretanto, é sua, mesmo porque, ele não está interessado nos seus problemas e nem sabe quais são eles. Esta é a razão porque só em último caso o procuramos, ou seja, quando não nos resta mais nada a fazer, atendemos nossos amigos e familiares, mais para não desapontá-los do que com esperanças de resolver nossos problemas. Neste particular é uma decisão inteligente porque o psicanalista saberá ajudá-la. 

 

Devemos fazer pelos nossos familiares e amigos aquilo que eles querem e não o que gostaríamos que fizessem por nós.

Para alcançarmos este objetivo devemos nos colocar na posição deles para entendermos como eles nos veem, o que esperam de nós e como querem interagir. Por mais transparente que sejamos ninguém nos vê como realmente somos. Geralmente emprestam-nos uma personalidade que querem para nós e reagem com agressividade não entendendo que quem está ali não age conforme ele espera. Resultado – sente-se traído.  Enquanto que na verdade você nem percebe o que a pessoa está querendo. Daí surge à maioria dos relacionamentos cruzados. Só depois devemos planejar o que fazer, mas não necessariamente para atendê-lo e sim para fortalecer a união. Devemos colocar a união acima de nossos interesses pessoais.

 

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