Bioenergia não aumenta preço dos alimentos

DAYANA AQUINO
Da Redação - ADV


A ampliação do cultivo de matérias primas para a produção de biocombustíveis não causa aumento nos preços dos alimentos. A declaração é de coordenador de projetos da FGV Projetos, Roberto Perosa Junior, com base em levantamento realizado pela instituição sobre o tema.

Perosa ressalta que o objetivo do estudo intitulado “Fatores Determinantes dos Preços dos Alimentos - O Impacto dos Biocombustíveis” não foi apenas verificar especificamente o peso da produção de biocombustíveis sobre o valor dos alimentos, mas também, avaliar se alegações nesse sentido, feitas por diversas instituições, procediam. Desde 2006, segundo o coordenador, houve uma alta expressiva nos preços dos alimentos, onde as causas básicas eram pouco faladas. Ele aponta que o principal motivo da alta foi a própria especulação financeira, como fico comprovado com o estudo.

Em relação ao milho - uma das culturas pesquisadas pela FGV-, usado na produção do etanol americano, existe a preocupação de que o uso para a produção do energético possa afetar a segurança alimentar. Alguns especialistas alegam que a canalização do uso do milho, na produção de etanol, causaria um aumento nos preços dos alimentos derivados direta ou indiretamente do produto. Em seguida, com o milho valorizado, os produtores iriam priorizar o seu cultivo em detrimento de outras culturas. Perosa afirma que no levantamento a correlação entre esses dois fatores é insignificante.

Ele justifica que o mundo está passando por uma expansão global na agricultura, onde novas técnicas de cultivo e melhoramento genético vão permitir uma produção maior na produção de grãos e outras culturas. Para Perosa, se o argumento sobre impacto nos preços com a produção de milhões não cabe nos EUA, onde 25% da produção do grão vai para a produção de etanol, muito menos se aplicaria no Brasil, que produz o energético a partir da cana de açúcar, cultura muito mais competitiva.

Futuro

O coordenador também pondera que uma produção em ampla escala dos biocombustíveis não impactará na segurança alimentar, principalmente por conta das novas tecnologias que estão sendo pesquisadas. Além das áreas que podem ser recuperadas para a agricultura, melhoramentos genéticos e tecnologia vão permitir que o mesmo hectare apresente produção maior.

Sobre a soja, ele ressalta que no futuro, não será mais necessário usar o grão para a produção de biodiesel, e sim outras culturas com mais competitivas, no caso do Brasil, o pinhão-manso e a palma.

Acesse aqui o estudo na íntegra

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