Bola Sete, Radamés Gnattali e Chiquinho do Acordeom

Descobri, por acaso, que além de excelentes instrumentistas – Bola Sete (violão), Radamés Gnattali (piano) e Chiquinho do Acordeom (o nome é revelador do instrumento) - faleceram dia 13 de fevereiro, nos anos de 1987, 1988 e 1993, respectivamente.

Instrumentista e compositor, Bola Sete é considerado ao lado de Luiz Bonfá, Laurindo de Almeida e Garoto, como um dos mais talentosos e modernos violonistas brasileiros dos anos de 1950


 

Outra vez” (Tom Jobim) # Bola Sete (guitar), Vince Guaraldi (piano), Fred Marshall (contrabaixo) e Jerry Granelli (bateria), 1963.


Compositor, arranjador,regente e pianista Radamés Gnattali é um dos músicos brasileiros que transcendeu preconceitos e o tradicional distanciamento entre a música dita erudita e a música popular. Sua participação nas duas áreas o colocam como uma figura emblemática da música brasileira como um todo.

Seu Ataulfo” (Radamés Gnattali) # Radamés Gnattali (piano), Zé Menezes (cavaquinho), Pedro Vital Ramos (contrabaixo), Luciano Perrone (bateria), Heitor dos Prazeres (percussão). LP ‘Radamés Interpreta Radamés’. Disco Todamérica, 1957.



Compositor e instrumentista Chiquinho do Acordeom integrou o Trio Surdina com Garoto e Fafá Lemos. Ao longo de sua carreira tornou-se um requisitado instrumentista, tendo trabalhado nas gravações de discos de inúmeros artistas, entre os quais Elizeth Cardoso, Carmélia Alves, Martinho da Vila, Carlos Lyra. Suas composições mais conhecidas foram "Esquina da saudade", gravada por Jamelão, e "São Paulo Quatrocentão" (c/ Garoto).





O violão de Bola Sete, o piano de Radamés Gnattali e o acordeom de Chiquinho ficaram mudos, dia 13 de fevereiro de anos diferentes.

É impossível ouvi-los tocar ao vivo, mas a magia dos seus instrumentos continua bem saltitante na nossa lembrança e no legado que deixaram, gravado em várias mídias. Que as novas gerações saibam dar importância a esses talentosos artistas
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Comentário de Gregório Macedo em 14 fevereiro 2010 às 1:47
Incluindo o Raphael Rabello, quatro monstros sagrados reunidos. As novas gerações merecem ser presenteadas com esses gênios.
Beijos.
Comentário de Laura Macedo em 14 fevereiro 2010 às 2:35
Pois é, Gregório, pesquisando outro assunto deparei-me com essa coincidência de efemérides. Dei uma pausa na "Saga do Carnaval" e decidi, de imediato, fazer uma justa homenagem aos três monstros sagrados, como você bem disse (quatro), da nossa MPB.
Beijos infinitos.

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