Brasil espera ação forte da ONU sobre Israel, diz Celso Amorim


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Brasil espera ação forte da ONU sobre Israel, diz Amorim




31 de maio de 2010 17h15

atualizado às 18h03
















Celso Amorim gesticula durante discurso em Brasília Foto: EFE

Celso Amorim durante discurso em Brasília
Foto: EFE






O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que o Brasil espera uma posição forte da Organização das Nações Unidas (ONU) em relação a Israel devido ao ataque a navios que levavam suprimentos
para a população da Faixa de Gaza, ocorrido na madrugada desta
segunda-feira. Entre os tripulantes estaria a cineasta brasileira Iara
Lee.


"Vai ficar uma marca muito forte. É algo que necessita de um tipo de ação da ONU e esperamos que o presidente do Conselho de Segurança da ONU dê uma declaração forte. O Itamaraty chamou o embaixador de Israel para
manifestar nossa indignação em relação ao ato. Espero que Israel atenda
ao que foi solicitado", disse Amorim ao deixar a reunião da Comissão
Econômica para Países da América Latina, que ocorre em Brasília.


O ministro disse que a posição do Brasil de condenar de forma veemente o ataque foi orientada pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva e está, de acordo com o ministro, coerente com a forma de o
Brasil atuar no Oriente Médio.


"Nossa atuação é no sentido de buscar a paz e o entendimento. Somos amigos de Israel, mas não é com esse tipo de ação intempestiva que Israel conseguirá a paz. Mas é vivendo em paz com seus vizinhos, com a
Palestina, com os demais países árabes que os cidadãos israelense terão
paz em seu território, que também precisa ser assegurada", disse.


Para Amorim, é necessário ter em mente que se o bloqueio a Gaza não estivesse em vigor, não haveria a necessidade de envio de suprimentos à região. "Às vezes é difícil colocar as palavras em uma nota, porque as
palavras são acabam ficando gastas. Nós não poderíamos ter ficado mais
chocados com um evento desse tipo. Eram pessoas pacíficas, que não
significavam nenhuma ameaça e realizavam uma ação humanitária que não
seria necessária se terminasse o bloqueio a Gaza", disse.


Brasileira
Amorim destacou que o próprio perfil da brasileira, Iara Lee, que estava em um dos navios atacados indica que não se tratavam de terroristas. "É
uma cineasta, que fazia filmes com a questão ambiental. Não se trata de
nenhuma terrorista", afirmou.


O ministro disse ainda que não tem informações sobre o estado de saúde da brasileira, mas que o Itamaraty está tentando encontrá-la. "Ainda não podemos saber qual embarcação, se foi o navio mais atingido.
Há uma dificuldade de se chegar lá, mas estamos mandando gente para lá",
disse.

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