Brasil pode se tornar líder de produção a partir da 'segunda geração' do etanol

VIVIANE MAIA
Da Redação ADV


Além do melaço, tradicionalmente utilizado para a obtenção de combustível, o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes) realiza estudos com o bagaço da cana-de-açúcar para a produção de bioetanol.

A utilização dos resíduos da principal matriz verde brasileira poderá colocar o país na liderança da produção de etanol, posição ocupada hoje pelos Estados Unidos que utilizam o milho para a fabricação do biocombustível. Isso porque o processo de utilização do bagaço da cana propicia um aumento de até 60% da produção de etanol em uma mesma área plantada.

No entanto, apesar de melhorar a produtividade nacional, o departamento de pesquisas da Petrobras estima que somente a partir de 2017 o Brasil conseguirá comercializar o biocombustível de segunda geração, uma vez que ainda não dominamos totalmente a técnica de aproveitamento dos resíduos da cana-de-açúcar.

De acordo com a pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Agroenergia, Cristina Maria Monteiro Machado, ainda existem alguns desafios para a produção do etanol de segunda geração, em especial nos pontos relacionados à análise da biomassa e de identificação e caracterização das proteínas.

“Dos genes que participam, por exemplo, da síntese da parede celular, poucos foram identificados. Além disso, suas enzimas correspondentes são ainda menos conhecidas”, afirma.

Especificamente, em relação à hidrólise (pré-tratamento), a pesquisadora destaca a importância do aprofundamento dos estudos voltados aos mecanismos de quebra de genes, técnicas avançadas de microscopia e a interação da lignina (polímero da celulose associado à resistência da planta) com outros polímeros da parede celular.

* Com informações da Agência Fapesp

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