Brasil precisa de política energética

DAYANA AQUINO
Da Redação - ADV


O Brasil, atualmente auto-suficiente no petróleo e proprietário da reserva de hidrocarbonetos mais promissora dos últimos anos, pode voltar a ser importador de petróleo. O que irá definir essa tendência, prevista para um prazo de 40 ou 50 anos, é o ritmo que o país vai adotar para explorar essas reservas, seja priorizando as exportações ou resguardando-as para garantir seu crescimento econômico. Por conta desse paradigma e demais peculiaridades do mercado internacional de energia, o país necessita de uma política energética que não tenha em foco apenas o mercado nacional, mas considere o problema internacional da energia e do meio ambiente.

O dado consta de estudo realizado por José Alexandre Altahyde Hage, doutor em Ciência Política e professor dos cursos de Relações Internacionais das Faculdades Trevisan e do Centro Universitário Ibero-Americano (Unibero), intitulado “O poder político na energia e relações internacionais: o difícil equilíbrio entre o direito e a busca de segurança do Estado brasileiro”.

Hage exemplifica a prudência na exploração das reservas com a experiência do México, que possuía um histórico de petróleo mais importante do que o Brasil, mas não pode vislumbrar em ser um grande exportador por conta da exaustão de suas reservas. O mesmo ocorre com a Indonésia, que saiu da posição de exportadora para possível importadora no médio prazo. Segundo ele, o prazo para se exaurir as reservas nacionais pode ser menor do que a média de 40 a 50 anos, pois esse cenário depende de uma série de fatores internos e internacionais.

Outro alerta do autor é sobre a escalada de combustíveis alternativos ao petróleo em escala global. Segundo ele, após a crise de abastecimento em 1973, a rede de exploração foi “ardilosamente” dividida pelas potências globais, dando a Nova York e Londres o eixo das operações e preços do petróleo. O mesmo poderá valer para os combustíveis renováveis.

Sobre os conflitos causados ao redor do mundo por conta da busca pelo hidrocarboneto, Hage não descarta a possibilidade de que o mesmo possa ocorrer no longo prazo com o álcool combustível.

Veja aqui o artigo na íntegra

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Comentário de Fabiano Pereira em 5 agosto 2009 às 16:14
O combustível do futuro deve ser o hidrogênio. O que o Brasil precisa é de uma política energética associada a grande volume de recursos para pesquisas em produção e armazenamento do gás. Podemos fazer hidrogênio a partir do nosso etanol, por exemplo. A discussão sobre biocombustíveis, a meu ver vai durar pouco tempo frente as novas possibilidades com as células a combustível.

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