Sobre o amor... É algo que desconheço, no momento. Conheci por breves períodos e fui feliz! Ah como fui feliz! É algo que me fez plena, e despenquei dos paraísos de Botticelli para o Inferno de Dante, quando terminou. Foi loucura, alucinação, ruína. E depois, superação, renascimento...Agora tenho ideias e métodos nada ortodoxos sobre o amor .
Não se deve falar sobre a importância da família e do lar, pois isso demonstrará certa imaturidade da sua parte.Também nunca mostre que você é abstêmia, pois o fato de não ser ébria, fará de você uma tola aos olhos do outro, “careta” ao extremo. Não se mostre inteligente e bem-sucedida. Inteligência denota frieza, e sucesso profissional desperta inveja.Ninguém vai se importar se o seu QI for igual ao do Einstein ou ao de uma porta.Quem realmente se importa se você é juíza, senadora ou uma reles analfabeta é só a sua família, alguns parentes “parasitas” e “certos amigos”.Não ser boêmia, não é qualidade, mas “recalque”, o que causará em você desejos impublicáveis de vingança. Só há uma pessoa que se preocupa com o seu bom gosto para se vestir, sua inclinação para a moda e o seu estilo: a dona da boutique que você frequenta.Educação, finesse e postura são “frescuras”. Falar corretamente, evitar palavrões e abster-se de orgias fará de você uma provinciana limitada. Antitabagismo não é virtude.Boa conduta e recato são “traumas”. E isso te deixará, de fato, doente. Jamais, em hipótese alguma, discorra sobre terceiro setor,voluntariado ou filantropia. Não fale da importância de praticar o bem, Deus e amor ao próximo. Você será alvo de chacotas e piadas nas rodinhas de amigos do outro; o que lhe causará pesadelos inquietantes e anos de terapia. Isso será talvez o mais provinciano dos recalques, e ainda te fará entrar em surto existencial , com resultado morte , em casos mais graves.
Minha visão sobre o amor agora é totalmente pragmática. Atento-me exclusivamente para as coisas práticas, concretas, materiais. Não ando mais em busca do amor verdadeiro. Não quero viver em arroubos de paixões avassaladoras... Quero um provedor.Desde os primórdios, a função básica do chefe de família é essa: a provisão. Quero ser provida, estando agora desprovida de amor e paixão. Valorizo os objetivos de curto prazo, sem maiores considerações de ordem ideológica, filosófica ou religiosa.Casamento é um contrato bilateral.Amor é o que sinto pelos meus filhos. Paixão é loucura.Celibato é paz de espírito. Namoro é adolescência.Divórcio é liberdade.Viuvez é afinal, merecido descanso.

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Comentário de Euripedes Ribeiro de Sousa em 20 novembro 2010 às 22:47
Se fosse em um teatro, eu iria aplaudir e depois de incessante clap...clap, exigir aos gritos a presença do autor. Se fosse numa récita musical, depois de aplaudir delirantemente, eu iria gritar Bravo...Bravo...Porém, em se tratando de uma crônica, estou a procurar adjetivos. Por enquanto, encontrei: fenomenal, maravilhoso, soberbo, lindo!
Comentário de João Nunes da Silva em 20 novembro 2010 às 23:03
Simplesmente lindo, obra pura de um espírito em ebulição. Nada melhor e mais perfeito que a liberdade do espírito; essa é a verdadeira liberdade. Parabéns Luana.
Comentário de Marçal, T. em 20 novembro 2010 às 23:39
Milágrimas
Alice Ruiz

Em caso de dor ponha gelo
Mude o corte de cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema dê um sorriso
Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo
Se amargo foi já ter sido
Troque já esse vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada mil lágrimas sai um milagre

Caso de tristeza vire a mesa
Coma só a sobremesa coma somente a cereja
Jogue para cima faça cena
Cante as rimas de um poema
Sofra penas viva apenas
Sendo só fissura ou loucura
Quem sabe casando cura
Ninguém sabe o que procura
Faça uma novena reze um terço
Caia fora do contexto invente seu endereço
A cada mil lágrimas sai um milagre

Mas se apesar de banal
Chorar for inevitável
Sinta o gosto do sal do sal do sal
Sinta o gosto do sal
Gota a gota, uma a uma
Duas três dez cem mil lágrimas sinta o milagre
A cada mil lágrimas sai um milagre
Comentário de Irineu Tolentino em 21 novembro 2010 às 8:54
Gostei! Onde é que eu assino?

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