ANJO MARGINAL. POETA E COMPOSITOR DE MÚSICA POPULAR, CACASO (1944-1987) GANHA SÉRIE DE SHOWS EM SUA HOMENAGEM.

MÚSICA E POESIA é a série que presta homenagem e resgata a memória de um dos principais articuladores da poesia marginal, o letrista notável Antônio Carlos Ferreira de Brito - Cacaso.

Sua trajetória está sendo comemorada no CCBB do Rio, nesse mês de março, em espetáculos com curadoria da cantora Rosa Emília, viúva e intérprete de Cacaso.

No palco, o repertório do poeta e parceiro de grandes nomes da MPB, como Tom Jobim, Edu Lobo, Toquinho e João Bosco, ganha vida na voz de Geraldo Carneiro, Zé Renato, Nelson ângelo,Chico Alvim, Olívia Byington, Ulisses Tavares, Carlito Azevedo e Sueli Costa.


A programação, em módulos, contará com elenco fixo, formado por Rosa Emília, Paula Santoro, Cláudio Nucci e Sérgio Santos e pelos músicos Sílvio d’Amico (guitarra), Zeca Assumpção (contrabaixo), Marcos Suzano (percussão) e André Mehmari (piano). No show de abertura, com os convidados Joyce e Ulisses Tavares, serão interpretadas músicas de Cacaso com Edu Lobo, Joyce e Novelli.

No segundo módulo, com Sueli Costa e Carlito Azevedo, o público ouvirá parcerias do homenageado com Edu Lobo, Nando Carneiro, Novelli e Olívia Byington. Para o terceiro, com Zé Renato e Geraldo Carneiro de convidados, foram selecionadas canções de Cacaso com Djavan, Filó Machado, Nelson Ângelo, Sérgio Santos e Villa-Lobos. O módulo 4, que fecha o projeto, terá Nelson Ângelo e Chico Alvim e músicas em parceria com Cláudio Nucci, Zé Renato, Lourenço Baeta, Maurício Tapajós e Toninho Horta. Em áudios resgatados, Cacaso recita a própria poesia e fala um pouco sobre a carreira.

Rosa Emília lembra que Cacaso morreu no ápice da produção poética. “Se estivesse vivo, teria trajetória semelhante à de Vinicius de Moraes. Sua extensa obra musical, com diferentes parceiros, ganhou registro de vozes destacadas da MPB. Nesse tributo, 55 das 200 canções vão compor o repertório”, comenta a cantora, cujo Álbum de retratos traz 13 faixas (todas do homenageado), vai ser lançado pela Lua Music.

Parceira de Cacaso e uma das convidadas do projeto, Joyce lembra o poeta com carinho. “Compusemos três músicas na década de 1970. 'Beira rio' gravei no disco Água e luz. Tínhamos grande afinidade e contatos frequentes. Fiquei contente ao ser convidada para tomar parte do projeto. Cacaso deveria ser ainda mais reverenciado.”

Espécie de consultor do projeto, o poeta Geraldo Carneiro recorda-se que conheceu Cacaso na PUC, no Rio. “Eu era aluno dele e nas aulas, marcadas pela informalidade, tudo — inclusive literatura e poesia — ia ao sabor do acaso. Nos tonamos amigos e, com colegas como a poeta Ana Cristina César, frequentávamos seu apartamento na Avenida Atlântica, que era uma espécie de centro cultural.”

Geraldinho avalia que, nos anos de chumbo, o novo modelo de poesia de Cacaso ia da radicalização política à doçura no campo comportamental. “Ele era um ídolo para nós, até porque tinha um quê de John Lennon, com seus óculos redondos e os cabelos longos. Nos fascinavam, também, a fina ironia e o jeito debochado.”


Pesquisa: Correio Brasiliense (Irlan Rocha Lima, da equipe do Correio).

Na Revista BRAVO, março/2009, seção Primeira Fila, vocês encontrarão matéria do poeta, letrista e roteirista Geraldo Carneiro intitulada "CLÁSSICO DO MÊS CACASO".


Música "Lero-Lero", de Cacaso e Edu Lobo.



"Face a Face", de Cacaso e Sueli Costa.


Exibições: 309

Comentário de Zé da China em 13 março 2009 às 10:48
Zé-concorde em números e gêneros: Cacaso é o cara, mora!

Ave de Arribação.
Muito muito.
Comentário de Cafu em 14 março 2009 às 11:27
Laurinha!
Não morra de inveja, regojize-se com a nossa felicidade! Fui em todos os módulos e ainda tenho ingresso para o último. Ontem foi, especialmente, emocionante pois em 13 de março deste ano o Cacaso completaria 65 anos, o motivo inicial da Rosa Emília para conceber esta homenagem.
Incrível como o Cacaso tem uma obra musical de grande importância e qualidade. Quando a gente vê tanta música linda, tantos parceiros de peso reunidos num mesmo projeto é que se dá conta do tamanho do legado que o Cacaso nos deixou. A Rosa está de parabéns pela concretização deste trabalho de resgate de memória e valor de nosso melhor patrimônio poético e musical. O projeto termina neste domingo em Brasília e segue para o CCBB nas próximas 2 semanas para a alegria e sorte dos cariocas.

Por falar nisso... e o Torquato, heim? Também merece uma homenagem semelhante, não é?

Beijos.
Comentário de Cafu em 14 março 2009 às 11:31
OPS! O projeto termina neste domingo em Brasília e segue para o CCBB RIO nas próximas 2 semanas para a alegria e sorte dos cariocas.
Comentário de Laura Macedo em 14 março 2009 às 19:03
Cafu, minha amiga, fico super feliz por você ter participado de todos os módulos ao vivo e a cores. Que maravilha!
Como diz uma expressão muito usada por aqui: "Quem pode, pode. Quem não pode se sacode".
Eu fiquei me sacudindo de vontade, mas também me sacudindo de felicidade por ter uma amiga tão querida presente nessa série MÚSICA E POESIA, que resgata a memória, como você mesmo mencionou, "de nosso melhor patrimônio poético e musical".

Concordo plenamente com você, nosso Torquato merece sim uma homenagem desse naipe.

Beijos.
Comentário de Helô em 19 março 2009 às 23:51
Viu, Laura?
Agora quem mata a gente de inveja é ela!
E ainda tem minha "quase" conterrânea Sueli Costa!
Beijos.

Comentar

Você precisa ser um membro de Portal Luis Nassif para adicionar comentários!

Entrar em Portal Luis Nassif

Publicidade

© 2019   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço