Calabar - O Elogio da Traição é o título da peça de teatro escrita em 1973 por Chico Buarque / Ruy Guerra, dirigida e produzida por Fernando Peixoto / Fernando Torres, respectivamente e editada em livro pela editora Civilização Brasileira.

 

A peça relativiza a posição de Domingos Fernandes Calabar no episódio histórico em que ele preferiu tomar partido ao lado dos holandeses contra a coroa portuguesa.

 

 

Vivia o Brasil sob a opressão do regime ditatorial militar, e era comum o uso das metáforas nas produções artísticas a fim de, por um lado, burlar a censura rigorosa do sistema (sendo popular a figura de Armando Falcão, Ministro da Justiça, encarregado dessa tarefa canhestra) e, por outro, denunciar a situação atual.

 

 

Chico Buarque foi um mestre no uso dessas figurações: e o episódio histórico do traidor Calabar, comum em todos os livros didáticos como um dos maiores exemplos de perfídia - serviu de mote para justamente questionar a chamada versão oficial.

 

 

A intenção dos autores, porém, era denunciar um erro histórico, nem tinha a pretensão de promover uma revisão: o alvo era, justamente, o próprio regime militar, sua censura, os veículos de comunicação que, engessados pelas versões dos fatos sempre acordes com o sistema, passavam ao povo imagens que precisavam ser questionadas em sua veracidade.

 

 

 

Chico Buarque e Ruy Guerra: os autores de Calabar.

 

 

 

A censura do regime militar deveria aprovar e liberar a obra em um ensaio especialmente dedicado a isso. Depois de toda a montagem pronta e da primeira liberação do texto, veio a espera pela aprovação final.

 

 

Foram três meses de expectativa e, em 20 de outubro de 1974, o general Antônio Bandeira, da Polícia Federal, sem motivo aparente, proibiu a peça, proibiu o nome Calabar do título e proibiu que a proibição fosse divulgada.

 

 

Seis anos mais tarde, precisamente no dia 24 de janeiro de 1980 (há exatos 32 anos), uma nova montagem estrearia, desta vez, liberada pela censura.

 

 

Composição de Chico Buarque e Ruy Guerra, gravada por Chico no álbum 'Chico Canta' (1973). Com arranjos de Edu Lobo, o disco Chico Canta é a trilha sonora da peça 'Calabar: o Elogio da Traição', de Chico Buarque e Ruy Guerra.

"Fado Tropical"

"Cala a boca, Bárbara"

"Tire as mãos de mim"

"Tatuagem"

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Fonte:
- Abril Coleções / Chico Buarque: volume 12.
- Wikipedia.

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