Na escuridão dos meus olhos abertos,
Contemplo, com a visão dos meus dedos,
O delinear do seu corpo esbelto.
A cada centímetro percorrido,
A ansiedade me domina.
Nas curvas perigosas de sua silhueta,
A imaginação de uma viagem que fascina.
Como um motorista iniciante,
Que ainda não conhece o caminho,
Meus dedos esbarram e sobem nos montes,
Deslizam pelos declives da estrada,
Até as fendas mais profundas e distantes.
Para prevenir acidentes,
Acomodo o meu corpo ao seu de tal jeito;
Como num ajuste do cinto ao banco,
Fecho meus braços junto ao seu peito.
Logo percebo as batidas do seu coração,
E, num sincronismo perfeito,
Ouço no sussurrar da sua voz,
O som do motor em aceleração.
Com movimentos precisos,
O acúmulo de energia no vai e vem do pistão.
O sangue corre rápido nas veias.
E por fim..., a explosão!
Em uma viagem sem rumo,
Nós seguimos por alguns instantes.
Quando retomamos o prumo,
O motor não é mais tão possante.
Resta-nos apenas,
O acostamento e a espera...

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