por Laura Macedo e Luciano Hortencio

 

 

Arnaldo Augusto do Amaral Filho
*5/8/1912 - Rio de Janeiro - (RJ)

+ 1985 - Rio de Janeiro - (RJ) *

 

Cantor / Locutor / Produtor / Ator

 

 

 

 

A primeira habilidade artística a aflorar foi a de cantor. Começou na Rádio Guanabara, levado por Cristóvão de Alencar. Logo depois, passou a apresentar-se  no Programa Casé, na Rádio Philips, cujo cast era pra ninguém botar defeito, como demonstra a foto abaixo.

 

 

 

 

 

 

 

Gravou seus três primeiros discos em 1933, interpretando, entre outras, as composições "Fita meus olhos", de autoria do mangueirense Cartola, em parceria com Osvaldo Vasques, “Rindo e chorando” (Osvaldo Vasques/Buci Moreira) e “Se passar da hora” (Osvaldo Vasques/Boaventura dos Santos).

 

 

 

Fita meus olhos” (Cartola/Osvaldo Vasques) # Arnaldo Amaral.

 

 

 

 

 

 

Rindo e chorando” (Osvaldo Vasques/Buci Moreira) # Arnaldo Amaral/Leo Vilar/Orquestra Pixinguinha. Disco Columbia (22.238B), 1933.

 

 

 

 

 

 

 

No ano seguinte (1934) aconteceram as gravações de “Beleza”, “Sem razão”, “Você tem um novo amor”, “E agora crioula”, “Quem mandou Iaiá”, “Questão de raça” e “Lili”, um dos seus grandes sucessos.

 

 

 

Quem mandou Iaiá” (Osvaldo Vasques/Benedito Lacerda) # Arnaldo Amaral/Grupo Gente do Morro. Disco Columbia (22.262A), 1934.

 

 

 

 

 

 

 

Em 1935, dividiu um disco com João Petra de Barros (foto acima) cantando o samba "Vou fazer uma pergunta", de Cristóvão de Alencar e Nássara. Nesse mesmo ano, assinou contrato com a Rádio Cruzeiro do Sul, onde permaneceu até 1938, quando fez uma excursão a São Paulo, apresentando-se na Rádio Cosmos, indo em seguida para Belo Horizonte, onde mostrou seu trabalho na Rádio Inconfidência.

 

 

Trabalhou também nas Rádios Educadora e Mayrink Veiga. Ainda em 1935, gravou os sambas "Saudade" e “Remexe as cadeiras baiana”, de Cristóvão de Alencar e Pedro Pinto.

 

 

Em 1937, seriam gravadas as marchas "Eu vou mandar fazer", de Mário Lago e Martinez Grau, e "Quem é o homem", de Ary Barroso, esta em dueto com Alzirinha Camargo.

 

 

 

 

 

Paralelamente à atividade de cantor, em 1938 atuou como ator, contracenando com Linda Batista no filme "Futebol em família", com quem, além de trocar um “beijo escandaloso”, conforme críticos da época, cantou a valsa "Sonho de amor não morre", de Alcyr Pires Vermelho e Alberto Ribeiro.

 

 

 

 

 

 

Atuações de Arnaldo Amaral no CINEMA

 

 

 

1936- Bonequinha de seda

 

 

 

1939- Futebol em família

 

1940- O simpático Jeremias

          E o circo chegou

          Céu azul

          Laranja da China

          Cisne Branco

         

 

 

1941- Entra na farra

 

 

 

1944- Abacaxi azul

 

 

 

1947- Este mundo é um pandeiro

 

 

 

 

Em 1939 gravou, de Ary Barroso, a valsa "Amar (Mentira de amor)" em disco que marcou a estreia da Orquestra de Fon-Fon, onde atuava o maestro Carioca.

 

 

 

 

Amar [Mentira de amor]” (Ary Barroso) # Arnaldo Amaral.Disco Columbia (55.168) / Matriz (195). Gravação (23/8/1939) / Lançamento (outubro/1939).

 

 

 

 

Ela foi e não voltou” (César Brasil / Zé Pretinho) # Arnaldo Amaral. Disco Columbia (55.043A). 1939.

 

 

 

 

 

 

 

 

Estou sentido com você” (Romeu Gentil/Zé Pretinho) # Arnaldo Amaral. Disco Columbia (55.043B), 1939.

 

 

 

 

 

 

 

 

Hoje não, só na quinta-feira” (Dunga/Haroldo Lobo) # Arnaldo Amaral e Orquestra Fon-Fon. Disco Columbia (55.183A), 1939.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ainda em 1939 gravou “Era uma vez” (João de Barro/Alberto Ribeiro) com a cantora Neide Martins. Disco Columbia (55.067A), 1939.

 

 

 

 

 

 

 

 

São de 1941 as gravações de "Quem sabe não és a colombina”, marcha de Pedro Caetano e Alcyr Pires Vermelho, e do samba "Com você e sem você", de Amaro Silva e Nelson Teixeira.

 

 

 Em 1942 conquistou grande sucesso no carnaval com a marcha "Eu quero ver é a pé”, de Mário Lago e Roberto Roberti, gravada em novembro do ano anterior (1941) em disco, no qual constava ainda o samba "Bota a Maria na roda", de Roberto Martins e Cristóvão de Alencar.

 

 

 

 

Eu quero ver é a pé” (Roberto Roberti/Mário Lago) # Arnaldo Amaral/Orquestra Chiquinho. Disco Columbia (55.306-B), 1941.

 

 

 

Ainda em 1942 lançou outro sucesso.

 

 

 

 

Samba de 42” (Arnaldo Paes/Henrique Batista/Marília Batista) # Arnaldo Amaral e Conjunto de Benedito Lacerda. Disco Columbia (55.320B), gravado em 1941 e lançado em 1942.

 

 

 

 

 

 

 

 

Em 1943, gravou a marcha “Conversa pra siri “e o samba “Do mundo nada se leva”, ambas de Russo do Pandeiro e Valfrido Silva.

 

 

 

Em 1944 apresentou, de Sá Roris e Valfrido Silva, a marcha "Filha do cacique". No ano seguinte, gravou os sambas "Nosso presidente continua", de Wilson Batista e Haroldo Lobo, e "Apaguei o nome dela", de Wilson Batista, Jorge de Castro e Haroldo Lobo.

 

 

 

 

Nosso presidente continua” (Wilson Batista/Haroldo Lobo) # Arnaldo Amaral/Conjunto Benedito Lacerda. Disco Continental (15.260A), 1945.

 

 

 

 

 

 

 

 

Apaguei o nome dela” (Wilson Batista/Haroldo Lobo/Jorge de Castro) # Arnaldo Amaral/Conjunto Benedito Lacerda. Disco Continental 915.260B), 1945.

 

 

 

 

 

 

 

 

Em 1946, após participar do filme citado em parágrafos anteriores - "Este mundo é um pandeiro" -, resolveu parar de cantar e seguiu com a carreira de radialista, tornando-se locutor e produtor de programas na Rádio Clube.

 

 

 

 

Apaixonado por futebol e pelo Fluminense, resolveu também se dedicar à locução esportiva. Não houve qualquer dificuldade, pois Arnaldo tinha uma voz poderosa e a essa altura era um experiente profissional do rádio. Encerrou sua carreira como diretor da Rádio Mundial, antiga Rádio Clube.

 

 

 

 

Sua produção radiofônica mais famosa foi o programa "Pescador de estrelas", onde foram revelados nomes como Zezé Gonzaga, Jamelão, Ângela Maria, Dóris Monteiro, Norma Suely, Altamiro Carrilho, Miriam de Souza, Alaíde Costa, Dalva de Oliveira, Ellen de Lima, Humberto Martins, Marilena Cairo e os locutores Jair Amorim, Oswaldo Sargenteli, Américo Vilhena, Décio Luiz e Walter Luiz.

 

 

 

 

 

 

 

Pesquisando na internet, infelizmente não encontramos nenhuma alusão ao Centenário de Arnaldo Amaral, que teve uma atuação marcante tanto na Música Popular Brasileira quanto no Rádio/Cinema.

 

 

Lamentamos que tenha deixado de cantar tão precocemente, pois ainda tinha muito a contribuir como intérprete. Gravou 26 discos, sendo 24 pelo selo Columbia e 2 pelo selo Continental, todos em 78 rpm (rotação por minuto), entre os anos de 1933/1945.

 

 

No apagar das luzes do ano de seu Centenário de nascimento oferecemos a nossa homenagem ao talentoso Arnaldo Amaral pela contribuição dada à cultura brasileira.

 

 

 

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* Nota: É de se lamentar a falta de cuidado na preservação de nossa memória cultural. Sabemos da data de nascimento de Arnaldo Amaral, porém, por mais que tenhamos pesquisado, nada  conseguimos acerca da data exata de sua morte, constando apenas que nos deixou em 1985, no Rio de Janeiro.

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Fontes:

- Site Dicionário Cravo Albin da MPB.

- Blog Cifrantiga

- Blog Dramaturgia Brasileira

- YouTube

 

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Exibições: 334

Comentário de Gregório Macedo em 29 dezembro 2012 às 22:38

Muito bom o fato de a homenagem a Arnaldo Amaral ser publicada ainda no ano de seu centenário de nascimento. Valeu. Felicitações ao Luciano e a você, querida pesquisadora.

Beijos.

Comentário de lucianohortencio em 29 dezembro 2012 às 23:39

Amiga Laura:

Fizemos justiça. O Centenário de Arnaldo Amaral foi devidamente destacado e publicado, conforme disse Gregório Macedo, dentro do ano de seu centenário de nascimento.

Falando em justiça, deixo aqui consignado de público que minha participação neste lindo Post resumiu-se em dar a dica à amiga Laura Macedo, informando sobre o centenário de Arnaldo Amaral, duas fotos por mim enviadas e dois vídeos por mim editados. Só isso. Toda a pesquisa por dados sobre o homenageado e suas músicas foi da lavra da incansável amiga Laura.

Sinto-me extremamente honrado em participar e constar como co-autor deste excelente Post.

lucianohortencio

Comentário de Laura Macedo em 30 dezembro 2012 às 0:46

Gregório,

Sua opinião/ajuda no nosso trabalho é super importante, sempre. Valeu, fofinho!

Beijos.

Comentário de Laura Macedo em 30 dezembro 2012 às 1:03

Amigo Luciano,

O trabalho em conjunto sempre é mais frutífero. É uma via de mão dupla; um grande aprendizado.

O nosso amor/paixão pelo resgate/divulgação da nossa riquíssima MPB facilita todo e qualquer trabalho proposto.

Grata pela dica do Centenário do Arnaldo Amaral e pelas valiosas colaborações.

Abraços.

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