Evaldo Rui Barbosa


* 9/4/1913 - Rio de Janeiro (RJ)
+ 4/8/1954 - Rio de Janeiro (RJ)

 

Compositor / Radialista

 

 

 

Nascido no Rio de Janeiro, Evaldo Rui se autodenominava “carioca da gema”. Foi morador dos bairros de Bonsucesso, Botafogo e Vila Isabel onde conviveu, entre outros, com Noel Rosa, Almirante, André Filho, Braguinha.

 

 

 

Boêmio e freqüentador do Café Nice, reduto de instrumentistas, cantores e compositores da Música Popular Brasileira nos anos 1940 e que ficava na  Av. Rio Branco 174, no Centro do Rio de Janeiro, então capital do país.

 

 

 

 

Orlando Silva, Cristovão Alencar, Antônio Nássara, Roberto Martins e Evaldo Rui, em uma mesa do lendário Café Nice.

 

 

 

 

Como radialista atuou na Rádio Philips, como contra-regra, ainda na década de 1930, junto com seu irmão Haroldo Barbosa com quem trabalhou nos programas "Casé" e "Horas do outro mundo".

 

 

 

Foi também locutor esportivo. Trabalhou ainda nas rádios Educadora (depois Tamoio), Guanabara, Nacional, onde foi chefe da discoteca, e Mauá, onde foi diretor artístico e criou os programas "O Rio de Janeiro que eu não vi" e "Álbum de melodias". Na mesma Rádio Mauá descobriu Roberto Silva e Sílvio Barbosa e ajudou a projetar Elizeth Cardoso.

 

 

 

 

Evaldo Rui e Elizeth Cardoso

 

 

 

Foi namorado de Elizeth Cardoso, "seu grande amor", na época em que a cantora iniciava sua carreira. Infelizmente suicidou-se no dia 4 de agosto de 1954, deixando dramático bilhete para Elizeth.

 

 

 

 

 

 

 

Em 1934, teve sua primeira composição gravada por Francisco Alves e Carmen Miranda.

 

 

 

Ninho deserto

 

 

 

 

 

 

 

Seu principal parceiro foi Custódio Mesquita com quem fez dezenas de músicas da melhor qualidade, até hoje regravadas pelas novas gerações. Compôs também com Ismael Silva, Fat’s Elpidio, Haníbal Cruz, Lupicínio Rodrigues e Fernando Lobo.

 

 

 

 

 

Algumas músicas da parceria Evaldo Ruy e Custódio Mesquita

 

 

 

 

Promessa” # Elizeth Cardoso (gravação 1957).

 

 

 

 

 

 

 

Saia do meu caminho” # Aracy de Almeida (gravação 1946).

 

 

 

 

 

 

Valsa do meu subúrbio” # Marcos Sacramento (gravação 1986).

 

 

 

 

 

 

 

Adivinhe coração” # Isaura Garcia (gravação 1943).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Evaldo Rui e Silvio Caldas que interpretou magistralmente a música abaixo

 

 

 

Como os rios que correm para o mar” # Silvio Caldas (gravação 1944).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Evaldo Rui e o parceiro Lupicinio Rodrigues

 

 

 

Eu não sou louco” # Isaura Garcia.

 

 

 

 

 

 

 

 

Nesta foto Luiz Gonzaga (sentado ao piano) recebe para gravar a música “Chofer de praça”, da dupla Evaldo Rui e Fernando Lobo. Ouça abaixo na interpretação de Luiz Gonzaga.

 

 

 

 

 

Ouça a mesma composição com os arranjos do MPB-4.

 

 

 

 

 

 

 

Outra da parceria Evaldo Rui e Fernando Lobo - “Nega maluca” # Linda Batista (gravação 1950).

 

 

 

 

 

 

 

 

Outros grandes intérpretes gravaram suas composições a exemplo de Alaíde Costa e Johnny Alf.

 

 

 

 

Noturno (Em tempo de samba)" (Custódio Mesquita/Evaldo Rui), # Alaíde Costa/ Oscar Castro Neves (1973).

 

 

 

 

 

 

 

 

Feitiçaria” (Evaldo Rui/Custódio Mesquita) # Johnny Alf (1960).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sua última composição - “Vento vadio”- foi feita com Hianto de Almeida.

 

 

 

 

Vento vadio” (Evaldo Rui/Hianto de Almeida) # Isaura Garcia (gravação 1954).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Evaldo Rui foi um dos grandes incentivadores da criação da Revista da Música Popular, lançada em outubro de 1954, dois meses após sua morte. A referida revista dirigida por Lúcio Rangel sobreviveu de 1954 a 1956. No segundo número, com o título “Evaldo Rui” a Revista da Música Popular lamenta sua morte:

 

 

 

 

 

Quando pensamos no lançamento desta Revista, foi Evaldo Rui uma das pessoas que mais nos animaram e sua excelente colaboração - “O Café do Compadre” - que publicamos em nosso primeiro número, uma das primeiras que nos chegaram às mãos. Com o falecimento de Evaldo Rui perde o público brasileiro um dos seus grandes compositores populares e a Revista da Música Popular um dos seus grandes amigos e colaboradores”. (Lúcio Rangel).

 

 

 

 

 

 

 

 

Evaldo Rui foi apelidado pelos amigos, em função da sua avantajada estatura física, de “Espanador da lua”. Pesquisando para homenageá-lo em seu Centenário de nascimento descobri a grandiosidade da sua obra traduzida em belas composições bem como sua enorme generosidade com parceiros e amigos.

 

Fico pensando nos nossos artistas que partiram “fora do combinado”, como diz o Rolando Boldrin, e lamento imensamente o desperdício de talentos que foram podados antes da hora. Acredito que Evaldo Rui está não só “espanando a lua”, mas todo o universo.

 

 

 

 

 

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Fonte:

- Coleção Revista da MúsicaPopular. – Rio de Janeiro: Funarte / Bem-Te-Vi Produções Literárias, 2006.

- Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

- Site #Radinha

 

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Comentário de Gregório Macedo em 12 abril 2013 às 19:51

O talentoso Evaldo Rui merece a homenagem. E que homenagem! Você diz que fez "rápida pesquisa", mas produziu um verdadeiro tratado. Evaldo com certeza agradece lembrança tão generosa em seu centenário. Ouvindo a Radinha, a conclusão é uma só: ele merece.

A propósito, achei um novo nome para a Radinha: Arca do Tesouro.

Beijos.

 

 

 

Comentário de Laura Macedo em 12 abril 2013 às 20:25

Gregório, você melhor do que ninguém sabe da minha agenda apertada nas últimas semanas com tantos imprevistos. Mas fiquei satisfeita em registrar minha homenagem ao talentoso Evaldo Rui.

Quanto a Radinha você foi na mosca: "Arca do Tesouro", uma inesgotável fonte de pesquisa.

Beijos.

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