Centenário de Vinicius de Moraes (VII)

 

Vinicius de Morais

*19/10/1913 - Rio de Janeiro (RJ)
+ 9/7/1980 - Rio de Janeiro (RJ)

 

Poeta / Compositor / Teatrólogo / Jornalista / Diplomata.

 

Celebrar o Centenário de Vinicius de Moraes é sinônimo de Poesia, Música e Paixão três vertentes que permearam sua vida e obra.

 

Poesia, Música e Paixão - Tudo Misturado.

 

 

GRANDES PARCEIROS, PARCEIRINHOS...

 

 

 

BADEN POWELL

 

 

 

 

 

A parceria de Vinicius de Moraes e Baden Powell engendrou várias composições recheadas de misticismo, a exemplo de - “Canto de Ossanha”, “Berimbau”, “Consolação” -, conhecidas por afro-sambas.

 

 

Segundo Jairo Severiano conta-se que para compor parte do repertório – várias canções que incluem também música romântica, como “Apelo” e “Samba em prelúdio” – a dupla trabalhou por cerca de três meses, estimulada por fartas doses de uísque.

 

 

 

 

“Berimbau” / “Consolação” / “Canto de Ossanha” (Vinicius de Moraes/Baden Powell) # Vinicius/Baden/Toquinho/Tom Jobim/Miúcha. Músicos acompanhantes: Mutinho (bateria), Azeitona (baixo), Roberto Sion (flauta) e Georgiana de Moraes (ritmista).

 

 

 

 

 

 

 

 

“Samba em prelúdio” (Vinicius de  Moraes/Baden Powell) # Baden Powell.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"Deixa” (Vinicius de Moraes/Baden Powell) # Telma Soares.

 

 

 

 

 

 

 

 

“Apelo” (Vinicius de Moraes/Baden Powell) # Vinicius e Toquinho.

 

 

 

 

 

 

 

 

Formosa” (Vinicius de Moraes/Baden Powell) # Yamandu Costa e Marcello Gonçalves / Elza Soares, Trio Madeira Brasil e convidados.

 

 

 

 

 

 

 

 

“Valsa sem nome” (Vinicius de Moraes /Baden Powell) # Elizeth Cardoso.

 

 

 

 

 

 

 

 

“Além do amor” (Vinicius de Moraes/Baden Powell) # Vinicius de Moraes.

 

 

 

 

 

 

 

 

“Tempo de amor” (Vinicius de Moraes/Baden Powell) # Vinicius, Baden e Coro dos amigos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Vinicius de Moraes, em 1965, escreveu uma excelente crônica intitulada “Meu parceiro Baden”, que começa assim:

 

 

De Baden, quando o conheci em começos de 1962, tudo que sabia era que era autor, com Billy Blanco, de um belo samba que andava correndo à boca pequena entre o pessoal de música: ‘Samba triste’.

 

Lembro-me dessa noite como se fosse hoje: eu tinha ido assistir o show do meu parceiro Antonio Carlos Jobim na boate Arpège – historicamente seu primeiro – e quando o conjunto retomou as danças, vi alguém se aproximar dos músicos e dentro em pouco a sala se enchia de sons de improviso de jazz em guitarra elétrica. Era Baden, e estava ele com a cachorra, fazendo misérias no instrumento. Fiquei ouvindo, maravilhado, lembrando-me dos grandes guitarristas de jazz que conheci nos Estados Unidos e achando Baden páreo para qualquer um deles. Depois fomos apresentados”.

 

Continue lendo aqui.

 

 

 

Vinicius de Moraes o branco mais negro do Brasil, segundo sua própria definição. Sua poesia transformou a música tornando-se um divisor de águas na história da MPB.

 

Baden Powell, um dos maiores virtuoses do violão brasileiro oriundo da Escola de Sátiro Bilhar, Quincas Laranjeiras, João Pernambuco e Meira. Excelente compositor, parceiro de grandes nomes da MPB.

 

A dupla Vinicius e Baden  produziu uma verdadeira obra prima que encantou e, até hoje, encanta as novas gerações, encharcando nossa alma de poesia e musicalidade.

 

Confira os outros posts da série:

Centenário de Vinicius de Mores (I).

 Centenário de Vinicius de Moraes (II).

 Centenário de Vinicius de Moraes (III).

 Centenário de Vinicius de Moraes (IV).

Centenário de Vinicius de Moraes (V).

Centenário de Vinicius de Moraes (VI).

 

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Fontes:

- Uma história da música popular brasileira – Das origens à modernidade, de Jairo Severiano. – São Paulo: Ed. 34, 2008.
-
Vinicius de Moraes – Samba Falado (crônicas musicais), de Miguel Jost, Sérgio Cohn e Simone Campos (Org.). – Rio de Janeiro: Ed. Beco do Azougue, 2008.

- Site YouTube.

 

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Exibições: 460

Comentário de Laura Macedo em 20 outubro 2013 às 3:00

Querida amiga Valquiria,

Que MA-RA-VI- LHA você comparecer a "festinha" do nosso amado Poetinha.

Tem mais, sim. Com mais dois posts acha que encerro a série. Travei uma grande batalha contra o tempo, mas fui vencida, ou seja, não consegui concluir no dia exato do niver dos 100 anos :(Bem  que tentei...

Beijos saudosos

Comentário de Laura Macedo em 20 outubro 2013 às 3:35

Valquiria, confesso que não conhecia na interpretação da Nação Zumbi. Gostei bastante.

Valeu amiga. Beijos.

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