O ano de 2009 vem sendo marcado, na área musical, por efemérides tais como o cinquentenário da morte de Heitor Villa-Lobos e os centenários de nascimento de Carmen Miranda, Ataulfo Alves e Roberto Martins.


Esse último foi um dos grandes compositores da "Era de Ouro do Rádio", mas não muito "badalado", fato que infelizmente persiste até hoje, pois dos citados é o menos exposto à lembrança pública.





Nascido no Rio de Janeiro em 1909, filho do português Francisco José Martins e de Isaura Machado Martins, ficou orfão de pai com um ano de idade. A influência musical começou cedo, já que a mãe era pianista.

Começou a trabalhar bem jovem, inicialmente, no ofício de empalhador e depois no comércio de calçados onde, segundo o próprio, era especialista em calçado de mulher. Mais tarde entrou para a Polícia trabalhando como guarda-civil, permanecendo até 1941.

Como policial, teve oportunidade de circular mais pela cidade e ter contato com a boemia da Lapa e da praça Tiradentes e interagir com cantores e compositores.

Casou-se três vezes. Da primeira ficou viúvo e da segunda separou-se. Do terceiro casamento Roberto Martins teve três filhos: Yole, Elizabeth e Jorge Roberto.






O famoso Café Nice, na década de 1930, era ponto de encontro de jornalistas, músicos, compositores e intérpretes.

Roberto Martins marcava seu ponto junto a uma gama de amigos. Com Ataulfo Alves e Alcebíades Barcelos (Bide) formou os "Os Três Mosqueteiros"; tal qual os originais franceses, tinham no cantor Carlos Galhardo o esperado D' Artagnan.

Orlando Silva, Cristóvão Alencar, Antônio Nássara, Roberto Martins e Evaldo Rui, em uma mesa do legendário Café Nice.



Roberto Martins foi gravado por grandes artistas da época de ouro, como Ciro Monteiro, Araci de Almeida, Francisco Alves, Orlando Silva, Nelson Gonçalves, Anjos do Inferno... e por artistas atuais como Moacyr Luz, Zélia Duncan, Zeca Pagodinho...


Pensei bastante, chegando à conclusão de que uma das melhores formas de homenageá-lo é através dos seus grandes sucessos.


Roberto Martins compôs seu primeiro samba - "Justiça" - em 1929. Mesmo não tendo sido gravado, teve sua letra publicada no livro "Samba", do também compositor Orestes Barbosa.

Antes do seu primeiro grande sucesso - "Favela" -, em parceria com Waldemar Silva, que se tornou um clássico da nossa música popular, Roberto Martins teve composições gravadas por Silvio Caldas, Leonel Faria, Aracy de Almeida, Francisco Alves e Carlos Galhardo.



"FAVELA", na interpretação de Francisco Alves. Gravação RCA VICTOR, 1936.





Há um episódio que virou lenda da MPB envolvendo essa música. Conta-se que Roberto Martins já estava cansado de ter "Favela" rejeitada por Francisco Alves , que alegava não gostar da composição por haver muito samba falando em "favela". Num almoço em casa de uma amiga comum, o voluntarioso rei da voz demonstrou enorme interesse pela cachorrinha da amiga, que, sabendo da história da rejeição, propôs: "Grava 'Favela' que eu te dou a cachorrinha". Três dias depois, Francisco Alves tirou a música do inedetismo e só assim a amiga cumpriu a promessa.

Essa música acabaria recebendo mais de cem outras gravações, além de ser uma das primeiras brasileiras editadas nos Estados Unidos.


Roberto Martins fala sobre seu parceiro nessa música: "Waldemar Silva era um rapaz que trabalhava na feira, feirante. Naquele tempo a gente era tudo chulé, ninguém era rico. No rádio tinha o primeiro time, que eram aqueles grã-finos. Eu vim junto com aquele pessoal, fui sapoti também, caído no chão".

"BEIJA-ME" - Roberto Martins em parceria com Mário Rossi, gravado inicialmente por Ciro Monteiro, em 1943. Um dos clássicos do samba sincopado.

Aqui, na excelente interpretação de Fabiana Cozza. (Circuito Original São Paulo - 2008).






"O CORDÃO DOS PUXA-SACOS", de Roberto Martins e Eratóstenes Frazão.

Com Os Anjos do Inferno, gravação RCA VICTOR, 1945.

 

Segundo Tárik de Souza, "O Cordão dos Puxa-Sacos" passou por uma via-crúcis na censura do Estado Novo, antes de estourar no carnaval de 1946, na voz dos Anjos do Inferno.
Roberto Martins teve de recorrer à filha do ditador Getúlio Vargas para conseguir a liberação, num bilhete assinado pelo próprio.


"DÁ-ME TUAS MAÕS", de Roberto Martins e Mário Lago.

Na voz de Orlando Silva, gravação RCA VICTOR, 1939.








Roberto Martins fala do parceiro Mário Lago: "Ele fez um princípio da letra pra mim, eu gostei e acabei musicando, depois ele botou a letra no resto da música".







"CAI,CAI", de Roberto Martins.

Carmen Miranda interpretando "Cai, Cai", acompanhada do Bando da Lua, no filme "Uma noite no Rio" (EUA - 1941), gravada anteriormente por Joel e Gaúcho, em 1940.






Outra historinha de bastidores: Roberto Martins tinha oferecido a batucada "Cai, Cai" à dupla Joel e Gaúcho, mas Chico Alves ficou sabendo e quis ouvi-la. Joel ouviu primeiro e gostou bastante:
- "Você me dá, Roberto?"
- "Não sei. Me deram a incumbência de cantar para o Chico".
- "O Chico não canta esse estilo, esse estilo batucada não é do Chico".

Roberto Martins, ao cantar pra Chico Alves, propositadamente cantou com tanta má vontade que ele reagiu assim:

- "É essa a música? Essa não".

Joel e Gaúcho gravaram, e a música estourou no carnaval de 1940, deixando Chico Alves uma fera. Ao encontrar Roberto no Café Nice, Chico soltou os cachorros:

- "Você pensa que é malandro? Eu sou malandro da Lapa. Eu sou o Chico da Lapa".
- "O que há, Chico, está zangado por quê?"
- "Não fica com deboche".
- "Não estou com deboche. Diga pra mim o que é.
- "Você cantou pra mim, me engrupiu e depois foi dar para o Joel. Não gravo mais nada seu".

Resultado: Chico passou realmente uns tempos zangado, mas depois gravou uma porção de composições de Roberto Martins.


"A MULHER FAZ O HOMEM", de Roberto Martins e Ataulfo Alves.



Com Ciro Monteiro, gravação RCA VICTOR, 1940.

 

Roberto Martins fala de Ciro Monteiro: "Esse era formidável. Nunca vi ele mal humorado, sempre rindo, brincando. Era um cara legal, muito legal. Essa é uma saudade que carrego comigo".





"CASTELO DA MANGUEIRA", de Roberto Martins e Ataulfo Alves.

Com Ataulfo Alves e Pastoras, gravação RCA VICTOR, 1955.

 



Vocês sabiam que Roberto Martins tirou seu amigo Ataulfo Alves da cadeia?

O Ataulfo vinha de uma gravação, tinha gravado uma música na Victor, até um samba muito bonito, vinha com a pastinha na mão, coitado, ia para casa, morava no Catumbi.
Quando ele entrou no baixo meretrício, veio um investigador e prendeu o Ataulfo e o levou para o 8º Distrito, na rua Senhor do Matosinho. Aí me falaram, eu fui lá, falei com o comissário: “Doutor prenderam um rapaz que é meu amigo. Ele é músico, toca violão”. Ele ainda disse: “Mas violão é instrumento de vagabundo”. Eu digo: “O senhor está dizendo isso como todo mundo diz, mas não é”. Ainda citei um cara famoso, Sebastião, que tocava todas as óperas no violão: “Então o senhor não conhece o Sebastião Santos, que toca a ópera que o senhor quiser ouvir? Trago ele aqui no xadrez pro senhor ouvir”. “Não, toma a chave, vai lá e solta ele”. Aí eu dei a chave para o guarda soltar o Ataulfo e ele foi embora comigo
. (Roberto Martins).



"BODAS DE PRATA", de Roberto Martins e Mário Rossi.


Na interpretação de Carlos Galhardo (foto ao lado de terno claro, junto a Roberto Martins), gravação RCA VICTOR, 1945.

 
Roberto Martins fala: Eu fiz essa valsa, botei o título e pedi ao Mário Rossi que fizesse a letra. "Mário, quero que você faça a letra dessa música com o título 'Bodas de Prata'. Mostrei a música para o Carlos Galhardo, ele disse: "Ninguém faz 25 anos para cantar isso". E eu disse. "Você está errado, eu acho que faz. Acabou ele cantando os 25 anos de casado, numa igreja em Ipanema.



"CADÊ ZAZÁ?", de Roberto Martins e Ari Monteiro.

Com Carlos Galhardo, gravação RCA VICTOR, 1947.

 

"Foi feita em cima de uma canção. Tinha um italiano que cantava na Mayrink Veiga: 'Dove stá zazá?'. Como antes tinha feito uma música que o Jonjoca e o Carlos Barbosa gravaram, em que o dinheiro do bar tinha sumido, aproveitei e fiz isso". (Roberto Martins).


"DUZENTOS E DOZE", de Roberto Martins e Mário Rossi.

Com Ciro Monteiro, gravação RCA VICTOR, 1944.




"POR QUE SERÁ?", de Roberto Martins e Cristovão de Alencar.

Com Os Anjos do Inferno, gravação Columbia, 1941.

 





"RENÚNCIA", de Roberto Martins e Mário Rossi.


Na interpretação de Nelson Gonçalves, gravação RCA VICTOR, 1942.

 

Segundo Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello, Nelson Gonçalves não estava interessado em "Renúncia", só a gravando em cumprimento a determinação de Vitório Latari, diretor da Victor. Por isso chegou ao estúdio sem conhecer a melodia.
Temendo que ele errasse na gravação, Roberto Martins gratificou o saxofonista Luís Americano para que antecedesse a entrada do cantor com um solo do tema.
No final saiu tudo certo, porque o cantor e o conjunto eram excelentes: Luis Americano (sax alto), Carolina Cardoso de Menezes (piano), Garoto (violão-tenor), Faria (contrabaixo) e Duca (bateria).

No final do ano, Nelson Gonçalves voltaria a gravar "Renúncia", desta vez em ritmo de samba, para o carnaval de 1943.


A mesma canção em vídeo, com Nelson Gonçalves e Tim Maia.






"PEDREIRO WALDEMAR", de Roberto Martins e Wilson Batista.

Na interpretação de Blecaute, gravação RCA VICTOR, 1948.

 




"O Chiquinho Sales me pediu para fazer uma música sertaneja. No Trianon tinha um filme que tinha um camarada que brigava pelas mulheres e, depois que vencia todo mundo, não queria nada com as mulheres.

Então eu tinha feito: 'Você conhece o Albener? Não conhece. Mas eu vou lhe apresentar. É o homem que briga pelas mulheres e não quer se casar'.

Aí o Wilson Batista me disse: 'Roberto, tenho uma coisa pra te dar, é uma bomba'. Eu digo: 'Fala, crioulo'. Eu brincava com ele chamando de crioulo. Aí ele dissse: 'Pedreiro Waldemar'. E eu: 'Ih! rapaz. Isso é teu mesmo crioulo?' Ele disse: 'É ideia minha'. 'Então vamos fazer'.
A gente almoçava no Reis, porque ali meia porção era baratinho. Depois demos a volta pelo Senado e acabamos a marchinha. Em vez de botar Albener, botei: 'Você conhece o pedreiro Waldemar? Não conhece. Mas eu vou lhe apresentar'".
(Roberto Martins).

Pode-se dizer que essa música é uma das primeiras a abordar abertamente as questões sociais. E por isso mesmo foi vetada pelo chefe da censura, dr. Lourival Fontes. Mais uma vez dona Alzirinha quebrou o galho, intercedendo junto ao pai, que em bilhete ordenou: "Amigo Lourival, quero que você libere a letra do poeta".


A CELEBRAÇÃO DO CENTENÁRIO


Os cem anos de nascimento do compositor Roberto Martins serão celebrados com projeto de CD e livro idealizado pela família do artista e desenvolvido pela Elaborar.

Uma seleção de cantores, músicos, arranjadores, escritores e pesquisadores foi reunida para homenagear o autor de “Cade Zazá”, “Renúncia”, “Cordão dos Puxa-Sacos”, “Pedreiro Waldemar” e outras canções de Roberto Martins com parceiros como Mario Lago, Mario Rossi e Wilson Batista.

O CD+livro trará gravações com Simone, Zé Renato, Joyce, Elton Medeiros, Cristina Buarque, Beth Carvalho, Leny Andrade, Tito Madi, Aldir Blanc, Jards Macalé e outros artistas, sob direção musical de Moacyr Luz e com arranjos feitos especialmente para o projeto por Cristóvão Bastos, Kiko Horta e Afonso Machado.

O livro incluirá fotos, textos de Sérgio Cabral, João Máximo, Zuza Homem de Melo, Hermínio Bello de Carvalho, Ricardo Cravo Albin e Fernando Faro, a cronologia de vida e obra do compositor feita pelo pesquisador Jairo Severiano, e a reprodução de jornais, revistas, partituras e documentos do acervo da família.

Mil unidades deste CD (com o livro) serão distribuídas gratuitamente a bibliotecas, centros culturais e escolas de música. O projeto terá ainda site sobre o compositor, com sua obra completa.
O projeto está aprovado na Lei de Incentivo à Cultura, em fase de captação de recursos.
(site Elaborar).


Mantive contato com a empresa “Elaborar” visando saber se o projeto de comemoração já tinha sido lançado e recebi de retorno o seguinte e-mail:

Olá, Laura.
Estamos em luta árdua por patrocínio, sem o qual será impossível
reunir todos os recursos necessários para a realização deste projeto
que é tão estimado pela família do Roberto Martins e por todos nós.
Se quiser mais informações, faça contato. Se possível me informe qual
é o veículo para o qual você prepara a matéria e qual é a pauta.
Obrigado.
Edison Viana Teixeira
06/07/2009



Torço para que a liberação dos recursos aconteça em tempo hábil, ou seja, ainda temos até o dia 29 de janeiro de 2010 (data limite do centenário) para que o compositor Roberto Martins receba todas as homenagens a que faz jus pela excelente contribuição dada a Música Popular Brasileira.



Em depoimento ao programa Ensaio da TV Cultura, em 1991, aos 82 anos, ele disse:

“Cada pessoa que morre, cada colega que morre, cada companheiro que morre é mais uma saudade que a gente coleciona.

Há uns que deixam não uma saudade, deixam duas saudades, o que é pior ainda.

E a gente vai sofrendo isso, pensando quando chegará a nossa vez também, se deixaremos saudade também, se Deus quiser”.



Para os conhecedores e amantes da arte de Roberto Martins ele não deixou apenas uma... duas...saudades... Mas uma infinidade delas...


***********

FONTES PESQUISADAS:

- A Música Brasileira deste Século por seus Autores e Intérpretes, Vol: 2 / J.C. Pelão Botezelli e Arley Pereira. - São Paulo: SESC, 2000.

- A Canção no Tempo - 85 Anos de Músicas Brasileiras, Vol 1: 1901-1957 / Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello. - São Paulo: Ed. 34, 1997.

- A História do Samba. Fascículos publicados pela Ed. Globo, 1997.

- Uma História da Música Popular Brasileira - Das Origens à Modernidade / Jairo Severiano. - São Paulo: Ed. 34, 2008.

- Dicionário Houaiss Ilustrado (da) Música Popular Brasileira. Supervisão geral; Ricardo Cravo Albin. - Rio de Laneiro: Paracatu, 2006.

- Áudios disponibilizados: Instituto Moreira Sales e discos da coleção "Os Grandes Sambas da História", Vols: 9 e 11.

OBS: Os depoimentos de Roberto Martins foram extraídos da entrevista concedida ao programa Ensaio, da TV Cultura de São Paulo, em 1991.

**********

Exibições: 1255

Comentário de Cafu em 12 julho 2009 às 22:28
Que beleza de homenagem, Laurinha. Merecidíssima. Valeu cada minuto do retiro. Estou aqui me deliciando com as estória e as músicas. Um ótimo programa para a noite de domingo.
Parabéns pro Roberto Martins, seus parceiros e intérpretes. Parabéns pra você pela lembrança e pelo tributo.
Beijos.
Comentário de Elizabeth Martins em 19 janeiro 2010 às 18:44
Oi Laura, sou a filha caçula do compositor Roberto Martins, somente hoje estou lendo o que você postou sobre meu pai. Quanta emoção, quanta alegria, obrigada pela lembrança e pela linda homenagem. À medida que eu ia lendo, me emocionava com o desenvolvimento dos tópicos, os as histórias, músicas, amigos, tudo maravilhoso, parabéns.
Quanto ao projeto do cd comemorativo, infelizmente não conseguimos, aliás, a família nem sabia que a empresa tinha mudado de nome, vamos verificar essa informação, obrigada.
Quanta sensibilidade ao destacar as últimas palavras de meu pai no programa Ensaio, quando ouço, sempre me emociono, era sua despedida, faleceu 6 meses depois.
Deixou muitas saudades e boas lembranças para a família, amigos e admiradores de sua obra musical.
Por favor, permita-me que eu divulgue sua homenagem na comunidade do orkut do compositor Roberto Martins.
Um abraço, Elizabeth Martins
Comentário de Laura Macedo em 20 janeiro 2010 às 2:18
Elizabeth,
A temática do trabalho que desenvolvo no Portal Luis Nassif é a MÚSICA, no sentido bem eclético, objetivando, principalmente, seu resgate histórico e a consequente valorização dos seus talentosos artistas. É um trabalho apaixonante e prazeroso, amo fazê-lo.

O Centenário de Roberto Martins foi feito com muito carinho. Lembro que passei dias pesquisando e ouvindo vários de seus sucessos para definir como seria a formatação do post. Acordava e dormia, no bom sentido, com "Ele", e essa proximidade favoreceu uma maior intimidade, aumentando, consequentemente, a admiração que sempre nutri pela sua obra musical.

Hoje, passados seis meses da publicação, tive a grata surpresa do seu comentário que, confesso, encheu-me de felicidade e emoção.

Elizabeth, a divulgação dessa nossa homenagem na "comunidade do orkut do compositor Roberto Martins", é motivo de satisfação e orgulho para nós.

Que bom que você também faz parte do nosso Portal, pois assim teremos oportunidade de interagirmos outras vezes, não é mesmo?
Um grande abraço.
Comentário de Gilberto Cruvinel em 15 março 2010 às 21:35
Laura, querida,

Nesta imensa biblioteca que é o Portal, sua seção musical certamente é uma das mais especiais e caprichadas. Acabo de ler e ouvir e adorar e me emocionar com seu post sobre o centenário do genial Roberto Martins e o comentário da filha dele. Quanta informação nova para mim que nem sabia que ele é o autor de Cai Cai imortalizado pela Carmen.

Beijo
Gilberto
Comentário de Gilberto Cruvinel em 15 março 2010 às 22:28
Que delícia esse samba Favela cantado pelo Francisco Alves.
Bom, acho me tornei fã do Chico Alves desde criancinha. :-)
Comentário de Laura Macedo em 16 março 2010 às 1:09
Gilberto,
Confesso que fiquei um pouco triste quando publiquei este post, em julho de 2009, em homenagem ao Roberto Martins.
Explico melhor: gostaria que o post tivesse tido maior visibilidade, tanto no blog do Nassf quanto aqui no Portal (na época, só a Cafu apareceu para comentar), em virtude dele (Roberto Martins) ser pouco conhecido pelas novas gerações e meu objetivo maior era justamente esse.
Sua presença hoje aqui, Gilberto, me deixou super feliz. Valeu!!
Beijos.
Comentário de Gilberto Cruvinel em 16 março 2010 às 22:06
Laura, precisamos pensar uma estratégia para fazer o chefe dar destaque a posts com este.
É um material muito rico para ficar escondido. Só acessei, devido ao seu mais recente post
lembrando os 18 anos da morte de Roberto Martins.
Beijo
Comentário de José Rodrigues em 17 outubro 2010 às 16:29
Olá Laura

Muito bacana seu texto. Adorei encontrá-lo aqui. Eu só tenho uma questão: a música "favela" (Roberto Martins") que você disponibiliza para ouvirmos e escrever que a interpretação é de Francisco Alves. No entanto, a mesma música e gravação estão na coletânea "Os grandes sambas da história" (Vol. 11, faixa 12). nesta, contudo, a interpretação da música é atribuida a Carlos Galhardo e nao a Francisco Alves. Eu gostaria de saber quem de quem é a interpretação: Galhardo ou Alves?

abraços
Comentário de Laura Macedo em 18 outubro 2010 às 1:27
Oi José,

Fico satisfeita por você ter gostado deste post em homenagem ao Roberto Martins. Grata pelo comentário. Será sempre um prazer tê-lo por aqui. Seja super bem-vindo.

Esclarecendo sua dúvida:

- O áudio da música "Favela" disponibilizado neste post é, realmente, com a voz de Francisco Alves, Disco Victor (34059), gravado em 1936. (Acervo do IMS - Instituto Moreira Salles).

- A gravação que Carlos Galhardo fez, também na RCA Victor (34484), é de 1939 e está, também, disponível do IMS e no volume 11 / faixa 12 da coleção "Os grandes sambas da História", como você mencionou. Inclusive possuo essa excelente coleção completa, ou seja os 40 CDs e os fascículos. Uma maravilhosa e inesgotável fonte de pesquisa.

Existe também outra gravação na interpretação de Sílvio Caldas, Disco Columbia (35027), sem registro de data, no IMS.

Espero ter ajudado, de alguma forma, no esclarecido de suas dúvidas, caso contrário fique super a vontade para outros questionamentos, ok?

Abraços.
Comentário de José Rodrigues em 9 novembro 2010 às 12:06
Olá, Laura

Você ajudou a tirar minha dúvida.

obrigado

Comentar

Você precisa ser um membro de Portal Luis Nassif para adicionar comentários!

Entrar em Portal Luis Nassif

Publicidade

© 2019   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço