CHORANDO UMA CAUSA PERDIDA: meus 5 comentários sobre o Caso SEAN no Blog do Nassif

Comentário I
19/12/2009 às 19:49
Ralf Rickli disse:


NASSIF, VOCÊ ESTÁ CERTÍSSIMO.

Digo como pedagogo, com especialização em educação infantil.

Como educador de adolescentes da periferia por mais de 15 anos.

Como pai de 2 filhos (além de avô de uma neta) que conseguiram crescer magnificamente bem na ginga entre as 2 casas dos pais separados, isso porque FORAM OUVIDOS SEMPRE, e seus sentimentos espontâneos (e mutáveis) levados a sério em todos os momentos.

Eu diria que só faltou reforçar o quanto é ridícula a tese de que a opinião de um menino de 9 anos não tem solidez nem relevância suficientes para influir numa decisão dessas. Com QUATRO anos minha filha sabia manifestar sua vontade com clareza, e o que garantiu sua sanidade foi o fato de nunca termos deixado de LEVAR EM CONTA essa vontade já naquela época (mesmo sem segui-la 100%, o que nem sempre era possível ou conveniente, mas isso era explicado claramente a ela, negociando-se caminhos intermediários).

Finalmente: a lei é apenas um meio – uma das tentativas do ser humano de afastar os riscos potenciais à sua felicidade – e não um fim em si. Se não estiver ajudando a realizar a máxima felicidade possível em determinado caso, ELA (a lei) está errada, deve ser posta em questão e reformada, não são as pessoas que devem ser sacrificadas a ela. Já Santo Agostinho dizia “uma lei injusta não é em absoluto uma lei”. Vamos acordar, pessoal? Ou terminaremos todos sendo vítimas da ditadura de uma rede de leis desumanas, anti-humanas!!

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UMA CONTESTAÇÃO À MINHA POSIÇÃO

Fabio disse:
19/12/2009 às 20:22


Sentimentos espontâneos e mutáveis não têm, por definição, solidez ou relevância ao longo prazo. O senhor se contradiz. Ademais, pedagogo não é psicólogo.

Aos 4 anos as vontades de sua filha eram atendidas? Não vejo como o mimo possa ter contribuído para educação de sua filha. Espero que não se sinta ofendido, mas parece-me bastante incomum que uma criança aos 4 anos entenda o mundo a seu redor e saiba fazer escolhas para sua vida. Se pudesse, teria largado a escola aos 10 anos de idade – conheci colegas de escola que teriam feito verdadeiras barbaridades se lhes fosse dada a prerrogativa. É absolutamente suspeita a sua afirmação.

Faça uma experiência. Melhor, busque no Youtube vídeos de experiências comportamentais com crianças – é muito instrutivo. Sean preferiria um bolo de chocolate a uma dose (se este precisasse) de insulina? Sean preferiria ir brincar no jardim com seus amigos a ir para escola? Sean preferiria parar de estudar ou matricular-se num curso de inglês? Não há discernimento ou conhecimento do mundo, da realidade além da compreensão infantil e fantasiosa de um menino. Ele pode não gostar de um benefício hoje, mas amanhã será eternamente grato pela TUTELAGEM de seus pais. É dever dos pais NORTEAR os filhos. Não se fala em “guarda” à toa. A educação é dever dos pais, não uma escolha dos filhos – não até que sejam capazes de discernir por si próprios o que é relevante e o que não é.

Sean não sabe.

Parece desumano entregar Sean a seu pai? Também é desumano partir os laços com o mesmo. Enfim, ninguém disse que é fácil, mas eu não chamaria a lei, neste caso, de desumana. O reencontro com o filho é absolutamente defensável e, do ponto de vista do pai, seria desumano proibi-lo de estar com seu filho. O pai de Sean não mora no bairro vizinho, na cidade vizinha. Ele mora nos EEUU. O lugar do seu filho é com ele, sendo norteado por ele, pelos seus valores.

Respeitosamente,
FABIO BITTAR RIBEIRO


Comentário II
Ralf Rickli disse:
20/12/2009 às 11:05


Sr. Fabio, em nenhum momento falei de meramente obedecer as vontades de uma criança, falei de levá-las em conta.

Tampouco é título acadêmico o que define alguma sabedoria ou capacidade de julgamento. Sou pedagogo porque depois de 30 anos tendo excelentes resultados como educador, resolvi cursar pedagogia para enfrentar uma sociedade que prefere acreditar em titulos que avaliar resultados de modo despreconceituoso.

E apesar de eu realmente não dar importância ao título, devo dizer que o que se estuda de Psicologia da Educação na Pedagogia na USP não é pouco – e o que estudei de Psicologia autonomamente na vida foi ainda muitas vezes mais. É pra lá de suficiente, p.ex., para poder reconhgecer e denunciar grande parte dos psicólogos de hoje como traidores da sua ciência, como farsantes a serviço da manutenção das estruturas de poder.

O que fiz com meus filhos & alunos DEU CERTO. Na quase totalidade dos casos. O que a sociedade está fazendo majoritariamente, não dá; o que o senhor (Fábio) está dizendo – e que é expressão dessas crenças – não dá.

Porque esse palavreado todo não passa de RACIONALIZAÇÃO (douração de pílula) de uma coisa chamada VONTADE DE PODER. Vocês entendem filho como propriedade, coisa, objeto de posse: importa é que a lei lhe diz que ele é SEU.

“Seu” uma pinóia, é “filho da vida em seu desejo por si mesma”, como diz o texto clássico de Khalil Gibran, e cada criança traz SIM em si uma sabedoria espantosa que precisa ser levada em conta, enquanto os adultos apenas ACHAM que sabem para onde devem nortear os processos quando sabem quase nada, são responsáveis por terem levado o mundo aonde está hoje – e acertam muito mais cada vez que calam a boca e se permitem ouvir a sabedoria da Vida como se expressa da boca das crianças (entre outras fontes).

A sabedoria da Vida nos trouxe até quase aqui: por ela evoluímos, crescemos. Aí começamos nossas instituições. E com nossa “sabedoria” institucional, sobretudo a idéia de POSSE, estamos empurrando o mundo inteiro para o abismo.

É claro que não podemos mais abrir mão de instituições. Mas podemos sim cortar radicalmente com a malfadada herança romana que é a noção de POSSE, e criar novas instituições mais leves e dinâmicas, informadas pelo entendimento da Vida e não por tradições que não têm outra justificação senão serem tradição.

QUANTO AO MENINO SEAN: é desumano, sim, cortar os laços que ele tem agora (família E AMIGOS), a menos que ele mesmo opte por isso. Laços com o pai? ELE não tem. O próprio pai tem mais é uma pretensão ao direito de ter laços, do que laços reais, já que não teve tempo de construí-los.

E se for preciso escolher entre cortar laços que partem da criança e laços que partem de um adulto, cortem-se sempre os que partem do adulto. Porque as conseqüências do corte são muito mais graves na criança do que no adulto, que já teve tempo de desenvolver estruturas para a absorção e elaboração de perdas. E o furuto é a criança, ela vai ficar aqui muito mais tempo que o adulto.

A qualidade do futuro depende em IMENSA medida de quanto se consiga evitar traumatizar as crianças de agora, pois traumatizar é algo que tende a se reproduzir automaticamente de geração em geração.

A posição do Sr. Fabio é no fundo uma posição de mero EGOÍSMO e VONTADE DE PRESERVAÇÃO DE PODERES. E é profundamente chocante que seja da mesma natureza a quase totalidade das manifestações quanto a esse post. Pobres das crianças brasileiras e pobre do nosso futuro, se predominar cada vez mais esse tipo de pensamento (que, ouso dizer, contraria o sentimento espontâneo das camadas majoritárias da população brasileira).

Finalmente: ENFÁTICOS PARABÉNS A LUIZ NASSIF PELA CORAGEM DE DAR A CARA A TAPA TAMBÉM NESTE CASO. Se eu já respeitava imensamente sua capacidade profissional e suas posturas públicas, agora passei a lhe estimar e respitar ainda muito mais como pessoa ! SABEDORIA DO CORAÇÃO assessorada pela inteligência da cabeça (não dominando a cabeça nem dominada por ela), é assim que eu definiria a sua posição no caso. E se a sua/nossa posição parece francamente minoritaria no momento… isso não dá nenhuma garantia de que esteja errada. O heliocentrismo também já foi posição minoritária. Não tenho dúvidas de que essa posição sinaliza o rumo DA SALVAÇÃO DA HUMANIDADE, não menos, pois do contrário a humanidade se verá cada vez mais presa numa malha de ferro que ela mesma criou. Estará suicidando a sua alma.


Comentário III
Ralf Rickli disse:
20/12/2009 às 13:09


PS: Não entendam que estou defendendo que Sean fique necessariamente com a família brasileira. Defendo é que ELE SEJA AMPLAMENTE OUVIDO, e não uma vez só.

É preciso notar, aliás, que se a família brasileira tem impedido qualquer comunicação do pai com ele, NESSE PONTO ELA ESTÁ ERRADÍSSIMA.

Sean deve ter oportunidade de conversar com o juiz – na verdade com um GRUPO responsável, equipe profissional, turma, o que for, pois é uma barbaridade que coisas assim possam ser decididas por um indivíduo sozinho – em várias configurações: (1) ele junto com a família brasileira; (2) todos juntos: Sean + pai + família brasileira; (3) ele sozinho (depois que tiver familiaridade suficiente para isso); (4) ele junto com o pai; (5) ele sozinho de novo.

Dentro disso é importante observar: se um juiz não conseguir fazer um menino de nove anos se sentir suficientemente à vontade para conversar bastante com ele sem a presença de familiares, esse juiz absolutamente não tem capacidade para decidir um tal caso.

Qualquer decisão sobre a vida de uma criança que não passe por isso tudo é leviana, arbitrária e humanamente abominável.

21/12/2009 às 0:21
mariazinha disse:

Apoiadíssimo!!!

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Comentário IV
Ralf Rickli disse:
21/12/2009 às 13:41

A criança tem que ficar com as pessoas com quem ela se sente segura, ponto. É o único modo de não gerar um adulto desequilibrado.

Todas as partes em jogo têm o seu afeto: o pai da criança, a avó materna da criança, o padrasto da criança, a própria criança. Não há como medir a intesidade nem a sinceridade dos afetos dos adultos envolvidos, e nem é preciso. A questão não pode ser decidida por eles. Tem que ser decidida pelo afeto da criança. Pois a(s) pessoa(s) de referência a que uma criança volta afeto são para ela O SEU MUNDO, não menos. Romper o vínculo QUE PARTE DA CRIANÇA é destruir parte de uma personalidade em formação.

Para nenhum adulto no mundo a perda é comparável. Até mesmo para o adulto que mais a ame, uma criança é só uma parte contida dentro do seu mundo. Para a criança, o seu objeto de afeto não é contido em seu mundo: é (psicologicamente) o seu mundo, maior que ela, e que a contém.

Ser adulto significa ter se tornado capaz de lidar com perdas. Não há adulto que não precise passar por elas mais cedo ou mais tarde. Os anos formaram no adulto uma estrutura capaz de lidar com as perdas, do mesmo modo como formraram o esqueleto e a musculatura mais potentes.

A perda sofrida por uma criança e a sofrida por um adulto não são coisas que possam ser comparadas. A gravidade da sofrida por uma criança é infinitamente maior.

Nestes dois dias de debates é enorme o número de pessoas que se manifestaram em solidariedade à dor que o pai de Sean deve sentir. Raríssimos os que avaliaram que se Sean for levado contra sua vontade existirá nesse conjunto uma dor infinitamente maior, e de consequências dramaticamente mais graves.

Isto serve como uma chocante amostragem de quão poucos entendem as crianças, e entendem o que é que as crianças precisam dos adultos.

Também é uma pista segura da origem de uma porcentagem tão alta de psicopatas na sociedade: pessoas que em algum ponto da infância sentiram o mundo trair os vínculo de afeto que elas haviam lançado a partir de si, e se endureceram para nunca mais se vincular, ou seja: nunca mais correrem o risco de passar por semelhante dor.

Estudem Winnicott e Ferenczi, senhores – entre muitos outros. Cada um de vocês que leva em conta os sentimentos do pai mas não o da criança é um potencial produtor de psicopatas. Não menos.

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Comentário V
Ralf Rickli disse:
[O seu comentário está aguardando moderação.]
22/12/2009 às 22:02

LUTO: “Gilmar determina entrega imediata de Sean ao pai americano”
Da Folha Online – 22/12/2009 – 21h07

“O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, decidiu na noite desta terça-feira seguir os mandados de segurança apresentados pela AGU (Advocacia Geral da União) e pela defesa do americano David Goldman –pai do menino Sean, 9, pivô de uma disputa diplomática entre Brasil e os Estados Unidos– e determinou que a criança deve ser devolvida imediatamente ao pai.”

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Estou de LUTO porque de todas as arbitrariedades que vêm sendo cometidas por Gilmar Mendes contra o povo brasileiro, esta talvez seja uma das mais cruéis –

… mas pelo que pude ver nos comentários dos dois posts a respeito, talvez 90% dos interessados estejam comemorando, dizendo que desta vez Gilmar agiu certo.

Concluí há pouco uma monografia defendendo que toda transformação social e política necessária depende inescapavelmente de uma profunda conscientização da população sobre a natureza da parentalidade e as condições para que esta seja saudável. Os comentários nestes dois post me mostraram que a situação é muito mais grave do que eu pensava, com o predomínio absoluto de uma incompreensão gigantesca sobre a natureza e as necessidades das crianças. Quer me parecer que o estudo dos comentários desse dois posts é ponto de partida para teses em Psicologia, Pedagogia, Sociologia, Antropologia, Direito da Família e talvez outros campos mais…

… mas não pensem que estou entusiasmado com isso. Estou é triste. Tristíssimo. Ultimamente tenho tido imensas alegrias com o meu país, e queria crer que (como disse o Nassif a respeito de outro tema) “não é o Lula; somos todos nós”. Mas o posicionamento majoritário nestes debates me leva à suspeita de que o que temos de bom é o Lula sim, e uma minoria muito pequena além dele, pois se estendermos tal posicionamento majoritário ao campo político, ainda poderemos reconhecer aí claramente o tipo de atitude pública que sustentou o regime militar. Demosfascismo que esmaga os mais fracos desconsiderando suas opiniões e sentimentos, a começar pelos mais indefesos de todos: as crianças.

LUTO.

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Os comentários I, II, III e V foram inseridos no post
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/12/19/o-caso-sean-sem-a...

O comentário IV foi inserido no post
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/12/21/o-depoimento-da-a...

Exibições: 86

Comentário de Charles Leonel Bakalarczyk em 23 dezembro 2009 às 1:36
Para mim é insustentávela tese de que a criança tenha condições de decidir.

Se até mesmo um sequestrado passa a ter afeto pelo seu sequestrador, como a criança em questão, a tanto tempo afastada do pai, vai optar por ele?

Penso que transferir essa decisão para uma criança é violentar sua psiquê!
Comentário de Ralf Rickli em 23 dezembro 2009 às 2:32
1) Em nenhum momento eu disse que a criança pode decidir sozinha, e sim que tem que participar da construção da decisão. Existe abundante evidência experimentral de que dá certo, e de outro lado abundante evidência de que não levar em conta a opinião da criança dá errado. Os adultos gostam de mentir a si mesmos que têm tão mais compreensão da vida e controle das circunstâncias do que as crianças têm, quando na realidade na maior parte dos casos a diferença é muito pequena.

2) Tampouco se pode emitir um juízo geral sobre a capacidade "da criança", pois as crianças são seres em desenvolvimento cujas capacidades se alteram às vezes de mês para mês. Conforme a idade e outras condições pessoais, cada criança terá capacidade de participar dessa construção de decisões em níveis diferentes. Ao ouvir a criança, todo educador, psicólogo ou juiz competente tem condições de avaliar o grau de maturidade da posição que a criança está colocando. O que é absurdo é "decidir" de antemão que ela não tem condições sem sequer tê-la ouvido. Isso se chama pré-julgamento ou pré-conceito. Nenhum conhecimento de psicologia honesta apóia isso.

3) Se o sequestrado tiver mais afeto pelo sequestrador que pela sua família original, é provavelmente porque esta realmente merece menos afeto. A maioria dos casos de traumas, incompreensões e abusos acontecem dentro das famílias, não fora. Há uma imensidão de adolescentes que anseiam desesperadamente por poderem se afastar de suas famílias, com razões mais que suficientes para isso, e a lei não os autoriza, e criminaliza quem os ajudar (inclusive o ECA é uma lamentável coleção de boas intenções equivocadas nesse sentido). Além disso, em casos de seqüestros políticos pode simplesmente acontecer de os seqüestrados entenderem e acharem justificável a luta dos seqüestradores; claro que a sociedade maior não vai admitir que isso tenha sido uma opção livre e razoável, mas todos nós sabemos que a sociedade maior é injusta e doente - ou não sabemos? Sobretudo, pessoas não são objetos passivos, que possam ser posse de uma pessoa ou outra: pessoas têm escolha. Têm que ter todo direito de viver com quem elas gostam mais, e não com quem a lei determina que é seu dono. A sujeição a uma pessoa que não seja de nossa livre escolha é a maior degradação a que um ser humano possa ser submetido, não importa sua idade.

Não estou inventando nada: gente como Wilhelm Reich já demonstrava isso tudo que estou dizendo nas décadas de 1920, 30. Mas não me baseio neles, me baseio na observação da realidade, tomo-os apenas como um endosso a mais. E vou lhe dizer: ou a humanidade começa a entender essas coisas e pôr em prática, ou o futuro será um absoluto inferno para todos.
Comentário de Charles Leonel Bakalarczyk em 23 dezembro 2009 às 9:09
Caro Ralf:

Teus argumentos em favor da capacidade da criança participar da construção da decisão são bem colocados, mas numa situação tal que a criança tenha efetiva condição de ponderar qual dos dois ambientes (do pai ou do padastro/avó materna) lhe é mais favorável.

Só que o menino, não por decisão dele, está afastado do convívio do pai. Então que elementos dispõe o guri para fazer um julgamento?

No mínimo deveria conviver um bom tempo com o pai, aí sim teria elementos de comparação!

Aliás, eu acho que seus familiares de Sean deveriam ter mais maturidade, permitindo um convivência fraterna entre todos. Certamente essa seria a opção da criança, caso lhe dada tal alternativa...
Comentário de Charles Leonel Bakalarczyk em 23 dezembro 2009 às 9:11
Digo, "eu acho que os familiares de Sean..."
Comentário de Ralf Rickli em 23 dezembro 2009 às 10:57
Precisamente, Charles! A avó materna alega que convidou o pai, esse tempo todo, a essa convivência, inclusive oferecendo pagar as passagens - mas que ele nunca visitou o filho por orientação dos advogados, para não descaracterizar o caso como seqüestro perante a convenção de Haia...

Se isso é verdade, que amor real tem esse pai que deixou o filho sem vê-lo por todo esse tempo apenas por essa firula jurídica - que sabe-se lá que vantagens lhe traziam?

A avó diz ter provas disso tudo.

No meio disso tudo, ouvir a criança, olhando-a nos olhos, não é um detalhe essencial - nem que fosse para descobrir que a avó está mentindo?

Insisto: eu não quero que o judiciário obedeça a criança! Quero que não se arrogue a decidir sobre ela sem ao menos tê-la visto pessoalmente algumavez!
Comentário de Ralf Rickli em 24 dezembro 2009 às 13:21
Desta vez também concordo em 100%, em 200% com você, NaT. Pode ter certeza!!

Aliás, essa frase "laços válidos são os do amor, os biológicos são ocasionais" é estupenda! Você já ouviu isso formulado exatamente assim por aí, ou seja, é frase de algum autor conhecido? Ou saiu agora, espontaneamente? Porque com certeza vou fazer circular essa expressão, e gosto de dar os créditos sempre que possível!

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