CIÊNCIA DA RAZÃO "...ASCENÇÃO IMPLICA NECESSARIAMENTE O MEIO DE DEMONSTRAÇÃO QUE É O SER..."

O câmbio (o ser vago) ou veiculo espacial de valor pode ser um meio de demonstração sistemático do ser?

Depois que a filosofia (do valor) foi associada ao "O Materialismo Histórico" demorou quase um seculo para o comunismo de Marx aceitar que a revolução socialista, por um "meio" fundamental de reprodução da propriedade privada, não se realizou, e vissemos o Estado de forma não competente, caminhando retoricamente para o mito do financiamento externo do mercado financeiro. Daí, não há nada de surpreendente se, em consequência da ascenção da sociedade moderna, o atual regime economico seja inevitavelmente substituido por uma nova ordem do meio de demonstração do valor cosmológico para todo ser da Sociedade Industrial.

A Ciência da Razão tem a missão de demonstrar os principios e determinações do modelo de reforma da economia, inspirada no próprio mecanismo da natureza, para remontar a expressão sistemática da natureza, segundo o mistério de "valor", para gerência abstrata da produção.


Do livro de Jacques Maritain: Sete lições sobre o ser - O SER VAGO pág. 39 -

"A metafísica busca os primeiros princípios das coisas e suas causas mais elevadas. Ora, essas causas e esses princípios são por si mesmos causas e princípios de certo tipo de mistério inteligivel, e de que mistério inteligivel senão o do próprio ser?

Esta palavra, communis, poderia enganar, poupemo-nos de um erro funesto e de confundir a metafísica com a lógica.

É o que acontece com os modernos. Muitos deles se perguntam se esse ser enquanto ser não seria apenas uma palavra, um resíduo de linguagem, ou um quadro geral que tem unicamente um valor lógico e não propriamente ontológico. O metafísico seria simplesmente uma vitima da linguagem dos homens em vez de atravessar e transcendê-la para se transportar à fonte intelectual, superior a toda palavra pronunciada. É importante que nos demos conta da originalidade e do poder da intuição metafísica do ser e, para isto, bem distinguir o ser objeto do metafísico do ser tal como o consideram o senso comum e as ciências da natureza e do ser tal como o considera o lógico.

Do primeiro ponto de vista, do ponto de vista das ciências da natureza, como nos lembrava há pouco Santo Tomás, é sobre um ser que se debruçam as ciências da natureza, mas sobre um ser quer se oferece ao espírito como diferenciado - ou mascarado - por condições e por um "comportamento" particulares. O conhecimento da natureza considerará o ser sensível e móvel, objeto da filosofia da natureza (isto é, o ser inteligivel, mas tomado sob o expoente particular da mutabilidade, ou enquanto investido no mundo corporal, sensível e mutável) ou então o ser ainda será - nas ciências empiriológicas - um simples suporte de fenômenos observáveis ou mensuráveis.

Esclareço: quando se diz ao senso comum: "o ser" (notem que ele próprio não o dirá: o senso comum raciocina sobre coisas particulares apoiando-se implicitamente sobre o ser que está lá), ele se eleva da consideração das coisas particulares à causa primeira destas coisas, este movimento de ascensão implica necessariamente o meio de demonstração que é o ser, se não considerarmos o ser dentro das coisas, não poderíamos passar para a causa primeira de todo ser."

Quer dizer que, em tais promessas está a questão da "demonstração", em que desdobramos as mudanças significativas de ascenção da economia, em termos da matriz movel - funções de variações que decodificam a produção - a qual permite a ascenção final do valor em um ciclo de espaço tempo, identificado no modelo abstrato dos principios da natureza.

Pela novíssima Ciência da Razão, a causa primeira pode ser enunciada pela tarefa de reproduzir a dialética de valor do objeto, dando a ele a originalidade de um meio exterior, para relações comuns fora da moeda. Assim, partindo da ideia de que as soberanias das nações se formam pela totalidade do seu movimento interno no mundo real, não deixe escapar a compreensão do que existe, ou deve ser a razão do objeto um valor nulo?

O ser enquanto ser conduz a força motriz da evolução que transpassa a causa primeira do ser adiante no espaço (o mistério da centralidade do valor), através de mutações do câmbio da produção. Portanto, o ser vago nada mais é do que um espaço de tempos que limita as atividades do ser, no repouso da simultaneidade; e é essa a razão de nos ocuparmos da passividade do valor, para redimir as nações da especulação, organizando um mundo digno delas.

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