O poeta Ferreira Goulart certa vez afirmou que a arte existe porque a vida em si não basta; é a mais pura verdade, pois o mundo seria muito pior senão existisse a arte; seria lastimável. Não por acaso que os grandes artistas, desde a antiguidade, até os nossos dias, têm contribuído significativamente para um mundo melhor através da arte; a tragédia e a comédia muito nos ensina sobre esse aspecto, daí vale a pena ler A poética aristotélica, obra primorosa sobre a arte, seus programas de efeitos e sua importância para a sociedade. Dentre as artes, o cinema, também chamado de sétima arte, é algo fundamental na vida de uma cidade, coisa que ultimamente tem se tornado algo raro em Palmas.
Felizmente existem pessoas interessantes e inteligentes, coisa que também parece raro no mundo de hoje. E são essas pessoas que fazem a diferença no mundo; são os “loucos”, os que saem da normalidade, e que resistem à hipocrisia, que transformam o mundo; por isso viva os loucos, como afirmou o personagem Policarpo Quaresma em obra homônima, de Lima Barreto.
Assim, louvo a iniciativa de jovens sensíveis (Gabriel Deeaz, Lorena Dias, Gibran di Gesu ,Carol dos Anjos , Henrique Moreira , Patricia Ströher ,Taciano Gouveia,Tiago, Marcus Mesquita ,Bob Maia) do Cineclube Sem Tela e seu coordenador, Marcelo Sousa que, há mais ou menos três anos, tiveram a ideia de criar esse espaço o qual só agora tive a oportunidade de conhecer e de participar.
Sem dúvida essa é uma ótima oportunidade, algo imperdível para os amantes da sétima arte e para toda a sociedade palmense. O cineclube é um espaço para apreciação, debates e aprofundamentos a partir dos filmes.
Na noite de 25 de janeiro o Cineclube Sem Tela exibiu o curta João Solidão ( de André Araujo) e o longa Quincas Berro D’agua (de Sergio Machado), adaptação da obra de Jorge Amado. Em seguida houve um caloroso debate. No próximo domingo teremos nova edição, na Praça da 110 Sul, às 19:30. Conforme informações dos organizadores, a ideia inicial é apreciar e discutir os principais filmes brasileiros de 2010, além disso, a cada sessão serão exibidos vídeos ou filmes (curta-metragens) da produção recente do Estado, o que é fundamental para o conhecimento do potencial tocantinense nessa área. Sem dúvida, começamos muito bem o ano.

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