Excelente matéria. Estamos em um momento paradoxal, de luta contra poderes hegemônicos. O que se vê é a falta de espaço para que o pensamento se desenvolva, em diálogo possível entre formas que aparentam diferenças. E a luta pela defesa de uma decadente hegemonia, na qual o pluralismo não tem espaço e se mantém a tradição.
Na participação que tive como ouvinte em um Seminário realizado neste final de semana, sobre o Controle da mídia, no qual participou o jornalista mentor deste portal (que me convidou a postar um texto), afirmei que existem três tipos de pessoas. AS primeiras são boas, e na medida do possível defenderão aquilo que acreditam ser seus valores e ideais. As segundas são más e se aproveitarão de todos os desvios interpretativos possíveis para criar e alimentar narrativas que demonstram que o mundo é apenas um lugar onde se ganha ou se perde, independente de regras. Tendem a colocar todas as discussões do ponto de vista dos interesses pessoais. Não pretendem que a sociedade evolua sob outros parâmetros que não os da "lei do mais forte". Enfim, podemos seguir infinitamente sobre os maus. E, por último, aqueles que "só jogam em time que ganha", ou seja, pessoas que fortalecem o discurso hegemônico sempre, pois não suportam o diálogo. O pensamento se restringe a uma mera repetição do que alguém, que se perdeu na cadeia infinita compartilhada disse, um grande Big Brother, que serve como voz de controle e de poder. Falta então o desenvolvimento do pensar sob alguns fundamentos comuns.
Espero que Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação da Presidência possibilite o nascimento de um outra imprensa no país.
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