As esquerdas brasileiras não precisaram dos habituais "cem dias" de trégua a um novo Governo para se dividirem em dois ou mais times: uns denunciam Dilma como "neoliberal", outros a consideram a perfeita reencarnação de Lula (o perfeito), alguns acham que um nada tem a ver com o outro, como prega a direita desde antes da posse.

Há os mais intelectualizados, que repetem lições mal-lidas de Lênin ou Marx (ou ambos) para declarar que Dilma é um retrocesso, como estaria provado por sua visita à Folha, entrevistas à programas populares de TV, e recepção ao Obama (o Tio Sam disfarçado de negro).

Há também os que meramente xingam, se indignam, se acham traídos pessoalmente porque lutam contra o PIG e a Presidenta estende-lhe a mão; porque lutam contra cortes de gastos sociais, e Dilma faz alguns ajustes no orçamento iguais aos de um Sarkozy ou um FHC (credo em cruz!). 

Que esquerda é essa, tão ansiosa, tão cobradora? Será a mesma que jamais mobilizou a população por nenhuma razão, durante os governos Lula? Será aquela que briga por Ministérios e milhares de cargos federais e estaduais, em cada Estado e município do País? 

Será a esquerda que não montou um jornal com dez milhões de exemplares diários, com o patrocínio que teria das centrais sindicais e venda de milhares de assinaturas, para confrontar o PIG? Ou será a esquerda que corre atrás das câmeras das Globos?

É a esquerda que aplaudiu a invasão de morros no Rio de Janeiro, sem pensar nas agressões cometidas contra os moradores honestos daquelas áreas? É a esquerda que não promove uma atividade cultural pró-Venezuela, que torce pela morte do Fidel para poder vender camisetas, como vende as do Che? 

 

Cadê os comunistas brasileiros? Cadê os socialistas de verdade, capazes de renunciar a algo por sua ideologia? Onde estão os que acreditam num Outro Mundo Possível? 

Cadê aquele hábito a que todos nos obrigamos, de fazer auto-crítica, permanentemente? Falar nisso hoje me coloca, talvez, como um dinossauro, porque está proibido por consenso (de onde vem, eu imagino...) criticar as esquerdas.

Estou provocando este debate porque tenho vida militante, e estou irritado com a falta de respostas a tantas questões. Dirão alguns que é inoportuno fazê-las, que temos que apoiar o processo (qualquer processo), que alguns gênios no Governo Dilma nos conduzirão por seguros caminhos ao Socialismo com que, presumo, comunistas, socialistas, esquerdistas, devemos sonhar. 

Joguei fora minhas coleiras, faz tempo. Odeio e combato a cada dia a direita-burra. E ela irrita-me tanto quanto a esquerda-burra, ou pior, a oportunista. 

Convido os sinceros homens e mulheres de Esquerda a discutirmos muito, a discordarmos, a buscarmos juntos um caminho que não seja este: o da omissão, ou da cooptação pelo Poder eventual, ou o do individualismo burguês e atrasado. Estamos no século 21, quando até Prestes estaria mais atualizado do que nossa turma. 

Que tal baixarmos a bola, lembrarmos ou lermos de novo os princípios básicos do Socialismo, olharmos para a falência do sistema capitalista (eu o vejo pessoalmente na Europa e nos EUA, sem falar no agora infelicitado Japão), bolarmos propostas factíveis para nosso Brasil e nossa Latino-América? Que tal pararmos com questiúnculas tolas, ditadas pela direita derrotada e seu braço midiático? 

Que tal (e só nós podemos fazê-lo, democraticamente) empurrarmos delicadamente a Dilma para a Esquerda? 

Exibições: 214

Comentário de Marco Antônio Nogueira em 24 março 2011 às 1:07

 

ANTÔNIO BARBOSA,

 

Posso assinar embaixo?

 

Abraço,

 

Marco Nogueira

Comentário de Nonato Pereira em 24 março 2011 às 2:14

Estou aí. Sou um aprendiz. 

Vamos a discussão. Acredito que essa troca de idéias deva contribuir para iluminar

nossos horizontes.

Comentário de Francisco José Corrêa em 24 março 2011 às 4:42

Posso assinar também?

Abraços.

Comentário de Marco Antônio Nogueira em 24 março 2011 às 22:26

 

RITA DE CÁSSIA,

 

Que maravilha essa sua história.

Como você, aqui no BLOG também há

centenas, ou até milhares,

de sonhadores. Sonhemos juntos.

Olhe sua vida é um pouco

parecida com a minha, até

meus 30 anos.

Repito, muito bonito

tudo isso que nos conta.

 

Abraço,

 

Marco Nogueira

Comentário de Nonato Pereira em 25 março 2011 às 0:41
Gostei também das histórias e colocações acima. Entretanto, precisamos nos debruçar sobre as questões levantadas pelo Antonio Barbosa Filho. Uma questão que se torna primária é estabelecer o que é esquerda e com critérios. Não podemos simplesmente ir adjetivando partidos por conta de questões e fatos particulares abordados como se gerais fossem, como temos visto no debate sobre educação.
Pelo que tenho lido percebo a intenção de tornar homogêneo os partidos e considerar de esquerda aqueles que funcionam como braço da direita. Há também a idéia de classificar partidos de direita com ações de extrema direita e de caráter fascista como sendo social democrata.


















.
Comentário de Marco Antônio Nogueira em 25 março 2011 às 9:49

 

NONATO,

 

É isso mesmo.

 

Abraço,

 

Marco Nogueira

Comentário de Antonio Barbosa Filho em 9 abril 2011 às 2:51

Não pretendo aqui discutir a direita-burra. Mas hoje li um texto de um tal Júlio Severo, cujo nome ouvi coberto de elogios pelo velhinho pornô Olavo de Carvalho (aquele que se diz filósofo e vê o mundo tomado por uma articulação estreita entre Obama (que é muçulmano, segundo ele), o Vaticano (invadido por comunistas), os Rockfeller, a KGB, os judeus nos EUA, certamente eu e você que está lendo também...).

Aquelio que eu chamava de direita-burra, agora parece que enlouqueceu de vez! O cara tem a cara-de-pau de afirmar que a tragédia na escola do Realengo tem a ver com o Islã, com Bin Laden! É brincadeira?

Ah, como eu gostaria, enquanto socialista, de ver uma direita minimamente honesta no Brasil, prá nós enfrentarmos democraticamente e derrotarmos pela vontade da maioria do povo brasileiro. Mas cadê essa direita? 

Os capitalistas estão deitando e rolando no Brasil que cresce e no mundo falido. Perguntem aos donos de bancos, seguradoras, corretoras de imóveis, no mundo que foi atingido pela crise de 2008/2009, se perderam um milhão dos muitos que possuem? Todos receberam bônus inimagináveis, e suas firmas foram socorridas pelo dinheiro público, dado pelo maldito Estado, que eles sempre combatem nos discursos e "papers".

A direita-burra brasileira não defende o Capitalismo. Ela apenas odeia tudo que seja de esquerda, ou popular, ou democrático, ou social, ou que iniba de raspão a liberdade de ser bandido com dinheiro. Esses imbecis e criminosos (uns são apenas imbecis, outros têm consciência de que cometem crimes e o fazem deliberadamente, como o Rei do Esgoto, por quem eu adoraria ser processado por tratá-lo como ele trata a todos os que dele divergem: canalha é o mínimo) nem são capitalistas e nem sabem o que seja Socialismo. Eles não têm Pátria, não têm povo: estão à venda, de corpo, alma e cérebro. Nem as putas se entregam tanto ao "patrão" do momento quanto um Reinaldo Azevedo, elemento pernicioso que envergonha a todos nós jornalistas. 

Perdõe-me pelo desabafo e por falar na direita, quando nosso tema é outro, é discutir as fragilidades e confusões da nossa Esquerda, a qual pertenço não mais filiado a partido, mas como cidadão indignado que age todos os dias para um Brasil e um mundo melhores. 

Tapem os narizes, preparem-se para rir, e leiam essa coisa publicada por um dos mais notórios membro e mentores do que chamo a "direita-burra"nativa:

Brasil sofre primeiro ataque terrorista islâmico

Assassino que cometeu chacina no Rio era conhecido como Bin Laden e queria jogar avião contra Cristo Redentor no Rio

Julio Severo
O que foi que matou 12 crianças numa escola do Rio? Foi uma arma? Foi a violência? Foi o preconceito?
De acordo com o jornal Zero Hora, o autor da chacina, Wellington Menezes de Oliveira, tinha preferência pelo islamismo e era fascinado pelo ataque terrorista islâmico contra os EUA em 11 de setembro de 2001.
O sonho dele? Jogar um avião no Cristo Redentor.
Provavelmente, ele matou muitas meninas para encher seu paraíso, pois de acordo com a ideia dos terroristas islâmicos, os que cometem grandes atrocidades contra os “infiéis” e morrem vão para um harém celestial para curtir suas virgens como prêmio.
O próprio primo do chacineiro afirmou que “ele se dizia fundamentalista muçulmano e treinava pilotar aviões, num jogo de computador.”
E o jornal Zero Hora confirma: “Por ter deixado uma longa barba crescer, alguns vizinhos o chamavam de Bin Laden”.
Evidentemente, os progressistas e outros marxistas taparão esse escândalo com outras explicações. Tudo, menos terrorismo islâmico.
E os pais e mães que estão sofrendo nunca mais poderão recuperar seus filhos queridos. Não porque simplesmente a escola estava sem proteção, mas porque o Brasil está entregue a uma covarde ideologia politicamente correta, que ordena a saída das escolas de Deus e seus valores e introduz uma tolerância que traz homossexualismo, em nome da diversidade sexual; islamismo, em nome da diversidade religiosa; e bruxaria africana, em nome da diversidade cultural.
Tira-se Deus, e entra todo tipo de ideologia de tolerância para o mal. Entra o próprio demônio.
Nos EUA, depois que se proibiram orações e leitura da Bíblia nas escolas, essas instituições se tornaram palcos de chacinas, um show macabro que parece que nunca mais vai acabar.
O Brasil acabou de entrar no show macabro, com a ajuda de um adepto do islamismo.
Como deter as chacinas? Colocando policiais nas escolas? E quando surgir o problema de um policial fanático islâmico atacando as escolas? Aí recorreremos ao quê?
O que o Brasil precisa é buscar a Deus. O Brasil precisar chutar a doutrinação homossexual para fora das salas de aula. O Brasil precisa chutar a doutrinação de prostituição para fora das escolas. E precisa enxotar a bruxaria também.
O maior símbolo do Rio de Janeiro é o Cristo Redentor, que é odiado pelo diabo. Talvez fosse por isso que o terrorista islâmico brasileiro o quisesse destruir.
Convidemos o Cristo Redentor — não o de pedra, mas o Vivo — para entrar em nossas escolas. Ele é a nossa única esperança e proteção.

Brasil sofre primeiro ataque terrorista islâmico

Assassino que cometeu chacina no Rio era conhecido como Bin Laden e queria jogar avião contra Cristo Redentor no Rio

Julio Severo
O que foi que matou 12 crianças numa escola do Rio? Foi uma arma? Foi a violência? Foi o preconceito?
De acordo com o jornal Zero Hora, o autor da chacina, Wellington Menezes de Oliveira, tinha preferência pelo islamismo e era fascinado pelo ataque terrorista islâmico contra os EUA em 11 de setembro de 2001.
O sonho dele? Jogar um avião no Cristo Redentor.
Provavelmente, ele matou muitas meninas para encher seu paraíso, pois de acordo com a ideia dos terroristas islâmicos, os que cometem grandes atrocidades contra os “infiéis” e morrem vão para um harém celestial para curtir suas virgens como prêmio.
O próprio primo do chacineiro afirmou que “ele se dizia fundamentalista muçulmano e treinava pilotar aviões, num jogo de computador.”
E o jornal Zero Hora confirma: “Por ter deixado uma longa barba crescer, alguns vizinhos o chamavam de Bin Laden”.
Evidentemente, os progressistas e outros marxistas taparão esse escândalo com outras explicações. Tudo, menos terrorismo islâmico.
E os pais e mães que estão sofrendo nunca mais poderão recuperar seus filhos queridos. Não porque simplesmente a escola estava sem proteção, mas porque o Brasil está entregue a uma covarde ideologia politicamente correta, que ordena a saída das escolas de Deus e seus valores e introduz uma tolerância que traz homossexualismo, em nome da diversidade sexual; islamismo, em nome da diversidade religiosa; e bruxaria africana, em nome da diversidade cultural.
Tira-se Deus, e entra todo tipo de ideologia de tolerância para o mal. Entra o próprio demônio.
Nos EUA, depois que se proibiram orações e leitura da Bíblia nas escolas, essas instituições se tornaram palcos de chacinas, um show macabro que parece que nunca mais vai acabar.
O Brasil acabou de entrar no show macabro, com a ajuda de um adepto do islamismo.
Como deter as chacinas? Colocando policiais nas escolas? E quando surgir o problema de um policial fanático islâmico atacando as escolas? Aí recorreremos ao quê?
O que o Brasil precisa é buscar a Deus. O Brasil precisar chutar a doutrinação homossexual para fora das salas de aula. O Brasil precisa chutar a doutrinação de prostituição para fora das escolas. E precisa enxotar a bruxaria também.
O maior símbolo do Rio de Janeiro é o Cristo Redentor, que é odiado pelo diabo. Talvez fosse por isso que o terrorista islâmico brasileiro o quisesse destruir.
Convidemos o Cristo Redentor — não o de pedra, mas o Vivo — para entrar em nossas escolas. Ele é a nossa única esperança e proteção.

 

Comentário de Nonato Pereira em 9 abril 2011 às 4:55

Quando a televisão mostrou, faz tempo, crianças palestinas sendo treinadas para resistir aos ataques criminosos das forças de Israel ouvi alguém dizer que era absurdo e que aquelas crianças chacinariam...e que era o fim do mundo, etc. Nunca elas chacinaram, muito pelo contrário são chacinadas pelo estado terrorista de Israel e não veja essa gente de "boas" intenções se manifestar.

Mas as crianças dos USA, como quer o Júlio Severo com ícones cristãos por todos os lados, com seu bom deus, e que nunca viram um AK47 como as crianças palestinas, e que nas suas casas e nas suas escolas se debruças sobre  bíblias é que cometeram e que cometem, quase que semanalmente, fuzilamentos de seus colegas. Imaginem quantos Julios Severos esbravejariam se uma criança palestina fosse a uma escola e fuzilasse uns três coleguinhas. Seria o fim dos tempos, Maomé seria taxado, como já o foi, como sendo o mal e Jesus como o bem. Alá seria tratado como sendo o diabo e Yaveh  como o deus de amor e bondade. Mas foram e são os cristãozinhos dos USA que servem de modelo de violência ao mundo e esse atirador e Realengo que se dizia maometano, praticou exatamente o que os santos meninos dos USA já praticaram e praticam. Do mesmo jeito sem esquecer nenhum detalhe, a não ser o fato de ser brasileiro.

Alegar que o atirador do Realengo o fez porque esse tipo de violência é intrínseca ao maometanismo é tão estúpido como pensar que a terra ilumina o sol e mais, é esquecer as atrocidades cometidas pelo cristianismo contra os seguidores de Alá e contra os próprios cristãos. Ou o senhor Júlio esquece ou não sabe o que foi a Primeira Cruzada organizada na Europa para expulsar os maometanos que haviam parcialmente tomado Constantinopla? E o quê fizeram os cruzados depois de terem vencido os maometanos? Chacinaram os próprios cristãos de Constantinopla. Então, penso que generalizar um fato isolado e querer que um Estado Laico se ornamente de icones de uma dada religião só porque é a minha é inaceitável. Aliás essa postura nega a essência da religião de um deus único.

Comentário de Antonio Barbosa Filho em 9 abril 2011 às 13:50

A jornalista Maria Inês Nassif, no jornal Valor, entrevistou o ex-ministro Bresser Pereira, que acaba de deixar o PSDB. Para subsidiar nossas discussões, sugiro que leiam o texto completo, onde se tem uma boa explicação para a caminhada do PSDB para a direita, e a transformação do PT, de partido que nasceu revolucionário, para um partido social-democrata. 

Aqui dois trechos, como aperitivo, recomendando a leitura da íntegra no link abaixo:

Valor: Quando o senhor considera que o PSDB começa essa trajetória para a direita?


Bresser-Pereira: O Fernando Henrique teve dois azares: o primeiro foi que governou o país no auge absoluto do neoliberalismo, enquanto Lula governou no momento em que o neoliberalismo começa a entrar em crise; e o segundo é que seu governo não gozou do aumento dos preços das commodities de que o Lula desfrutou. Mas o fato concreto é que no governo Fernando Henrique o partido já caminhava para a direita muito claramente. Daí o PT ganhou a eleição e assumiu uma posição de centro-esquerda, tornou-se o partido social-democrata brasileiro — e o PSDB, naturalmente, continuou sua marcha acelerada para a direita. Nas últimas eleições, ele foi o partido dos ricos. Isso, desde 2006. É a primeira vez na história do Brasil que nós temos eleições em que é absolutamente nítida a distinção entre a direita e a esquerda, ou seja, entre os pobres e a classe média e os ricos. E um partido desse não me serve, seja pela minha posição social-democrata, seja pela minha posição nacionalista econômica – tenho horror profundo e absoluto do nacionalismo étnico. Acho que a globalização é uma grande competição a nível mundial, quando todos os mercados se abriram, e passou a haver uma competição global não apenas das empresas, mas dos países. E você precisa, mais do que nunca, uma estratégia nacional de desenvolvimento.


Valor: Retomar a ideia de nação, que ficou meio apagada nos anos 90?


Bresser-Pereira: Isso, retomar a ideia de nação. E a própria ideia de centro-esquerda, que ficou um pouco apagada nesse período. Às vezes me perguntam: “Se você não é mais um membro do PSDB, foram eles que mudaram ou você?” Fomos os dois. Eles mudaram mais para a direita e eu mudei um pouco mais para a esquerda. Recuperei algumas ideias nacionalistas que achava muito importantes. E consegui desenvolver – e isso é rigorosamente novo – uma macroeconomia estruturalista do desenvolvimento. São três livros: o que tem a teoria política (“Construindo o Estado Republicano”), que saiu em 2004 pela Oxford University Press, e no Brasil em 2009; um livro econômico, “Globalização e Competição”; e um de teoria social, que estou terminando e vou enviar para uma editora agora (“Capital, Organização e Crise Global: Teoria Social para o Longo Século XX: 1900-2008″). Uma coisa importante também é que, nesses 11 anos, pela primeira vez na minha vida, desde 1959/61, sou intelectual em tempo integral. Como não faço outra coisa a não ser isso, as ideias se organizaram, se estruturaram. Estou muito ativo.

 

Sobre a "demonização" dos políticos: 

 

Valor: A quem isso serve?


Bresser-Pereira: Isso é muito claro. Eu uso uma frase do Jacques Rancière, sociólogo político francês, de esquerda, sobre o ódio à democracia. A democracia sempre foi uma demanda dos pobres, dos trabalhadores, de classes médias republicanas, nunca foi dos ricos. Os ricos odeiam a democracia, embora digam que defendem. Eles sabem que a democracia não vai expropriá-los, que a ditadura da maioria não vai expropriá-los, mas eles continuam liberais e, se não têm ódio, pelo menos têm medo da democracia. E qual a melhor forma de neutralizar a democracia? São duas. Uma é fazer campanhas eleitorais muito caras. Então, financiamento público de campanha, jamais. Rico não aceita isso em hipótese alguma. A outra estratégia é desmoralizar os políticos.


http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/04/08/bresser-deixa-...

 

Comentário de Jorge Alam em 23 maio 2011 às 19:44
Cara, to apanhando pra divulgar o seguinte evento na comunidade américa latina, e acho que é de interesse dos interessados no grupo: http://www.39semanadefilosofiaunb.blogspot.com/

Comentar

Você precisa ser um membro de Portal Luis Nassif para adicionar comentários!

Entrar em Portal Luis Nassif

Publicidade

© 2019   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço