Comunidade Europeia aumenta investimento em atanol de segunda geração no Paraná

VIVIANE MAIA
Da Redação - ADV


A multinacional dinamarquesa Novozymes, que produz enzimas industriais em Araucária, na região metropolitana de Curitiba (PR), firmou parceria com um grupo de empresas e instituições para desenvolverem tecnologia de produção de etanol de segunda geração, combustível produzido a partir da celulose. A pesquisa tem prazo de dois anos e será financiada pelo Serviço de Informações em Pesquisa e Desenvolvimento da Comunidade Europeia (Cordis, na sigla em inglês), que repassará 1,6 milhão de euros (cerca de R$ 4,8 milhões) para o projeto.

Além da Novozymes brasileira e de sua matriz, na Dinamarca, compõem a parceria o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), de Piracicaba (SP), a Universidade de Lund, na Suécia, e a Universidade Federal do Paraná (UFPR). Cada empresa ou instituição terá uma função específica no projeto e receberá aproximadamente 320 mil euros (R$ 960 mil). O objetivo é alcançar a mesma qualidade na produção de etanol de segunda geração, como existe com a tecnologia do álcool convencional.

Enquanto o etanol convencional é feito, geralmente, a partir da fermentação do caldo da cana-de-açúcar ou do amido de milho, o combustível de segunda geração tem como matéria-prima biomassas que tenham em sua composição celulose e hemicelulose, como serragem, restos de madeira, palha de milho, capim, bagaço de cana e até pasta de papel.

Segundo afirmou o presidente da Novozymes na América Latina, Pedro Luiz Fernandes, ao Jornal Gazeta do Povo (22/3), até, no máximo, meados de 2010, as pesquisas já terão definido quais enzimas permitirão a produção de etanol celulósico, com viabilidade comercial. Entretanto ele considera que a maior dificuldade na adoção do combustível celulósico em escala comercial está na quebra das longas cadeias químicas da celulose e da hemicelulose.

“O processo, mais complexo que a fermentação que gera o álcool convencional, pode se dar de duas formas: pela hidrólise ácida, que usa um ácido para romper a cadeia celulósica, ou pela hidrólise enzimática, a vertente mais promissora. Já existem tecnologias, enzimas que funcionam. O problema é que não são viáveis, pois tornam o preço final do álcool muito caro, incapaz de competir com o etanol convencional”, explicou Fernandes.

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