[Wilson Inacio]  A Palavra “Conectividade” é mais do que um “neologismo” frente à efêmera e dinâmica comunicação a partir da suposta pós-modernidade em que vivemos. É antes de tudo estar “mergulhado” em um novo universo. O universo virtual. “A virtualização... consiste em uma passagem do actual ao virtual...” (LÉVY, 1996, p.17). virtual é potencializar todos os canais de informação, é um campo aberto a ser destrinchado. Podemos falar em conectividade nas mais distintas esferas ou segmentos em nossa sociedade, fazendo-se uso da tecnologia.
O acesso a essa tecnologia vem crescendo famigeradamente dia após dia como uma infindável bola de neve que nos atinge cada vez mais a todo instante. Hoje estar conectado significa, interagir com um mundo de possibilidades e a quebra das fronteiras geográficas, unindo pessoas e culturas. Gerando uma ruptura de padrões, que se faz necessária uma reflexão e um discernimento maior, sobre o uso coerente desses novos meios de comunicação e como se processa toda essa informação. Ou seja: esse excesso de informação tem que ser “filtrado” para se evitar um empobrecimento cognitivo no sentido amplo da palavra, para se fazer valer tudo que realmente acrescente e contribua para a evolução social, econômica, cultural e artística. No âmbito artístico tudo isso se processa de forma interativa, descolando o espectador, do estado de elemento passivo a um interventor. Hoje ele se conecta, navegando por hipertexto, estímulos auditivos e visuais, permitidos pela arte eletrônica, numa interação homem-máquina.
O computador entre outros meios serve como instrumento, veículo e ferramenta de ligação a uma nova realidade inovadora na criação. Esse novo imaginário se apresenta de forma híbrida, autônoma e distancia-se do discurso e do racionalismo exacerbado da arte moderna, indo ao encontro do experimentalismo, a desmaterialização e a desconstrução do objeto artístico, desvelando a civilização virtual. O artista contemporâneo compartilha todo o seu âmago e subjetividade, nesse processo de virtualização em busca da quebra do sentido tempo-espaço. Nesse sentido poderia até imaginar como se comportariam gênios como Van Gogh operando em bits, fazendo seus corvos sobrevoarem os trigais.

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