Consciência Negra. Afinal, onde está o racismo??? (ou 'Sobre o combate ao racismo de Morgan Freeman)',

Ao ler o post 'Morgan Freeman em 40 segundos: como combater o racismo?', de José Roberto Ferreira Ferreira Militao, onde frisa que "(...) na condição de ativista contra o racismo, defendo a destruição do conceito de ´raça humana´ e mais ainda, compreendo que somente racistas aceitam o estado patrocinando a ´raça estatal´ e as políticas públicas em bases raciais...", recordei-me imediatamente de uma notícia veiculada nas mídias sociais, sobre um lançamento da Adidas que, acusada de racismo, não lançou seu 'produto'.

No mês de junho, a fabricante Adidas anunciou em sua página do Facebook o lançamento desse novo tênis, desenhado por um de seus estilistas. O calçado traria pulseiras de borracha simulando correntes, o que foi interpretado por muitos internautas como uma referência à escravidão.

A empresa removeu a postagem na página do Facebook e anunciou que o modelo não seria comercializado, defendendo o estilista, para quem apenas seria um modelo alegre e original, pedindo desculpas a quem se sentiu ofendido.

Contextualizando a imagem do tênis da Adidas no post de José Roberto, a questão que colocamos é esta: onde está o racismo?  É dispensável dizer que não está no mero produto-mercadoria, um tênis, , e nem tanto no significante, simples 'trabalho intelectual' (até ali, um projeto), mas no significado determinado pela dialetização da ideologia racial, dos que discriminam, dos que mandam, os quais podem ser "brancos" ou outros, com os 'oprimidos', com quem é mandado, do 'escravizado'. 

E certeiro, agudo, contundente, à indagação de como vamos nos livrar do racismo, Freeman responde: "parando de falar sobre isso. Eu paro de chamá-lo de branco. E o que eu lhe peço é que pare de me chamar ... de negro!"    

Talvez não seja tão simples como Morgan Freeman nos aduz, mas certamente, é uma de suas chaves, exatamente no campo do signo, do simbólico, para transcender o que é factual, a acentuação de traço numa simbiose entre cor e história, para a extinção desta aberração conceitual de 'raça', que ainda encontra usos encharcados  de paixão e ódio, sem quaisquer racionalidades. 

 

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