COOPERAÇÃO INTERNACIONAL, SIM. INTERNACIONALIZAÇÃO, NÃO!

Qual o papel da cooperação internacional?
por: Alain Rouelan

A "internacionalização" da Amazônia é uma reinvindicação inaceitável para os países da Amazônia.
Mas isso não impede de procurar a colaboração, cooperação, alianças.
Temos de nos juntar às forças democráticas dos países amazônicos que denunciam a devastação (sobretudo porque parte dessa devastação é responsabilidade de empresas estrangeiras: América do Norte, Europa,
Ásia ...).
Para o sucesso do desenvolvimento sustentável, temos de trabalhar juntos:
- Politicamente, com as organizações (políticas, sindicais, associações) que tem essa mesma filosofia;
- Cientificamente, com instituições de pesquisa e com as pessoas;
- Tecnicamente, com ONGs, com as populações, com o governo, com as empresas.


QUEL RÔLE POUR LA COOPÉRATION INTERNATIONALE ?
Alain Rouelan

L'"internationalisation" de l'Amazonie est une revendication inacceptable par les pays établis en Amazonie.
Mais cela n'empêche pas de rechercher des collaborations, des coopérations, des alliances.
Il faut se joindre aux forces démocratiques des pays amazoniens qui dénoncent la dévastation en cours (d'autant plus que partie de cette dévastation est l'œuvre d'entreprises étrangères : nord-américaines,
européennes, asiatiques …).
Pour la réussite du développement durable, il faut collaborer :
- politiquement, avec les organisations (politiques, syndicales, associatives) qui vont dans ce sens ;
- scientifiquement, avec les institutions de recherche et avec les populations ;
- techniquement, avec les ONG, avec les populations, avec les administrations, avec les entreprises.

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Quem é Prof. Dr. Alain Ruellan?

Ruellan

Professor Emérito de Ciência do Solo.
(relações Norte-Sul, desenvolvimento sustentável).
Solos, Sustentabilidade, Brasil, Amazônia


A nossa Gestora Ambiental na França foi ao seu encontro em Montpellier - França, onde ele vive atualmente, para apresentar o projeto Expedição VILLAS-BÔAS pelo Brasil e convida-lo a fazer parte de nossa equipe e apoiar nossas propostas em relação ao Desenvolvimento Sustentável Amazônico. Profundo conhecedor dos problemas “in-loco”, pois além do trabalho no Paraná morou no Estado do Amapá por muitos anos. Debruçou-se nos problemas de solo e agricultura também em outros Estados. Recebeu honrarias como pesquisador emérito.

De pronto o prof. Dr. Ruellan aceitou nossa proposta, pois já havia nos pesquisado, e também lido a tese da Prof. Dra. Carla Cristina C. Daher.

Colocou seu conhecimento a nossa disposição e disse que se tiver ainda forças físicas, terá um grande prazer em estar conosco tanto na cidade de Lyon ou Paris onde faremos nosso Workshop, evento em que apresentaremos o projeto para cerca de 39 empresas afim de captarmos os recursos necessários para primeira fase da primeira etapa- Ilha do Marajó.

Ele pretende também voltar aos solos brasileiros, terra que ele dedicou parte da sua vida e que tanto respeita, como ele mesmo relata acima. Segundo ele, a solução esta em nossas mãos e condena a interferência absurda internacional, como alguns propagam, principalmente o sr. dono da verdade “Al Gore”.

Paulo Celso VILLAS BOAS
Presidente da Fundação Villas-Bôas

Vejam matéria abaixo:

10/01/2006 PROF. ALAIN RUELLAN VISITA A REGIÃO
FONTE:

Depois de cinco dias viajando por cidades dos Campos das Vertentes, o professor francês Alain Ruellan, professor emérito em Ciência do Solo, da Universidade Agropolis, de Montpellier, na França, reuniu-se com representantes de Prefeituras para apresentar suas observações sobre o solo da região. A reunião ocorreu no dia 25 de novembro de 2005, em Nazareno, e revelou um problema sério para uma região economicamente dependente das atividades agropecuárias.

“Eu fiquei impressionado com o problema da erosão, que é literalmente destruidor. Se a população não reagir, terá problemas com o solo daqui a 10, 20 anos”, alertou o professor, que visitou as Vertentes a convite do Projeto Maria de Barro, depois de participar do lançamento da Campanha de Mobilização dos Solos, no dia 18 de novembro, em Belo Horizonte.

A prefeita de Bom Sucesso, Cláudia do Carmo Martins de Barros, que participou da reunião, disse que ficou surpresa com as observações feitas pelo professor. “Eu fico um pouco assustada, porque essas informações são o contrário do que sempre acreditamos: que o nosso solo é bom, que aqui se plantando tudo dá”, revelou.

Em sua visita à região, acompanhado pela documentarista Françoise Ruellan, especialista em Solidariedade Internacional, Alain Ruellan conversou com agricultores e conheceu experiências que estão dando certo, como a produção de candeia, no município de Carrancas. A candeia é uma planta muito utilizada na indústria de cosméticos e que se desenvolve bem em solos pobres e rasos, por isso, seu uso na recuperação de voçorocas é visto com otimismo pelos especialistas.

Comprometimento

Durante a reunião, Alain Ruellan chamou a atenção para a importância do comprometimento com a questão do solo e parabenizou o Projeto Maria de Barro pelo trabalho. “Com o Projeto, começou nessa região uma dinâmica muito importante de discussão sobre o papel do solo”, elogiou.

Para o professor, no entanto, é importante que todos envolvam-se com o problema, em busca de soluções. “Essa luta não deve ser unicamente dos especialistas. É preciso a colaboração dos responsáveis políticos,
técnicos e população”, orientou.

Segundo Alain Ruellan, a educação ambiental deve ser enfatizada para promover o comprometimento de todos, com destaque para a formação das crianças e jovens. “A conscientização deve explorar a curiosidade das crianças. Elas devem ser incentivadas a mexer, a brincar com o solo. É preciso mostrar a beleza do solo, sua integração com as plantas, com as paisagens. As crianças gostam do solo; são os pais que reprimem”, afirmou o professor.

Pesquisa

Aos especialistas e estudiosos da área, Alain Ruellan indicou a necessidade de pesquisas científicas a serem realizadas na região. “É preciso fazer um esforço para conhecer melhor a região. Os solos da região não são bem conhecidos. É preciso conhecer a relação entre agricultores e solo. A agricultura de pastagem, como é feita aqui, não conserva, degrada”,
informou.

Para verificar cientificamente os problemas do solo, o professor afirmou que é necessário um estudo sobre as rochas da região,os diferentes tipos de alteração da rocha, a relação da tipologia do solo com as rochas, entre outros fatores. Também deve ser estudada, segundo Alain Ruellan, a realidade das sociedades humanas, principalmente dos agricultores, para identificar o que já sabem, o que fazem e o que querem fazer. A terceira orientação do professor é para que se pesquise a relação do sistema de solo com o sistema humano.“Isso deve ser feito com a participação da população e dos responsáveis políticos”, destacou.

Pesquisando_solo

Reconhecimento

Depois de sua passagem por Minas Gerais, Alain Ruellan viajou para o Paraná, onde recebeu o título de professor Doutor Honoris Causa da Universidade
Estadual de Londrina (UEL). O título foi concedido em reconhecimento ao trabalho de Alain Ruellan que, há mais de 15 anos, desenvolve pesquisas com a participação de professores da UEL.

A cerimônia reuniu a reitora Lygia Pupatto, o vice-reitor Eduardo Di Mauro, o presidente da Sociedade Rural do Paraná, Edson Neme Fernandes Ruiz, o presidente do Instituto Agronômico do Paraná, Tiago Pellini, membros do Conselho Universitário, assessores, professores e funcionários da UEL. Lygia Puppato expressou o orgulho da Universidade em prestar homenagem ao cientista e destacou que, a partir de então, o doutor Alain Ruellan
estaria ao lado de Dom Paulo Evaristo Arns, o cardeal de São Paulo que lutou contra a violência da ditadura militar; do doutor Albert Sabin, um gigante da Saúde Pública mundial; do doutor César Lattes, o mais brilhante cientista brasileiro; e do bispo sul-africano Desmond Tutu, prêmio Nobel da Paz, todos agraciados pela UEL com o mesma honraria.

Alain Ruellan nasceu em 7 de agosto de 1931, em Bourg-la-Reine, na França. É Engenheiro Agrícola, pela Escola Superior de Agricultura de Rennes, Geomorfologista pela Escola Prática de Estudos Avançados de Paris, Cientista de Solo, pelo Serviço de Pesquisa Científica e Técnica do Além-Mar (Orstom), atual Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IRD), em Paris, e Doutor em Ciências Naturais, pela Universidade de Estrasburgo, na França.

O homenageado agradeceu o título com uma declaração de amor ao Brasil. “O Brasil sempre foi para mim a
grande chance de minha vida. É a minha segunda pátria, me sinto um cidadão brasileiro”, afirmou.

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