Portal Luis Nassif

Crédito educacional atenderá curso técnico e pós-graduação

GLEYSON PEREIRA
Da Redação - Jornal Cash


O governo federal acena com mudanças significativas para a concessão de crédito através do Fies (Financiamento Estudantil) – programa que, através de uma linha de crédito especial, paga até 100% das mensalidades de 500 mil universitários em todo o país. De acordo com a proposta, em análise na Comissão de Seguridade Social da Câmara, o novo modelo passará a atender estudantes do ensino médio técnico e também de mestrado ou doutorado. A gestão total do programa, inclusive de todos os contratos vigentes, passaria a ser realizada pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).

“As medidas devem ampliar a cobertura do programa, atendendo mais brasileiros dispostos a fazer cursos de especialização”, afirmou, em entrevista ao Cash, a secretária de educação superior do MEC (Ministério da Educação), Maria Paula Dallari Bucci. De acordo com ela, espera-se que as novas regras entrem em vigor ainda neste ano. “A proposta não encontra resistência e deve ser aprovada rapidamente para ajustar uma lei já em vigor, pela qual muitos brasileiros são beneficiados”, informa.

Mais vagas

Com a alteração das regras do crédito estudantil, o governo pretende ampliar o número de estudantes beneficiados pelo programa. Acredita-se que as novas medidas atendam mais 135 mil alunos em todo o país. Segundo informaram os ministros Fernando Haddad, da Educação, e Guido Mantega, da Fazenda, as mudanças devem ajustar as condições concretas de operação após oito anos de experiência do Fies, que passa por adequações desde 2001.

As novas regras também incluem a possibilidade do financiamento a outros agentes financeiros, ou seja, a concessão estaria disponível tanto na Caixa Econômica Federal, único agente do programa atual, quanto nos bancos privados. A expectativa é que, com a concorrência, o estudante seja beneficiado com uma maior redução nas taxas de juros. Atualmente, o Fies cobra juros de 3,5% ao ano para cursos de licenciatura, e 6,5% para o financiamento das demais formações.

Para que o risco da concessão do empréstimo não seja assumido somente pelos agentes financeiros, a responsabilidade também é repassada às instituições de ensino, que se tornam “devedores solidários”. Os estabelecimentos, em dia com o Fisco, devem assumir 15% do risco. Já as faculdades inadimplentes com a União responderão por 30%.

Pagamento

Através do Fies, o estudante beneficiado tem até 100 meses para pagar o empréstimo – por um bom período o pagamento é simbólico, para efeito de amortização dos juros. Pelas novas regras, há opção para a quitação do financiamento através de trabalho. “A possibilidade é voltada para os alunos dos cursos de pedagogia ou da área de saúde que atuarem na rede pública”, explica Maria Paula.

A normas para a formalização do trabalho como forma de pagamento, estipulam a carga horária: a cada 20 horas semanais trabalhadas em um mês, o estudante desconta 1% da dívida. Os alunos de saúde poderão atuar no PSF (Programa Saúde da Família). Já os da área de educação têm a possibilidade de trabalhar como professor monitor em escolas públicas.

Para participar do Fies, a universidade deve estar cadastrada no programa e com avaliação positiva do Ministério da Educação. Para atestar se sua instituição está incluída, além de outras informações, acesse aqui.

Além do Fies, o estudante tem como alternativa as linhas de crédito especiais para o financiamento de cursos de pós-graduação nos bancos privados. O Cash consultou as principais delas, já que a liberação do empréstimo pode significar um desconto junto à instituição de ensino.

Especialização

Interessados em turbinar o currículo com cursos de especialização têm como alternativa ao Fies as linhas de financiamento disponíveis em instituições financeiras. É possível parcelar o empréstimo, com valores concedidos de até 100% do preço cobrado pela instituição de ensino, em até 60 vezes (caso do CDC do Banco do Brasil), com juros mensais que variam de 1,95% a 2,95% mensais.

Onde pedir

O Santander tem os juros mais acessíveis para o prazo máximo de 36 parcelas: 1,95% ao mês. É possível financiar o valor total dos estudos, mas o limite varia conforme o perfil do cliente. A primeira parcela pode ser paga em até 90 dias. A Caixa possui diversas opções nesta seara. O cliente pode optar pelo empréstimo através do crédito consignado (desconto em folha), desde que trabalhe em empresa conveniada ao banco. Os juros variam de acordo com o número de parcelas, mas a taxa mínima é de 2,60% ao mês. A instituição financia até R$ 30 mil.

No Bradesco, a taxa de juros é de 2,43% ao mês. O prazo para pagamento é o mesmo, ou seja, 36 meses, e são concedidos empréstimos de até R$ 40 mil. Veja tabela com as taxas:

De acordo com a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro-Teste), linhas de crédito específicas são mais em conta do que um empréstimo pessoal. É isso o que ocorre, por exemplo, no financiamento para a compra de automóvel e para o pagamento de cursos. Porém, conforme orienta a economista da entidade, Hessia Costilla, toda tomada de crédito deve ser feita com cautela.

“Tenha em mente que o uso do crédito deve ser feito com cuidado, só para fins extremamente necessários e urgentes, quando não é possível esperar para juntar o dinheiro e pagar à vista”, avisa. Ainda segundo ela, todo parcelamento – por menores que pareçam ser as parcelas – é uma dívida sobre a qual incidem juros e, por um bom período, vai comprometer a renda do contratante.

Exibições: 140

Comentar

Você precisa ser um membro de Portal Luis Nassif para adicionar comentários!

Entrar em Portal Luis Nassif

Publicidade

© 2018   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço