
Tal qual os mercados urgem regulação, para que se evite novas graves crises econômicas e sociais, como as de 2009 e a mais recente na Europa, resultados da cobiça desenfreada, da amoralidade das grandes corporações, total falta de compromisso com as demandas sociais e do comportamento aético dos global players, a grande imprensa precisa ser regulada.
Esta comparação não é mera ilustração, mas uma constatação da necessidade premente de controles externos sobre o modo operante das grandes corporações de mídia.
O modelo predominante é o de concentração das grandes empresas de comunicação, eliminando a competitividade do setor, o que, consequentemente, tem levado ao monopólio da informação carimbada pela imprensa como subsídio "fidedigno" da realidade vigente.
A grande mídia, tal como uma grande corporação, possui um modelo de produção industrial baseado na uniformidade de seus produtos, grande alcance de sedução sobre seus potenciais clientes, controle do conteúdo distribuído, entre outros fatores similares.
A concentração nas mãos de poucos grupos midiáticos que absorvem, adquirem ou mesmo destroem seus pequenos e médios concorrentes locais, provoca um controle nefasto sobre a versão da realidade que será comercializada, influenciando a percepção de momento da grande maioria do público, sua audiência, seus clientes.
As versões distribuídas, ou melhor, os produtos manufaturados uniformemente, sob medidas padrões, formam um ambiente estéril de discussão, impróprio para a diversidade de todos os gêneros.
A sociedade perde conteúdo, quando está sob influência de um modelo que prestigia a "montagem de seus produtos" em poucas versões...
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