O cartunista americano Robert Crumb, ícone da contracultura dos anos 1960, pai de 'Fritz, the Cat', Mr. Natural, Angelfood e
Devil Girl, concluiu um trabalho iniciado em 2005: o 1° livro da Bíblia
ilustrado em detalhes. Nada ficou de fora; Crumb respeitou palavra
por palavra o texto original (Bíblia na tradução de Robert Alter).

A edição brasileira do livro (capa acima), da Conrad Editora, tem 216 páginas
e a tradução é de Rogério de Campos.

Crumb, 66 anos, vive há 18 na França, onde continua a dizer que não se sente bem em nenhum lugar e a desprezar solenemente a cultura americana.

Todas as idiossincrasias bíblicas foram contempladas por Crumb. Deus "é duro, severo, patriarcal e tribal. Cuida de sua tribo, os hebreus, que pressionam os outros. (...) A coisa toda, antes de ser escrita, foi mantida pela voz do homem. Algumas das histórias, com isso, perderam todo o sentido".

O apego ferrenho de Crumb ao texto bíblico dividiu a crítica. Há quem ache que, por não ter sido editado, é carregado, repetitivo demais. Mas a maioria aplaude entusiasticamente a obra, considerando-a um 'must'.

Curiosamente, o próprio Crumb, no lançamento internacional do livro, teria dito que "não conseguiria agradar verdadeiros crentes, por estar brincando com seus textos sagrados".

Estranho. Como estar "brincando" com os textos sagrados, se o autor, segundo todos, nada mais fez do que retratar fielmente o que neles está exposto?

(Acima, capa da edição brasileira; tirinha da edição em inglês e foto de Crumb nos anos 1970).

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