Da Carta Maior: Meio Ambiente - A Crise...



A crise e a aposta de Ignacy Sachs para a Rio-2012

A urgência ambiental tem um encontro marcado no Brasil em 2012: o país sediará a Cúpula da Terra, o mais importante fórum da ONU sobre as agendas, compromissos e diretrizes em torno de um novo padrão de relação entre desenvolvimento e meio ambiente. O que a sustentabilidade do século XXI pode esperar de Estados inabilitados para sustentar a própria contabilidade? Em entrevista exclusiva à Carta Maior, o economista e sociólogo Ignacy Sachs apresenta as linhas gerais de uma proposta que pode ser o elo entre forças e agendas ainda desencontradas, mas de cuja afinidade depende em grande parte o êxito ou o fracasso da intervenção brasileira na Rio-2012 e, por que não, da própria cúpula.


Como será feita a eliminação do excesso?

Essa é a grande questão. Vamos aos indícios que levam a resposta:

  1. A contínua, crescente e intervencionista militarização dos Estados Unidos da América dá um indício claro de como se desenha essa “eliminação” do excesso do contingente humano. Hoje, os Estados Unidos da América são a “cabeça” do sistema econômico/militar imperialista. Mas não é só isso;

  2. A radicalização do liberalismo econômico justamente no continente europeu (tradicionalmente associado ao bem estar social) com todas as suas consequências dá outro indício de como será eliminado o excesso. O neoliberalismo está transformando alguns paradigmas morais com soluções antiéticas e imorais.

  3. A concentração do poder REINANTE sobre a mídia, entre outras coisas sufoca e amordaça povos inteiros, alijando-os do direito a livre expressão de suas culturas, tanto em nível nacional, com em nível nacional. Lembremos a grande falácia que sustentou o argumento da invasão do Iraque;

  4. A ideologia reinante abomina o PLANEJAMENTO e a REGULAÇÃO em detrimento do fluxo de capitais livres, que nos últimos 30 anos levou o sistema a beira do colapso.

Resumidamente podemos concluir, que a resposta a essa questão capital está se desenhando pela exclusão/eliminação pura e simples desse excesso do contingente humano, até mesmo pela cobiça que reina sobre os recursos naturais remanescentes. Na realidade, a discussão sobre o controle demográfico está colocado de uma forma hora confusa, hora hipócrita, hora imoral. É de consenso que aceitamos que o planeta não suporta a elevação desse contingente, tampouco os modelos teóricos que levam a esse consenso carecem de fundamentação. Então, só resta à países como o Brasil renunciar aos modelos econômicos neoliberais, encarar de frente as questões populacionais, fortalecer os Estados nacionais, estabelecer fortemente os marcos de um amplo planejamento populacional e econômico, além de formar alianças e acordos militares com seus congêneres. Entre outras coisas também de vital importância está a regulação da MÍDIA, para permitir a discussão transparente dos problemas que afetam a esses povos de forma transparente e democrática. A questão ecológica é de vital importância para a nossa própria sobrevivência no planeta e a sua solução dará o formato da civilização do futuro.

Cristino Janja

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