De Dom João VI ao Presidente do Senado José Sarney

É inacreditável,mas parece que nós, brasileiros, ainda não nos acostumanos com a idéia de que o nosso país sempre foi um celeiro de escândalos- se remontarmos à nossa historiografia, perceberemos que , desde nossa colonização, os cidadãos foram vitmados pelas castas dominantes- exemplo indiscutível, foi a atitude de Dom João VI que, ao retornar a Portugal, levou,como souvenir o ouro ,depositado no Banco do Brasil-o espólio, certamente foi um dos maiores desfalques que a dita instituição financeira, desde sua fundação, foi efetivado-ainda relembrando nossos tempos de colonizados (aliás, uma colonização mais sincera do que a de hoje, onde sofremos a colonização cultural, advinda dos países que nos importam seus valores e sua língua, como língua matter), basta-nos relembrar os títulos nobiliárquicos, que eram vendidos, ou pela Igreja Católica ( e aí iniciamos o comércio do escambo) pelas indulgências, a entrada ao céu e o perdão dos pecados em troca de um lugar nos estamentos da nobreza)- e os próprios membros da família real que, por algum motivo pessoal , também concediam aos comerciantes abastados títulos , onde um burgês era alçado à condição de um conde ou de um duque- a hemodiálise já era utilizada, visto que a substituição do sangue vermelho era logo realizada e os afortunados passavam a ter sangue azul- no início de nossa República, a chamada República Provisória, o ministro da Justiça,nosso velho conhecido Rui Barbosa, renegociou a dívida externa com a Inglaterra, processo este denominado Encilhamento, onde, a burguesia crescente, poderia pegar empréstimos com o Banco do Brasil e, qdo chegava o prazo de quitar sua dívida, nada era feito, ou seja- a dívida interna do Brasil aumentou e outra renegociação com a Inglaterra foi efetuada, o que, evidentemente, aumentou ainda mais nossa dívida externa- passadas décadas, os escâncalos se acumularam e, durante o Governo Militar, verdadeiras obras faraônicas foram construídas, como Angra I e Angra II, estas elefantes brancos, visto que ,nós, cidadãos contribuintes de impostos, mal sabemos sua verdadeira finalidade- ou se houve realmente outra finalidade, a que não tenha sido a dita defesa nacional- a Transamazônica, tão versejada , hoje, serve para cobras e outras espécimens de animais nativos transitarem , sem o perigo de um atropelamento, já que a rodovia serve para tudo, menos para os veículos...e chegamos à Democracia, onde a mídia, com mais espaço e menos censura( apesar de ainda haver especulações sobre leis censórias pairando sobre os meios de comunicação) à década de 80, eleições diretas, onde os cidadãos adquiriram o direito de votar (mesmo assim, uma democracia ainda meio capenga, já que , em uma verdadeira democracia, o povo não pode sofrer nenhum tipo de sanção governamental por não votar-uma dicotomia digna de estudos sociológicos, pois, creio que , se realmente o regime fosse democrata,não seríamos obrigados a depositar ou digitar um voto)- e os escândalos continuam, espolcando a cada dia, sem tempo,ao menos para termos tempo de refletir sobre eles)- agora é o Senado, que ,não sei por quê motivo, nos estarrece- a velha história simplesmente se repete, como um caleidoscópio, onde giramos,vemos cores diferentes ,mas que são circulares- nosso poder judiciário, exposto, nu, diante da população ,e seu presidente tentando, desesperadamente, imprimir uma máscara de seriedade, qdo somos sabedores, que as CPIS, além do alto custo que representam no bolso dos contribuintes, somente, como o Ministério Público, servem como órgãos denunciantes e não punitivos- esta função, cabível somente ao Judiciário, mergulhado também em escândalos, ainda tenta, com suas togas negras esconderem sob suas capas sua ineficiência- uma questão- por que estamos tão indignados, se nossa história quinhentista só nos provou que o Brasil ,como canta a banda Titãs, ao invés de se indignar,deveria ,sim, alugar o Brasil, temos um excelente quintal, onde as grandes potências e nossos maus políticos podem construir parques de entretenimento e assim, corroborar o que nossos pais latinos faziam - pannus et circus.Ou ,quem sabe, imitarmos o Michael Jackson e rebatizar o Brasil de NEVER LAND?

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