Debate da Record: Onde só o Serra perdeu e ninguém venceu

O debate da Record foi até o momento o que obteve maior audiência, o primeiro bloco conseguiu média de 11% em São paulo, cerca de 700 mil residências sintonizadas, dados prévios. No mais não apresentou nada de excepcional, a meu ver, por parte dos candidatos que pudesse representar uma reviravolta nos rumos da campanha.

Mas apresentou, seguramente, a primeira vez que o eleitor pôde ver Serra ser confrontado por perguntas incômodas, temas que até então não haviam sido explorados em nenhum lugar, nos debates da Band e da Rede TV, muito menos nas entrevistas da Globo, que foram:

A vergonha estratégica de Serra em esconder FHC de seu programa, o mesmo que afirmou à uma publicação estrangeira essa semana que Serra naufragará nessas eleições. A jornalista que formulou tal pergunta chegou a questioná-lo o porquê de esconder FHC e mostrar Lula...Serra não soube como sair-se dessa colocação.

Segundo lugar, através de outra pergunta de jornalista, foi confrontado com as questão do mensalão do DEM, que a grande imprensa, seletivamente, esqueceu-se de sua existência recentíssima. A jornalista levantou a questão até do interesse em 2009 de Serra em ter Arruda como vice em sua chapa. O mensalão do DEM, o maior escandalo de corrupção desse país e muito atual não tem sido explorado devidamente, muito menos tem sido usado para questionar Serra.

Por último Plínio desmontou o discurso "clean" de Serra sobre educação e apontou o que as pessoas ainda não foram devidamente informadas sobre a política de educação do governo de São Paulo: "os professores falam muito mal de Serra...", resultado da política do cassetete e da pancadaria contra os professores.
Leia a íntegra aqui>>>

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Comentário de litervaldo pereira machado em 27 setembro 2010 às 11:20
É tudo é questão de visão, para mim o serra foi o grande perdedor, mais a querida marina foi novamente rotulada de ecocapitalista, e também fugiu dos temas polémicos (aborto liberação da maconha e outros), com a tal história dos plebicitos, e quando a mesma estava precionando a Dilma sobre os escândalos da casa cívil recebeu uma, de esquema de corrupção também na sua gestão no ministério do meio ambiente, a ir ela recuor, e fugiu do debate sobre o tema.
Comentário de Marcelo Teixeira de Oliveira em 27 setembro 2010 às 12:54
Creio que apesar de sempre esperar mais da herdeira de Lula, Dilma se apresentou para a peleja com a tabela e o regulamento debaixo do braço. Correu apenas o necessário e gastou o tempo tocando a bola para os lados. Não precisava se expor, e não se expôs. Não precisava arriscar, não se arriscou. Não deu chances aos contra-ataques. Administrou o debate.
Sobre os demais candidatos:
$erra, Plínio e Marina se perderam.
Numa nice( parafraseando o Zé)? A invertebralidade e o desalento do discurso do tucano ficaram patentes. Seu mandato em SP foi marcado por íntimas relaçoes das obras públicas com a empresa francesa Alston cuja alta direção está presa na Europa por negócios feitos com os Tucanos Paulistas, pelos temas pornô e mapas com dois paraguais nos livros didáticos da rede pública Paulista, pelas enchentes nas áreas pobres e pelos eugênicos incêndios em favelas próximas das regiões dos condomínios dos ricos , pelos confrontos entre as polícias, pelo uso porrete nos professores em greve, pelos o desmoronamentos de obras no Metro e no Rodoanel, pelo trânsito caótico, pelos pedágios mais caros que os do 1º mundo, e pelo PCC unificando esculachando a Polícia. Como sustentar que "pode mais" diante desse retrato?

O Plínio do alto de sua larga experiência foi vítima de sua própria história. Ao imprimir um discurso próprio de quem venceria uma revolução e não uma eleição, prometeu o que não conseguiria cumprir sem derramamento de muito Sangue investiu na tática do medo. A diferença para aquele da Namoradinha da Ditadura é que o Candidato do PSOL produziu medo contra a própria candidatura. Perdeu-se ainda com a falta de preparo técnico para enfrentar a realidade do novo quadro eleitoral produzido pelos avanços do Governo Lula, mas sobretudo pelas falhas de memória que marcaram todas suas participações em debates. Mas o principal equívoco foi vestir a carapuça de ter vindo da direita para esquerda. Realmente a questão o atingia mas ele escolheu aceitá-la. Já sua resposta atingiu muito mais $erra e Marina por suas alianças com o DEM e com a mídia.
Marina é um caso que me preocupa mais. Com bela história de lutas ao lado de Chico Mendes e de Lula está fazendo papel de laranja. Está sendo chupada literalmente pela Direita e, ao fim das eleições de domingo que vem, será arremessada no lixo da história como bagaço.
Ao assumir o discurso semelhante ao do Tucano e do Plínio que coloca Dilma na posição de incompetente ou conivente tentou sua Bala de Prata ao responsabilizar a Petista pelos desvios de conduta de Funcionários da Casa Civil. Se saiu muito mal pois a Bala saiu pela culatra.
Esqueceu-se que no debate anterior afirmara que com Dilma, e em companhia da Polícia Federal participaram de eventos para por na cadeia servidores de carreira em seu ministério do Meio Ambiente.
Como no jargão futebolístico:
Domingo mostrará que tem mais garrafas vazias para vender.
Comentário de Nilson Fernandes em 27 setembro 2010 às 17:35
Antonio Claudio, você esqueceu um fato que eu achei marcante. Foi quando o Serra perguntou para o Plínio no início do debate o que ele (Plínio) achava da política de direitos humanos do Irã para atingir o governo Lula e Dilma. E Plínio respondeu para o Serra que ele era hipócrita "Se os EUA e Israel tem a bomba porque o Irã não deve ter" e completou, neste caso o Lula está certo.
Depois dessa o Serra não se aprumou até o fim do debate. Abs.
Comentário de antonio claudio ribeiro em 27 setembro 2010 às 22:38
Pois é, meus caros, cada um enxergou algo, não houve uma distinção sobre quem poderia ter vencido, mas parece haver consenso: Serra perdeu(se).

Nilson tb achei importante esse trecho da política externa, mas muito longe daquilo que o telespectador do debate pudesse eleger como algo claramente negativo para Serra, é bom lembrar: tratou-se do debate em uma tv popular e com bons índices domingo a noite, as pessoas ali estavam mais propensa a identificar questões próximas do dia a dia e do noticiário, por isso a insistencia de Serra com os "escandalos", a de marina com a tal "onda verde"...Nesse aspecto nada pega tão mal do que ter que defender FHC e dizer que foi do time dele, além de lembrar do Arruda...

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