LILIAN MILENA
Da Redação - ADV
Não existem dúvidas de que o desenvolvimento sustentável depende da participação de todos os setores e camadas da sociedade. E o empenho de organizações públicas nessa mobilização é fundamental, tanto na formulação de leis, quanto na articulação de ações, para que as pessoas interiorizem as práticas para uma economia menos predatória e mais distributiva.
As diferenças sociais também resultam em distorções no grau de vulnerabilidade de populações em relação aos desastres ambientais – mulheres e crianças seriam as mais suscetíveis às mudanças climáticas, “seja em periferias urbanas, seja em localidades rurais. É o grupo que menos contribuiu para a mudança do clima e será o mais duramente afetado pela necessidade de migração, pela falta de água, pelas doenças que serão mais comuns, pelo parco padrão de atendimento nas políticas municipais de habitação, saneamento, saúde e assistência social”, reforça Markus Brose, diretor executivo da organização não-governamental Care.
Ao mesmo tempo, Yara Novelli, primeira perita brasileira em processo judicial para valoração do dano ambiental e responsável pelo BIOMA-Centro de Ensino e Informação sobre Zonas Úmidas Costeiras Tropicais, destaca que apesar dos sucessivos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) a sociedade não está devidamente envolvida.
"Quando houve a Rio-92, ocorreu também o mesmo crescente de sensibilização da comunidade, e depois ficou aquele vácuo [...] Envolveu-se a comunidade, o Brasil como sede da Rio-92. E, quando acabou, ficamos só de lembranças. Uma série de medidas que acreditamos que fossem implementadas, ficaram no papel", diz.
Brose completa a ideia, lembrando que a agenda ambiental entrou em pauta no mundo durante a Rio-92, quando todos os países assinaram a Convenção Quatro do Clima. Entretanto, o interesse da mídia e dos empresários brasileiros só se tornou real a partir de 2007, quando o último relatório do IPCC foi divulgado, defendendo mudanças mais radicais do clima em decorrência das atividades humanas.
Acesse: Chefe do IPCC diz que órgão 'precisa aprender com as críticas'
"Enquanto o Brasil deixava de lado as discussões ambientais, países como a Dinamarca se tornaram líderes dentro da cadeia produtiva de energia eólica, e a Alemanha referência em estudos de tecnologias limpas", lembra Brose.
É claro que a gestão de sociedades é bastante complexa e muitos problemas devem ser enfrentados ao lado das questões ambientais. Entretanto, se cada um tiver em mente a sua responsabilidade sobre o tema, o tempo para chegarmos ao ponto ótimo de uma economia justa e capaz de explorar recursos naturais de maneira adequada para que o meio ambiente tenha tempo de se recompor será menor.
A seguir, algumas recomendações da Organização das Nações Unidas (ONU) para que cada pessoa faça a sua parte:
1 - Economize água de maneiras simples. Não deixe a torneira aberta ao escovar os dentes e demore menos tempo no banho. Evite usar mangueiras para lavar a calçada;
2 - Reutilize a água usada na lavagem de roupas para a limpeza de calçadas, de quintais ou mesmo para lavar seu carro;
3 - Usar um barbeador elétrico ou lâmina de barbear com lâminas substituíveis, em vez de descartáveis, ajuda muito na redução de resíduos;
4 - Compre bebidas em garrafas reutilizáveis (de vidro ou alumínio), ao invés de porções únicas em embalagens descartáveis;
5 - Ao embrulhar o seu lanche, opte por embalagens reutilizáveis para armazenamento dos alimentos, em lugar de folhas de alumínio ou saquinhos de plástico;
6 - Ao sair de casa, não se esqueça de desligar todas as luzes e aparelhos eletrônicos. Desligue também carregadores, pois estes continuam a consumir mesmo se não estiverem mais carregando. Poupar energia ajuda a reduzir a poluição do ar;
7 - Ao comprar aparelhos eletrodomésticos, verifique nas especificações técnicas se são eficientes no consumo de energia;
8 - Não vá a lugar nenhum sem a sua sacola ecológica (confeccionada em tecido), de modo que você possa simplesmente dizer "não" ao plástico sempre que for fazer compras;
9 - Se você não tem outra opção senão dirigir para o trabalho, procure por carros de maior eficiência de combustível e mantenha os pneus regulados na pressão correta para reduzir o consumo do seu carro.
10 - Usar uma caneca lavável é uma alternativa ecológica aos copos de plástico;
11 - Deixe um copo de vidro e uma garrafa reutilizável no local de trabalho para diminuir a quantidade de copos plásticos ou de garrafinhas de água. 80% de garrafas de plástico são recicláveis, mas apenas 20% são efetivamente recicladas.
12 - Quando precisar de folhas para rascunho, use o verso daqueles documentos antigos que você não precisará mais. E quando for imprimir, imprima frente e verso.
Consulte mais dicas acessando: www.onuverde.org.br
Comentário de Leleka Amaral em 7 junho 2010 às 21:13
Comentário de Tião Simpatia em 8 junho 2010 às 12:26
Comentário de Jaziel em 9 junho 2010 às 22:49 Comentar
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