Eu sei que tu vives
E as horas da vida
Se arrastam entre nós...
E dói-me o tempo
Que ainda me separa de ti.
Tu vives...
Em algum lugar,
Onde não estou,
Tu te moves,
Respiras, pensas e sei que sofres...
Entretanto, talvez em sonhos,
Ou desperto nesta mesma hora,
Tu pressintas meu pensamento
Que se aproxima
E te busca.
Tu vives eu sei.
E é bem viva a saudade
Que em meu peito
Bate no mesmo compasso
De meu coração.
Tu vives e me chamas,
Tu vives e esperas,
Assim como eu...
Para ser tua é que nasci.
De pés descalços tenho vivido,
Na cadência de soluços e gritos.
Desalentos e cansaços,
Neste mundo ermo de amor,
Deserto de piedade,
Luz e espanto,
Sombra e encanto,
Dor e pranto...
Reféns da eternidade,
Prisioneiros da matéria,
Temos que recriar a Vida...
Ah, amor,
Serás a metade de mim
Ou apenas a nostalgia
Da Casa do Pai?...

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Comentário de Maria Luiza Silveira Teles em 18 abril 2010 às 21:14
Saudades de vcs...
Comentário de Stella Maris em 18 abril 2010 às 22:34
Maria Luiza, está esplêndido....( adoro poesia )
Comentário de Nina Araújo em 18 abril 2010 às 23:14
Bonito! Bonito! Querida Maria Luiza, essa é a grande herança do nosso espírito imortal, os nossos encontros com os queridos do coração. Quando a noite vem, sempre voamos...
beijos de Nina,
Comentário de Maria Luiza Silveira Teles em 19 abril 2010 às 12:21
Obrigada, minhas queridas Nina e Stella! Continuo de molho e aí, vcs sabem, a nostalgia bate...
Bjs

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