Blog EntreMentes

[...] Outra coisa irritante: meus "milagres" que parecem estar a reboque da ciência médica, como um irmão mais novo e chato que não vai embora. Até meados dos anos noventa, as pessoas com AIDS que rezavam por um milagre nunca tiveram um. A ciência médica encontrou uma maneira de controlar a doença e, de repente, eu começo a fazer milagres com pacientes com AIDS. Nenhum paciente de pólio recebeu um milagre até que a vacina Salk tivesse surgido. Eu rotineiramente ignorei os pacientes com câncer até que a quimioterapia e a radioterapia foram desenvolvidas. De repente, as orações para mim de pacientes com câncer são regularmente atendidas.
Por que é que eu ainda pareço surdo aos apelos dos amputados que gostariam de ter seus dedos, braços ou pernas recuperados. E para aqueles que fisicamente perderam os olhos?
Tire cinco minutos para fazer duas listas: uma das doenças que eu vou curar milagrosamente e outra das que eu não vou. Você vai logo descobrir que coincide perfeitamente com as condições que ciência médica (ou o próprio corpo humano) pode derrotar e com aquelas que não podem. Por que você acha que é? É quase como meus milagres fossem a partir da ambiguidade médica, não é?


O número de pessoas que Deus salva da morte é estritamente relacionado com a qualidade dos serviços de saúde em cada país.

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