Forte registro de identidade cultural baiana, a baiana de acarajé identifica e é identificada pela cultura baiana.
Segundo a Revista de História da Biblioteca Nacional, as primeiras baianas de acarajé foram africanas,escravas alforriadas, ainda na época do Brasil Colônia.
O acarajé, na sua origem só poderia ser vendido pelas filhas de santo de Iansã ou Santa Bárbara. A massa de bolinho de feijão fradinho, cebola e sal, frita no azeite de dendê- era feita no próprio terreiro de onde a baiana saia com todas as obrigações a serem cumpridas a seu Orixá.
Hoje, a venda do acarajé tornou-se um importante comércio, com cerca de quatro mil baianas espalhadas por vários pontos fixos que se tornaram verdadeiros pólos de atração turística e gastronômica,sem que aja uma ponte com o candomblé.
A figura da baiana de acarajé ficou imortalizada no imaginário popular brasileiro graças à divulgação feita por três importantes personalidades da cultura baiana: Dorival Caymmi (“O que é que a baiana tem?”), Ary Barroso(“No tabuleiro da Baiana”) e Carmem Miranda (que popularizou no mundo todo o traje da baiana).
O ofício das baianas de acarajé foi registrado, em 2005, como Patrimônio Cultural imaterial do Brasil peloInstituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Ministério da Cultura (Iphan), registrado no Livro de Registro de Saberes.
O acarajé também foi reconhecido como Patrimônio Cultural de Salvador pela Câmara Municipal.
Agora, como o queijo mineiro e a festa do Bumba Meu Boi, são consideradas patrimônio cultural imaterial do Brasil, juntamente com um acerto de expressões, línguas, comidas, artes performáticas, rituais e festas que marcam a vivência coletiva, a religiosidade, e as manifestações literárias, musicais, plásticas e cênicas características do Brasil.
No ano passado, as baianas foram homenageadas em Salvador, com um memorial. A finalidade do Memorial da Baiana de Acarajé é situar a tradição, a história e demais temas agregados ao ofício registrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Ministério da Cultura como Patrimônio Cultural do Brasil.
Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional, site Jusbrasil
Comentário de Oswaldo Conti-Bosso em 26 novembro 2011 às 14:42 Querida Ivone,
A baianidade 'e brasileira, ou o Brasil 'e a baianidade?
O que vem primeiro, o ovo ou a galinha?
Agora, o que eu quero mesmo, 'e um acaraj'e.
Comentário de Ivone Prates em 26 novembro 2011 às 21:21 Conti-Bosso.
Já estou pensando em uma maneira de fazer chegar até você esse acarajé. Uma boa pedida é vir a Bahia.
Bem, como sempre sou uma "geleia geral" (rsrsrsrs) não sei mesmo responder quem veio primeiro. De qualquer sorte os quatro são muito bons : Ovo, galinha, acarajé e este Portal.
Abraços!
Comentário de Oswaldo Conti-Bosso em 27 novembro 2011 às 3:22 Querida, parati:
Comentário de Ivone Prates em 28 novembro 2011 às 21:40 Amigo Conti-Bosso,
Mas que presente mais lindo que ganhei de você!!!! Puxa! Colocou tudo de que gosto. O "chefe" quase não deixa ouvir no trabalho (rsrsrs). Na hora do almoço fiquei lendo os textos e agora o "COURO ESTA COMENDO" como se diz por aqui. Tem cuzcuz, acarajé e abará. Os pandeiros estão quente e os terreiros iluminados. Valeu!!!!
Abraços!!!!
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