As enfermidades respiratórias
Pode-se predizer que, no ano de 2030, haverá 74 milhões de mortes no mundo e que, de acordo com essa estimativa, 12,5 milhões de pessoas (17%) morrerão por doenças respiratórias.
As enfermidades respiratórias, por conta das necessidades assistenciais e dos dias de afastamento do trabalho, apresentam um alto impacto socioeconômico e constituem um problema de Saúde Pública de primeira grandeza em todo o mundo. E esta situação é particularmente preocupante nas regiões mais pobres do planeta, nas quais as enfermidades respiratórias são muito mais frequentes. Por exemplo, em extensas zonas da América Latina, onde a exposição à fumaça de lenha em ambientes fechados, para cozinhar e para fazer a calefação, é uma das causas de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
No entanto, é o tabagismo a principal causa de enfermidades respiratórias, pois responde por 90% dos casos de DPOC e por 85% dos casos de câncer de pulmão.
Doença pulmonar obstrutiva crónica
Cerca de 210 milhões de pessoas no mundo apresentam DPOC. Na realidade, os portadores desta doença devem se encontrar em maior número porque há muitos casos não diagnosticados. As informações disponíveis sobre a DPOC na América Latina são provenientes de dois estudos: o PREPOCOL (na Colômbia) e o PLATINO (em cinco cidades: São Paulo, Cidade do México, Montevidéu, Caracas e Santiago do Chile).
Estes dois estudos mostraram que quase 90% dos indivíduos com DPOC ignoravam ter esse diagnóstico e que a enfermidade ocorria entre 7 e 19,7% em indivíduos acima dos 40 anos.
Por ano, a DPOC é responsável pela morte de 3 milhões de pessoas (é hoje a quarta causa de morte no mundo) e se prevê um crescimento de 30% em sua morbidade para 2030. A doença atualmente predomina nos homens, mas vem aumentando consideravelmente nas mulheres, nas quais ocorre após um menor consumo de tabaco.
Os portadores de DPOC têm com maior frequência enfermidades associadas. Ainda que todos os fumantes deixassem de fumar, a partir de agora, teríamos de aguardar décadas pela diminuição do número de casos de DPOC.
A espirometria é o padrão ouro para medir a função pulmonar
Assim como a medida da pressão arterial é útil no rastreamento (screening) das doenças cardiovasculares, a espirometria é de utilidade no diagnóstico das enfermidades respiratorias quando os sintomas são pouco reconhecidos e quando a doença ainda não se manifestou plenamente.
Recomenda-se realizar a espirometria nos fumantes e ex-fumantes com mais de 40 anos de idade. Um estudo recente demonstrou que os fumantes com espirometria anormal apresentam maiores riscos para o câncer de pulmão.
A medida da função pulmonar pela espirometria, em etapas precoces e de forma repetida ao longo do tempo, particularmente nas pessoas sob risco de desenvolver a enfermidade, permitirá realizar um diagnóstico adequado (antes que ocorram danos pulmonares importantes) e, com isso, retardar a progressão da doença.
Neste 14 de outubro de 2010, em todo o mundo, o pessoal de saúde realizará uma jornada dirigida à população, baseada na realização gratuita de ESPIROMETRIAS, para avaliar a saúde respiratoria e identificar riscos para a enfermidade.
O Día Mundial da Espirometria é um evento marcante do “2010 - Ano do Pulmão”. É patrocinado pelo Fórum das Sociedades Respiratórias, o qual integra a Associação Latinoamericana de Tórax (ALAT).
O seu objetivo é alertar, agir e educar sobre a importância das enfermidades respiratórias com os fins de melhorar a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das mesmas. PGCS

Versão em português a um documento divulgado pela ALAT em espanhol.

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