O segundo turno, que decidirá quem ocupará a cadeira máxima do Executivo Federal do Brasil, será decidido entre a candidata do PT à reeleição, Dilma Roussef, e o senador da República e ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves.

Infelizmente, devido ao derretimento da candidatura de Marina Silva, mais uma vez o PT e o PSDB estarão disputando a rotatividade do Palácio do Planalto.

Não teremos algo novo já que as duas siglas representam nada mais e nada menos do que vinte anos de administração pública se somarmos os governos de FHC, Lula e os quatro primeiros de Dilma.

Por mais que essas citadas administrações tenham trazido benefícios para o país, a impossibilidade de reciclagem com novos nomes e siglas participando do pleito é frustrante.

Além disso, não se pode esquecer de que tanto o PT como o PSDB possuem históricos conturbados que mancharam a imagem de alguns de seus principais nomes.

No primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, foi aprovada uma emenda constitucional que possibilitou a reeleição para os cargos executivos em todos os níveis. Na minha opinião, um verdadeiro escárnio.

FHC legislou em causa própria, tornando-se o primeiro presidente brasileiro a ser reeleito posteriormente. Durante o processo de aprovação da referida emenda, várias gravações colocaram sob forte suspeita o trâmite dos trabalhos legislativos.

Não nos custa lembrar de que dois parlamentares do antigo PFL (Partido da Frente Liberal) confessaram terem desembolsado dinheiro junto ao falecido Ministro das Comunicações, Sérgio Motta, para votarem a favor da emenda.

Os acusados, após serem investigados pela Comissão de Constituição e Justiça, se valeram da odiosa via da renúncia para evitarem a cassação de seus respectivos.

Pelo lado do PT a situação não é mais branda. O “Mensalão”, escândalo de corrupção política mediante compra de votos de parlamentares no Congresso Nacional, que ocorreu entre 2005 e 2006, foi outra crise que abalou o país e envergonhou os cidadãos.

O caso teve como protagonistas, alguns integrantes do governo do então presidente Lula, membros diretos da cúpula petista e de outras siglas, sendo objeto da ação penal de nº 470, movida pelo Ministério Público no STF, resultando na condenação de vários políticos, dentre eles, José Dirceu, José Genoino e Roberto Jeferson.

Nesse segundo turno que se aproxima, temos dois sobrinhos na disputa; um de Lula e outro de FHC. Até parecem renovações, mas não são. Representam plataformas já conhecidas, com pontos positivos e negativos e sem um ‘pingo’ sequer de novidade.

Apesar de termos dois nomes na disputa, entendo que estamos diante de um desestimulante dilema: ou continuamos nos braços da estrela ou migramos para o ninho dos tucanos.

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Comentário de Sergio Bretas em 10 outubro 2014 às 19:18
Nós estamos em boa companhia: faz mais de duzentos anos, o eleitor norte-americano está diante do "desestimulante dilema" entre o elefante republicano e o burro democrata.

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