Isso me orgulha. Aliás Chico Buarque de Hollanda foi sempre muito coerente com a sua importância na vida do povo brasileiro a partir de uma arte que denunciou e contribuiu para a sobrevivência a tanta ignomínia da ditadura militar. Orgulho-me também quando vejo as sambistas Lecy Brandão e Alcione, assim como meus conterrâneos Alceu Valença e Geraldinho Azevedo. Como a imprensa não vai mostrar esse encontro, é preciso que o guia eleitoral da candidata o faça.
Os artistas são a antena do povo. O poeta sente antes o futuro. Esta reunião no Rio de Janeiro, e outras que estão ocorrendo pelo Brasil, mostram que há uma energia maravilhosa, que supera todo o golpismo, todo o retrocesso que vem do outro lado. O Brasil sabe o que quer, e identifica seus inimigos.
Em quantos momentos, na ditadura, ouvir o Chico em sua e outras vozes, sustentou nossa esperança? E o Niemeyer, cuja arte estará aqui daqui a mil anos?
Que seja o Hino da vitória da Dilma: "Apesar de vocês, amanhã há de ser outro dia!"
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