A revista Caros Amigos tem entre suas coleções aquela intitulada "A ditadura militar no Brasil: a história acima dos fatos".

São quase 400 páginas em único volume, que correspondem a doze fascículos anteriormente publicados, com fatos relacionados ao golpe de 1964.

É um sem-número de personagens que até hoje carregam o pavor.

Mortes terríveis, sob tortura. Mortes, aos milhares.

Décio Nitrini, em depoimento à publicação (pg. 267), foi contratado em 1974 pela Secretaria de Educação/Serviço de Saúde Escolar para trabalhar no Itam Paulista, zona leste de São Paulo, e "presencia sua epidemia".

Segundo ele, sem notícias nos jornais, então sob censura, adoção de providências, mesmo, "só quando atingiu a classe média, centro e regiões nobres". E acrescenta: "não dava para esconder mais, aí o governo fez vacinação em massa".

Foram 2575 mortes em São Paulo e 305 no Rio de Janeiro. Ou, ainda segundo a Caros Amigos: "Por causa da censura, para esconder seu fracasso na área de saúde, a ditadura permitiu que quase 3.000 crianças morressem, só em 1974".

Aos que acham que as mortes não foram suficientes, somem-se a elas essas crianças.

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