Dobrando à aposta de JK (50 anos em 5): Desenvolver 100 anos numa geração



Vou relatar duas pequenas histórias, uma foi ontem (A) e a outra faz alguns meses (B).

A- Ontem: Fiz uma pequena provacação enviando e-mail aos amigos sobre curto texto que vi na Carta Maior, com pequena alteração:

“A ineficiência do setor público?

“Petrobrás tem o maior lucro do mundo entre as petroleiras;

Banco do Brasil tem o melhor desempenho entre os bancos nacionais.

Como era mesmo aquele discurso liberal-neoliberal-demo-tucano?

E eles ainda querem entregar o pré-sal? “ (Carta Maior, 15-08-09)


Hoje recebi um comentário de meu sobrinho de Pira, assim:

Tio, hoje foi engraçado,...., estava eu e seu Lineu (*1) fazendo umas contas pra ver a taxa de juros dos empréstimo da CEF prá casa do mano, apenas pra comparar,..., de repente, seu Lineu solta:

Lineu: Mas não é possível que o banco tá cobrando só isso de juros!

Meu sobrinho, filho do Lineu: É pai, tá achando que é época de FHC em? O home lá mandou diminuir a taxa, e os caras diminuíram (só pra dar aquela cutucada, né rsrsrs) (*2)

Lineu: Mas não é possível, esse negócio não é sustentável!!!! (*3)

(*1) A pessoa que meu sobrinho chama de Lineu é o pai dele, apelido que coloquei, personagem da grande família, pois é um CDF e patriótico como nenhum outro que conheço, mas por outro lado, é um conservador de mão cheia, relembrando as ultimas décadas: foi Jânio, Collor, FHC (foi contra nos anos 80’s quando FHC disse que era ateu, mas engoliu a versão da mídia nos anos 90’s) e agora é demo-tucano-Serra, mas é uma doce de pessoa.
(*2) Os juros sempre foram altos em nossa história de republica inacabada, e não só na era FHC, para ser justo com FHC. Os juros hoje estão em níveis mais baixos da nossa história para financiamento de casa própria de baixa renda e consórcio de imóveis.
(*3) As gerações anteriores, como a minha e a do meu cunhado, sempre pagou juros para financiamento de casa própria acima de 12% ao ano mais TR.


B-Há 2 meses:

Estava na casa de meu amigo em RP, junto com o sobrinho dele e o pai do garoto (*4) na mesa
O papo era algo sobre transporte e trem bala francês e japonês, e o garoto disse,

Garoto: Eu queria andar e você não me levou, nê pai?

Eu: Lucas, fique tranquilo, seu pai vai levar você para ver a copa no Rio em 2014 de trem bala.

Pai do garoto: Será que vãoi fazer mesmo o trem bala?

(*4) O garoto tem entre 10 e 11 anos, nasceu, foi educado e alfabetizado no Japão, da qual voltaram faz dois anos, conversando com o menino aparenta ter maturidade de um adolescente de 15-16 anos, e faz sentido pela história, porque desde pequeno era a interface da família junto ao estado japonês, seja nas cartas na língua japonesa, seja na tradução na comunicação pessoal.


Conclusão:
Essas pequenas histórias mostra a mim, como somos com relação ao nosso país, a nossa (des)confiança diante da realidade que vivemos há décadas , que está marcada em nossas vidas ao longo do tempo, ou seja, a primeira vista, soltamos, “isso não é sustentável", não acreditamos que os juros podem estar mais baixo do que pagamos (no caso ele e eu à décadas atrás), não acreditamos que o país tenha capacidade de construir um "trem bala", e ainda mais para a copa e olimpíadas, somos um povo feito gato escaldado que vem à tempos sendo desrespeitados na falta de seus direitos básicos de cidadão, que o povo nunca teve, "ainda somos uma nação de privilégios", Milton Santos.
Assim como não temos na maioria do povo, gerações anteriores de país, avós, bisavós,.. , que foram a escola, ou foram o mínimo para assinar o nome e somar, portanto falta-nos tradições de gerações passados, falta-nos a crença e a confiança de que podemos. Tradição que sobra nos chamados países de primeiro mundo.

A descrença é tanta e há tanto tempo, que o que esta acontecendo hoje no país, ou não é verdade ou "não é sustentável" , pois no fundo ainda temos no sub consciente que “coisas boas não acontecem com o brasileiro no Brasil”.
Ou seja, nós brasileiros temos que aprender com as novas realidades do país, coisas boas também acontecem com os brasileiros no Brasil.

"Estamos condenado a civilização", como disse Euclides da Cunha, ou continuaremos a ter publico, mas não povo, como disse Lima Barreto?

Minha fé é que, essa nova realidade está apenas começando, pois vamos (temos à oportunidade histórica, "como nunca nesse país"), precisamos dobrar a aposta de JK (50 anos em 5): crescer 100 anos numa geração.

Mas quem sou eu, onde estão os lideres estadistas desses país para dizer isso ao povo?

Sds,

Exibições: 120

Comentar

Você precisa ser um membro de Portal Luis Nassif para adicionar comentários!

Entrar em Portal Luis Nassif

Publicidade

© 2019   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço