"não dramatizes
nao invoques
nao indagues"

Oh Drummond, como é possível?

"prometi-me possui-la
muito embora ela me redimisse
ou me cegasse"

oh Gullar, ainda assim?

no desespero, o verso débil prenuncia o fim da tarde
o sol se põe e é como se toda uma vida se aquietasse

o barulho das madrugadas
a zoada risos tempestuosos
as cartas sobre a mesa
o dominó
a puta de amplas pernas e ancas fartas

o tráfico viceja
o crack implode com a paz de garotos
e meninas-mães

o veículo cruza ruas putrefatas fudidas
o que buscavas?

o que buscávamos?
o que buscam os homens ditos públicos, em Brasília?

o que quer a mídia, coalhada de mentiras?

a farra com os recursos públicos em quatro mil e novecentos municípios!
o pobre sergipano, após o dia sob sol ardente,
senta e repara reluzentes hi lux de políticos corruptos cruzarem a rodovia
(não desconfia que o voto seu fora, de fato, imbecil, suicida, como já o disse milhões de vezes um tal Brecht)

larápios em todo canto!

inclusive em RS e SC,
onde o PIG ampara o cara que sussura, truão:
"meu filho estuda na Europa
preciso de alguns milhões, thcê?;
que falta farão?"

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