Até o Luiz Carlos Mendonça de Barros, o Mendonção,
está nesse balaio.
Vocês lembram do Mendonção?
Ele presidia o BNDES na época da "privataria" do FHC
e escutou do então diretor do Banco do Brasil,
Ricardo Sérgio de Oliveira, a frase que virou símbolo
dessa farra criminosa: "Nós estamos no limite da
irresponsabilidade". É essa gente que posa de honesta
que ladra contra a corrupção. E não faltam babacas,
que não levaram um centavo nessa roubalheira toda,
para defender ferozmente essa corja.
Sílvio de Barros Pinheiro.
Santos.SP.
Documentos revelam participação de FHC e
Gilmar Mendes no ‘valerioduto tucano’
Documentos reveladores e inéditos sobre a
contabilidade do chamado ‘valerioduto tucano‘,
que ocorreu durante a campanha de reeleição
do então governador de Minas Gerais
Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998, constam
de matéria assinada pelo jornalista Leandro Fortes,
na edição dessa semana da revista Carta Capital.
A reportagem mostra que receberam volumosas
quantias do esquema, supostamente ilegal,
personalidades do mundo político e do judiciário,
além de empresas de comunicação, como a Editora Abril,
que edita a revista Veja. Estão na lista o ministro
Gilmar Mendes, do STF, o ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso (PSDB), os ex-senadores Artur Virgílio
(PSDB-AM), Jorge Bornhausen (DEM-SC),
Heráclito Fortes (DEM-PI) e Antero Paes de Barros
(PSDB-MT), os senadores Delcídio Amaral (PT-MS)
e José Agripino Maia (DEM-RN), o governador Marconi Perillo
(PSDB-GO) e os ex-governadores Joaquim Roriz (PMDB)
e José Roberto Arruda (ex-DEM), ambos do Distrito Federal,
entre outros. Também aparecem figuras de ponta do
processo de privatização dos anos FHC, como Elena Landau,
Luiz Carlos Mendonça de Barros e José Pimenta da Veiga.
Os documentos, com declarações, planilhas de pagamento
e recibos comprobatórios, foram entregues na véspera à
Superintendência da Polícia Federal, em Minas Gerais.
Estão todos com assinatura reconhecida em cartório do
empresário Marcos Valério de Souza – que anos mais
tarde apareceria como operador de esquema parecido
envolvendo o PT, o suposto “mensalão”, que começa a
ser julgado pelo STF no próximo dia 2. A papelada chegou
às mãos da PF através do criminalista Dino Miraglia Filho
– advogado da família da modelo Cristiana Aparecida Ferreira,
que seria ligada ao esquema e foi assassinada em um flat
de Belo Horizonte em agosto de 2000. Segundo a revista,
Fernando Henrique Cardoso, em parceria com o filho
Paulo Henrique Cardoso, teria recebido R$ 573 mil do
esquema. A editora Abril, quase R$ 50 mil e Gilmar Mendes,
R$ 185 mil.
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