EH, MENOS UM DOLADELÁ ... MORRE O JORNALISTA JOELMIR BETING

Eh, de tudo o que disse

em seus 60 anos de Jornalismo

parece que o que prestou foi:

"Se o salário justo inflaciona

por que o salário injusto

não desinflaciona" (anos 70).

Marco Nogueira

29/11/2012 - 02h00

Morre o jornalista Joelmir Beting, aos 75 anos

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DE SÃO PAULO

Morreu à 1h desta quinta-feira, em São Paulo, aos 75 anos, o jornalista paulista Joelmir Beting.

Internado há mais de um mês no Hospital Albert Einstein, Beting estava em estado de coma, decorrente de um acidente vascular encefálico hemorrágico, ocorrido no último domingo (25) e respirava com auxílio de aparelhos.

Filho de Joelmir Beting lê carta em homenagem ao pai

Beting passava por um tratamento para combater uma doença autoimune desde 22 de outubro.

O velório do jornalista irá ocorrer a partir das 8h no cemitério do Morumbi, na zona oeste de São Paulo. O enterro será no mesmo local, às 14h.

Nascido em Tambaú (SP), a 255 quilômetros da capital paulista, Beting foi um dos pioneiros da imprensa econômica brasileira.

Sua coluna diária, lançada em 1970 na Folha, foi publicada durante 34 anos em mais de 50 jornais de todo o país.

Beting também inaugurou o comentário econômico para a rádio e a televisão, com colaborações nas emissoras Record, Bandeirantes, Globo, TV Gazeta e Globonews.

Desde 2004, o jornalista participava do "Jornal da Band", na TV Bandeirantes.

Ao usar linguagem simples e clara para tratar de temas áridos de economia e finanças, Beting ficou conhecido pela capacidade de "traduzir" o jargão econômico para o público em geral.

Ao fugir do economês, foi chamado por alguns críticos, principalmente do meio acadêmico, de "Chacrinha da economia".

A alcunha não o incomodava. "Não falo para a dona de casa, mas para a empregada dela", costumava afirmar o jornalista, formado em sociologia pela USP (Universidade de São Paulo).

Joelmir Beting

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Gilson Silveira/Band Sports
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Joelmir Beting e seu filho, Mauro Beting, durante gravação do programa "Beting & Beting", do canal Bandsports

TRAJETÓRIA

Beting tornou-se jornalista alguns anos depois de desembarcar em São Paulo, segundo ele, "apenas com a roupa do corpo".

Vinha de Tambaú, onde chegou a trabalhar, até os 7 anos, colhendo jabuticabas e limões em fazendas, ao lado do pai e do irmão.

Também foi locutor-mirim na rádio local da cidade, com cerca de 7 mil habitantes na década de 50. A cidade chegou a 22 mil habitantes em 2010, último dado disponível do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Seu objetivo na capital paulista era se tornar jornalista. Após ingressar no curso de Sociologia na USP, trabalhou como estagiário em veículos esportivos como "Diário Popular" e "O Esporte".

Com a graduação concluída, em 1966, deu os primeiros passos na área econômica.

Beting trabalhava como redator em uma consultoria econômica, elaborando relatório de empresas, quando recebeu o convite para lançar uma editoria de automóveis no caderno "Classificados" da Folha.

Dois anos depois, assumiria a chefia da editoria de economia do mesmo jornal.

COLUNA

A primeira coluna diária foi publicada em 1970. Na Folha, os textos foram publicados até 1991. Entre este ano e 2004, seus textos foram veiculados em jornais nacionais como "O Estado de S. Paulo" e "O Globo".

O motivo para o fim das colunas nos diários impressos foi uma polêmica envolvendo sua participação em uma campanha publicitária do banco Bradesco, em dezembro de 2003.

Na época, Beting afirmou que não tinha vínculo empregatício com os jornais, o que o eximia de seguir as regras de conduta jornalísticas dos veículos.

"Houve julgamento preconceituoso, que tem como base um formalismo anacrônico", disse o jornalista em entrevistas, meses depois do episódio.

Estudioso, Beting tinha uma rotina pesada. "Trabalho e estudo 15 horas por dia, desde a infância em Tambaú."

O jornalista escreveu ainda os livros "Na Prática a Teoria é Outra" (1973) e "Juros Subversivos" (1985).

Beting deixa a esposa, Lucila, com quem era casado desde 1963, e os filhos Gianfranco e Mauro, este último também jornalista.

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Comentário de Marco Antônio Nogueira em 29 novembro 2012 às 12:14

Eh, pessoa estranha esse JOELMIR,

se chegou a algo na vida, começou com

o apoio do padre milagreiro

de Tambaú, SP. No entanto,

passou a vida desancando a

Igreja, falando mal dos 

movimentos sociais, especialmente

do MST, se esquecendo de que um

dia foi boia-fria, tanto que

antes de o Padre Donizetti

chamá-lo pra morar na 

sacristia, aos 15 anos,

nem sapatos tinha.

Qual a explicação disso?

Caráter.

Marco Nogueira

 

Desculpe-me

Marco Antônio,

Discordo do seu comentário abaixo.
No meu entendimento, foi um Jornalista
que se destacou com 
seus comentários e artigos em grandes
redes de rádio e televisão durante décadas .
A sua origem humilde, como você afirma,
enaltece ainda mais o seu valor.
Abraços,
Jairo   

 

JAIRO,

 
Você não entendeu, 
ou não quis entender
o que comentei.
O que falei se resume
em: "passou a vida cuspindo
no prato em que comeu."
A origem humilde de uma
pessoa deve ser enaltecida
quando ela respeita e defende
aqueles que são iguais
ao seu passado.
Admito que era inteligente
e até de uma boa Cultura.
Mas, a serviço de quem
e de quê ele usou sua Cultura?
Eis aí a questão.
 
Abraço,
 
Marco Antônio
Comentário de CLAUDIO DOS SANTOS em 29 novembro 2012 às 12:19

O Inferno o aguarda festivamente em chamas abrasantes!!!

Comentário de Marco Antônio Nogueira em 29 novembro 2012 às 12:38

LEMBRETE:

Outro que agia como JOELMIR

foi ROBERTO CAMPOS, aquele

Economista que, homem da

confiança da ditadura, 

escrevia na Folha às terças-feiras,

o que a fazia neste dia

cheirar  a enxofre.

Roberto Campos deu

o golpe da batina. Fez

todo o Seminário, mas 

dias antes de se ordenar

"rasgou" a batina, pra 

depois usufruir do estudo

que no Seminário obteve.

Roberto Campos foi outro 

que levou a vida desancando

a Igreja, e brigando contra tudo

que envolvia defesa dos direitos

do cidadão.  Aliás, tinha feições

de "chupa-cabra".

Como se explica?

Caráter.

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