Prezado Presidente Jorge Coutinho,

Vimos pela presente externar nosso apoio à indicação de seu nome para titular da pasta da Cultura no próximo governo Luiz Fernando Pezão.

Foram 08 anos de mandato Cabral, 07 anos de gestão contínua na Secretaria Estadual de Cultura, sem que houvesse avanço nas discussões sobre as Política Públicas de Cultura, com  a série de teatros e museus fechados (em obras clericais); na demora no envio do Plano Estadual de Cultura à Casa Legislativa; na reformulação do Conselho Estadual de Cultura; e , como explicitado acima, na não preservação do Patrimônio Histórico e Artístico, haja vista o desmonte da principal Fundação Cultural do Estado, a Fundação Anita Mantuano de Artes do Rio de Janeiro/Funarj, como veremos abaixo:

TEATROS

. Teatro Villa Lobos (fechado há dois anos após incêndio)

. Teatros Gláucio Gill, Arthur Azevedo, Armando Gonzaga (com projetos de ocupação (?)

MUSEUS

. Museu Carmem Miranda (fechado)

. Museu Antonio Parreira (fechado)

. Casa de Oliveira Vianna (fechada)

. Casa de Cultura Laura Alvim (descaracterizada e com seu museu (o Museu de Laura, fechado)

. Museu do Primeiro Reinado (fechado)

A Escola de Teatro  Martins Penna inexplicavelmente na Secretaria de Ciência e Tecnologia;

A Escola de Música Villa Lobos, com mais de mil alunos em todo o estado, também inexplicavelmente, em  vias de perder a condição de Escola Técnica ( onde formava alunos/mão de obra) para ser transformada em escola de cursos livres;

A Sala de Música Cecília Meirelles que está em obras há dois anos;

Além da própria fundação, que vem tendo seu quadro reduzido drasticamente, já que não é realizado concurso para seu reequipamento de pessoal.

Apenas o Teatro João Caetano está funcionando normalmente.

Com um quadro desses, fica difícil falar em acessibilidade, inclusão cultural e democratização dos espaços e equipamentos do Estado. Tudo isso em uma cidade onde a Cultura deveria ser um dos pilares fundamentais na política pública de governo, inclusive com ações sociais de inclusão nas comunidades pacificadas!

Esperamos que na formulação do programa de governo do candidato Luiz Fernando  Pezão, para seu próximo governo, esteja a reformulação da Secretaria de Cultura, mais próxima da classe artística e dos atores/fazedores de Cultura.

Para descrever a atual situação dos equipamentos culturais do estado, na verdade, precisaríamos nos aprofundar mais, fazer um verdadeiro diagnóstico, que, esperamos, venha a acontecer em um diálogo entre os vários segmentos da Cultura e a SEC.

Por isso nossa indicação ao nome de Jorge Coutinho para a pasta, para que possamos ter um “agente” da Cultura, com foco e apoio da classe artística do Rio de Janeiro.

Atenciosamente,

Fernando Lima

Presidente da Associação dos Funcionários da Funarj

Rio, 21/10/14

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