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DAYANA AQUINO

Da Redação - ADV


A inserção das energias alternativas na matriz energética americana trará benefícios econômicos, principalmente em relação a geração de empregos, nos EUA. O dado é do estudo elaborado pela ONG The Climate Group.


O levantamento, intitulado American Innovation: Manufacturing Low Carbon Technologies in the Midwest, avaliou dois diferentes cenários para embasar a conclusão. Um deles é projetado com base na existência de uma política de estímulos às medidas “verdes”, o fomento a participação de 20% das fontes renováveis na matriz americana, e o ganho com o resgate de carbono. O outro cenário não prevê nenhuma dessas três medidas.


O documento aponta que os benefícios podem fomentar um debate sobre uma mudança global da política energética, fortemente motivada por preocupações com alteração no clima.


Em relação os custos, os preços dos recursos naturais utilizados tradicionalmente na geração de energia devem impactar o valor final da geração, com um efeito positivo, no entanto, de uma oportunidade de negócios com energia eólica e solar. Isso porque os cenários prevêem um maior demanda mundial pela energia limpa, e o não investimento nesse filão pode levar a um deslocamento da produção de tecnologia energética para o exterior. O Centro-Oeste dos EUA seria a área mais beneficiada.


Ou seja, em uma demanda crescente está a oportunidade de desenvolver tecnologias de baixo carbono, pois há preocupação mundial por este tipo de tecnologia.


Na energia eólica, por exemplo, a análise contabilizou incrementos de 65,7 GW a 90 GW, em cenários de menor e maior incentivo por meio de políticas públicas, respectivamente. Na mesma proporção, as receitas desse mercado em impostos adicionais podem variar em US$ 286 milhões e US$ 470 milhões, com geração de empregos que podem ir de 37.600 a 61.800.


Brasil


O Brasil deve ver as fontes alternativas de energia como uma questão econômica estratégica, e não apenas como uma questão ambiental, justamente pelo seu potencial eólico e solar. A avaliação é do diretor técnico
da consultoria ambiental Silva Porto, Luiz Carlos Porto, que reitera que grandes investidores estão vendo a área de energia limpa como a mais promissora dos próximos anos.


“Por isso continuamos com o velho discurso: a energia limpa é muito cara. E aí os outros paises, inclusive a China, que ao que consta não está se tornando uma das líderes mundiais em energia limpa devido ao seu comprometimento ambiental, investem maciçamente no setor”, avalia.


O analista alicerça sua consideração em uma visão mercadológica, em que no futuro essas fontes serão obrigatórias. Assim como se apresenta uma oportunidade para o parque fabril e gerador do Centro-oeste
americano, se o Brasil não estiver com as tecnologias desenvolvidas, terá de comprá-las.


Veja aqui a íntegra da análise

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Tags: EUA, energia, limpa

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